Posts marcados com Imprensa

Não ajuste seu monitor, está tudo bem por aqui

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Por Favor, Aguarde

Se o blog andou meio devagar ultimamente, é por duas razões. Uma delas é que passei duas incríveis semanas de férias com minha namorada. A outra é que, bem, não estou mais na equipe do Arena Turbo. Tem mais uma matéria minha por ir ao ar (quando pintar, aviso aqui), mas por enquanto é isso aí.

Não vou me aprofundar nos detalhes, mas você deve ter visto que o iG passou por uma grande reestruturação no mês passado, o que levou à dispensa de parte dos funcionários (sim, eu inclusive). Em outras condições, minha reação original deveria ser essa: (╯‵Д′)╯彡┻━┻

Mas o lance é que os bravos editores estão correndo atrás do reestabelecimento da equipe original e dar continuidade ao trabalho feito de 2010 para cá: isto é, em algum momento posso voltar ao barco, mas isto depende de outros eventos que acontecerão nos bastidores.

Quando eu digo que vão acontecer, independente de eu estar a bordo ou não, é porque boto fé no reestabelecimento do projeto…. e, por que não, da minha volta ao mesmo? “Mas quando isso deve acontecer, Jigu?”, você pergunta. E eu respondo: ¯\_(ツ)_/¯

Claro que isso não quer dizer que vou dormir no ponto. Se tanto, é a deixa perfeita para voltar a escrever mais aqui no blog entre os ocasionais freelas, projetos e tudo mais. O que não dá é pra ficar parado (mesmo porque, sim, existem mais coisas no ar do que os aviões de carreira), então vamos que vamos… e fique de olho neste espaço 🙂

Crítica especializada vota nos melhores de 2010 no Gamer.br

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Repetindo a dose do ano passado, o brother Pablo Miyazawa (editor da Rolling Stone Brasil e do blog Gamer.br) fez um censo com vários profissionais do jornalismo gamer para a escolha dos melhores jogos de 2010.

Cada um dos 88 participantes escolheu os três games que mais marcaram no ano passado… e olha lá eu votando de novo! 😉 Veja aqui a lista completa dos vencedores.

“Quais foram os seus escolhidos?”, você pergunta. O voto é secreto, mas posso adiantar que meus três não estão somente no top 10, mas nos top 5. Quem me conhece melhor sabe quais… 🙂

 

Epic Mickey: I know, it’s only Mickey Mouse (but I like it)

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Epic Mickey @ Rolling Stone Brasil - Jan 2011

Transformando-se de um arruaceiro para um almofadinha, não surpreende que o interesse do grande público tenha perdido força com o passar dos anos, tanto o adulto quanto o infanto-juvenil. Resta saber quem na Disney teve o lampejo de gênio de comprar o estúdio Junction Point – chefiado por Warren Spector, criador do game Deus Ex – e delegar a ele a produção de Epic Mickey. Spector é apaixonado pela obra de Walt Disney, e dá para notar isso pela quantidade de referências e homenagens.

Além de trazer uma entrevista inédita com John Lennon (realizada três dias antes de seu assassinato), a edição de janeiro da revista Rolling Stone tem minha crítica de Epic Mickey – é, aquele jogo do Wii sobre o qual escrevi antes.

Quer lê-la completa? Leia nas bancas, peça emprestado a um amigo, o que for melhor pra você 🙂

[leia a versão digital no site da Rolling Stone Brasil]

Despedidas e reencontros

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Pois é: como uma galera já sabe, a Revista Digital do jornal O Globo – para a qual fui chamado em maio de 2010 – foi absorvida pela editoria de Economia, virando uma página dupla às segundas-feiras, e no mínimo simples e com espaço garantido nos dias seguintes. A equipe inteira do suplemento – sem exceções – foi mantida para a nova seção chamada Digital & Mídia… mesmo porque a ideia é dar continuidade aos tipos de matéria abordados pela revista em publicações ao estilo do que era publicado na revista, mas agora diariamente.

No entanto, é hora de encarar uma nova missão, e minha passagem pelo Globo tem fim hoje. Mais duas matérias minhas estão por sair em novembro – e vocês também saberão por aqui – mas, no mais, é isso aí. (Quanto ao Arcadia, em breve darei uma posição do que acontecerá com ele.)

Foi uma chance incrível trabalhar com figuras como Nelson Vasconcelos (reza a lenda que é o avatar da Madre Teresa), CAT (se há uma definição para “gigante gentil” – não é aquela banda de progressivo – é ele), André Machado (que aprecia o bom e velho rock ‘n roll, mas na humildade) e meu padrinho Eduardo Almeida (nosso correspondente especial em Azeroth). Sem contar,  é claro, a sempre simpática Cora Rónai e o mestre da ilustração, Cruz, que desenhou duas capas de matérias minhas sobre games. Enfim, tenho motivos de sobra para me sentir honrado de participar.

Agora é hora de enfrentar outros desafios – mesmo que sejam bem familiares – e usar novos chavões para preencher meus textos do blog. Mas aí vocês devem estar se perguntando que novas aventuras são essas… bem, tudo o que posso dizer é “Fiquem ligados neste espaço”… 🙂

Passando o controle: Ok, chutem aí: qual é a nova empreitada? Vocês têm até a manhã de segunda-feira para adivinharem.

Um grupo de jornalistas de games entra em um bar e…

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Wow! Amazing Cast #2

Logo depois de conferir o Level Up Live, eu e outros jornalistas de games e tecnologia fomos bater papo em um barzinho. Aí você junta essa galera, cervejinhas na mesa (alguns, que não direi quem são porque é sacanagem com a Flávia Gasi, beberam Coca-Cola) e um gravador e qual o resultado?

É o Wow! Amazing! Cast #2 no site do Gus Lanzetta, com mais de uma hora de comentários da galera. Ninguém saiu ferido. (acho)

Passando o controle: Você joga ou jogou os games da Level Up? Se sim, qual?

Novas aventuras

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Novas aventuras n'O Globo

A partir da próxima segunda-feira, trabalharei na Revista Digital do jornal O Globo, reforçando a equipe de lá por pelo menos dois meses. Não, não cobrirei apenas notícias sobre videogames; na real, abordarei muito mais as novidades de tecnologia em geral do que as paradas  mais específicas aos jogos que tanto amamos.

Mas fiquem de olho aqui no blog, que continua firme e forte; quaisquer outras novidades sobre o que eu tenho feito pintarão por aqui conforme puderem ser reveladas… 🙂

Esperando o debug

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(som de vento)

"Mercado Brasileiro de Games" (foto por Simon Short)

Uma pergunta recorrente dos leitores dos sites de videogame é se os resenhista são obrigados a zerarem todos os jogos que analisam. Infelizmente, a resposta é “depende”, e por uma série de fatores – e não, nem sempre é o caso do jogo ser enorme, como um Final Fantasy ou Fallout da vida. A falta de tempo hábil tem origem, pois jornalista de games no Brasil sofre um pouco com o atual estado deste mercado: se as cargas tributárias para os jogos eletrônicos não fossem tão exageradas, talvez esta indústria florescesse por aqui. Afinal de contas, as vantagens não se resumiriam à queda dos preços de consoles, jogos e acessórios…

Se isto melhorasse, poderia se resolver a indisponibilidade de consoles para testes (os kits de debug, que permitem rodar os programas antes de seu estado finalizado; as produtoras têm como enviá-los para testes e prévias) para os veículos de imprensa; além disto, nossa situação atual também impede que desfrutemos de soluções como a PartnerNet, rede alternativa para os kits de debug do Xbox que só atende aos desenvolvedores e jornalistas, que permitiram ver certas produções em primeira mão.

Enfim, estes são apenas dois obstáculos que atrapalham e muito o processo de análise de jogos para consoles; para computador, a coisa é um tanto melhor, dependendo do contato de cada profissional ou empresa com os estúdios que fazem os jogos (e a política interna de cada um). Enquanto nos países onde esta indústria está estabelecida este tipo de situação, na terra brasilis estamos, na maioria do tempo, sujeitos à espera pelos jogos no mercado exterior, o correio, e por aí vai.

É aquilo… o amor à camisa continua, mas sonhar com um futuro onde esta indústria seja levada a sério no país não custa nada. Agora vou ali inspirar e expirar em um saco de papel e já volto.

Passando o controle: Esperança, ceticismo, indiferença… qual a sua opinião sobre os esforços por parte das fabricantes de consoles para entrar no Brasil?

5-Hit Combo: Hasan Ali Almaci

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Hasan Ali Almaci

Talvez você não o conheça de nome, mas pelo menos uma imagem ligada ao seu trabalho deve ter pintado no seu monitor: uma foto de Shigeru Miyamoto, game designer da Nintendo e criador de séries clássicas como Super Mario Bros. e The Legend of Zelda, sorrindo e segurando uma caixa de chocolates. Pois é: se você esbarrou nisto, conheça o culpado.

Além de ser uma pequena enciclopédia ambulante sobre a indústria dos games, o turco Hasan Ali Almaci entrevistou vários figurões da indústria dos games – e em certas vezes, mediou perguntas das entrevistas que eu e a galera do FinalBoss preparamos para o site, sempre somando um bocado de seu conhecimento nas conversas… e nas horas vagas, trabalha em uma fábrica de chocolate. Se eu chamá-lo de Willy Wonka por aqui, é capaz dele me mandar uma caixa de chocolates com uma bomba. E não é das recheadas….

Esta edição do 5-Hit Combo traz cinco (de muitos) momentos inusitados, ou mesmo engraçados, que o bom e velho Ali vivenciou ao trocar ideias com essa galera:

Yu Suzuki (by Hasan Ali Almaci)

1) Yu Suzuki, trans-humanizando os arcades: “Fiz minha última entrevista com ele para um veículo fora da Ásia (após o meu ele fez mais dois, um para um jornal financeiro japonês e outro para um site coreano). Durante a entrevista, conversamos sobre interfaces não convencionais para jogos de arcade – na época, ele estava trabalhando em Psy-Phi, um jogo de luta não lançado que usava uma tela sensível ao toque. Então ele começou a falar sobre se plugar na máquina com seu próprio corpo, e enquanto ele explicava isto ele se levanta e começa a fingir que tem uma extensão amarrada ao seu peito, que ele pluga na máquina de fliperama.”

Tomonobu Itagaki (by Hasan Ali Almaci)

2) Tomonobu Itagaki, game designer, também tem um coração: “Estávamos eu, um cameraman e outro jornalista. Isto foi durante a E3, e eu trouxe um apoio porque como estava com dois compromissos agendados, eu tinha que sair em 20 minutos, porque tinha outra entrevista com a Nintendo. Eu o avisei disto antes da entrevista, e eles levaram na boa. Meu câmera não podia filmar a entrevista, mas deixou sua câmera ligada. Tive que sair, então pedi para tirar umas fotos com ele, e ele foi gentil e cordial quanto a isso, sorriu para as fotos e tudo mais. Depois o meu câmera e o parceiro jornalista nos encontramos mais tarde e eles me deixaram ouvir a gravação da câmera ligada. Assim que eu saí, Itagaki – apesar de ser amigável comigo – começou a falar em um inglês furreca: ‘ele é muito egoísta, quem ele pensa que é? Eu sou cem vezes mais ocupado que ele, e ele me insulta ao ir embora. Muito egoísta, muito egoísta. Nunca mais falarei com ele de novo’.

Shigeru Miyamoto (by Hasan Ali Almaci)

3) Shigeru Miyamoto, olha o marcapasso: “Durante a entrevista daquela foto, tivemos duas coisas sobre as quais ele ficou muito alterado e uma delas foi negada pela Nintendo posteriormente: era sobre a saúde dele. Vamos ao que aconteceu antes: há quase uma década, uma notícia sobre a morte de Miyamoto ficou no ar por meia hora no site japonês da [agência de notícias] Bloomberg. A notícia foi tirada rapidamente e a Nintendo disse que ele estava bem, mas depois disso ninguém mais viu o Miyamoto em público por algumas semanas. Parece que Miyamoto teve um ataque cardíaco e a Nintendo escondeu isto, temendo pelo valor de suas ações. Em minha entrevista, ele admitiu que o estresse do lançamento de um novo hardware teve seu preço na época, rendendo estes problemas de coração. Ele parou de fumar em 96, e ele nada por uma hora e meia por dia na piscina da sede da empresa.”

Yuji Naka (by Hasan Ali Almaci)

4) Yuji Naka – “se chamarem, diga que eu saí”: “A primeira vez em que o entrevistei no Japão (eu tinha encontrado-o e falado com ele antes algumas vezes), ele não estava ciente da minha presença. A entrevista foi comigo e com minha cúmplice, Heidi Kemps, e foi a primeira vez que ela o entrevistou formalmente. Era para durar 45 minutos e começar às 14h15; no entanto, a RP da empresa avisou que ele ainda não tinha voltado do almoço. À medida que o prazo acabava, a Heidi ficou nervosa porque tínhamos que sair às 15h para outra reunião. Falei para ela relaxar, e a garanti que teríamos todo o tempo que precisávamos com Naka. Não deu outra: ele chegou às 14h45, nos reconheceu e conversamos até as 16h. Ele tem fama de difícil para entrevistar, mas não é verdade. Ele só não gosta de responder as mesmas perguntas bestas de sempre – quantas fases seu jogo novo terá, essas coisas que tem em release de imprensa – e em casos ele pede pra assistente avisar que está atrasado, e que tem compromissos um atrás do outro”.

Toshihiro Nagoshi (by Hasan Ali Almaci)5) Toshihiro Nagoshi revela quem manda no escritório: “Eu o entrevistei entre meus encontros com Yu Suzuki e [Hiroshi] Kataoka, presidente da AM2. Ele tem uma memória muito boa e pareceu saber perfeitamente o que aconteceu na companhia desde que nos falamos da última vez, e conversamos sobre nossas entrevistas anteriores. Falamos um pouco sobre o quanto ele adora whisky, e no geral a entrevista fluiu muito bem. O que houve de engraçado aconteceu antes da entrevista, porque ele estava genuinamente atrasado para a entrevista (diferente do Naka, que finge) por cause de uma reunião de negócios. A secretária avisou que ele chegaria em breve e que poderíamos esperá-lo em seu escritório. Havia garrafas vazias de whisky caro pelo escritório todo, livros, prêmios que ele ganhou, produtos de Monkey Ball, uma autêntica máquina de dardos de pub e em sua cadeira de executivo estava um enorme ursinho Puff [Pooh]. Pediram para que não tirássemos fotos disso, e assim que ele chegou, escondeu rapidamente sob sua mesa e explicou que quando não está no escritório, o ursinho Puff é o chefe. Ele certamente adora seus bichos de pelúcia da Disney.

Passando o controle: Vez por outra, profissionais da indústria dos games soltam verdadeiras pérolas e cacos que serão lembrados por muito tempo… Quais os seus favoritos? Relembre-os nos comentários!

Destak recomenda Jigu, que indica jogos com trens

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Destak

A edição carioca do jornal Destak apresentou a indicação para o meu blog. Portanto, se você chegou aqui por conta desta dica, boas vindas e sinta-se em casa! E já que esta publicação é um clássico das viagens de metrô, que tal um “top 5” do mundo dos games envolvendo a presença de trens e afins?

No More Heroes

5) “No More Heroes” (Wii): Vá lá, este não é o primeiro jogo de pancadaria a contar com uma sequência em um metrô (deve ser tudo culpa de “Selvagens da Noite”, clássico das madrugadas na televisão, que por sua vez também teve dois jogos), mas quando o assassino profissional / otaku Travis Touchdown pega missões extras no trem, elas são bem surreais… câmeras invertidas, luzes apagadas, várias doideiras para deixar o jogador com os nervos à flor da pele.

Paper Mario

4) “Paper Mario: The Thousand-Year Door” (GameCube): Este RPG do bigodudo mais famoso da Nintendo conta com uma grande sequência ambientada inteiramente em um trem, e ela é apresentada de uma maneira que tira o chapéu para clássicos da literatura de detetive – com direito a um investigador atrapalhado no meio do caminho.

SimCity 2000

3) “SimCity 2000” (PC): É curioso pensar no segundo jogo da série de simulação de cidade de Will Wright. Este foi a primeira edição a ter metrôs; apesar da manutenção mais alta, as linhas subterrâbneas são muito eficientes. E eu uso o tempo todo o argumento “o mundo real não é como SimCity 2000” muitas das vezes em que ouço pessoas reclamando da integração Metrô na Superfície (para quem mora fora do Rio, linhas de ônibus dedicadas que dão continuidade ao trajeto).

Final Fantasy VII

2) “Final Fantasy VII” (PS1, PC): Vários jogos da famosa série de RPGs da Square Enix mostram trens (inclusive como inimigos de fase, como o trem fantasmagórico de “FFVI”), mas este clássico de 1997 tem algumas sequências isoladas com isto, como o Train Graveyard – um lugar repleto de vagões abandonados. E a sequência inicial do game, em um então glorioso vídeo pré-renderizado, mostra um take aéreo da cidade de Midgar e o trem no qual Cloud Strife e seus companheiros do grupo AVALANCHE chegam para sua primeira missão.

Half-Life

1) “Half-Life” / “Half-Life 2” (Multi): As duas aventuras do físico Gordon Freeman começam em viagens de trem, ambas bem reveladoras. No primeiro jogo, chegar à base de Black Mesa para o que seria um dia normal de trabalho dá um clima de imersão bem bacana… e a produtora Valve repetiu a dose no segundo jogo, mas desta vez a caminho de City 17, um dos poucos refúgios da humanidade oprimida pela ameaça alienígena do Combine.

Passando o controle: Claro, estes são apenas alguns exemplos entre os trocentos outros games com passagens memoráveis em trens, metrôs e afins. Quais as suas favoritas?

Jigu no caderno Digital do jornal O Globo!

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O Globo Digital - Online, por Sérgio Maggi

A edição de hoje do caderno Digital do jornal O Globo trouxe uma indicação para este blog na coluna Online, do Sérgio Maggi. Fica aqui o agradecimento a ele, e as boas-vindas para quem estiver visitando pela primeira vez! Fique à vontade para conferir o que foi feito por aqui até agora (e tem bem mais de onde vieram estes…).

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Atualização: Agradeço ao Bigdigo pela foto! 🙂

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