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Michael Jackson: The Experience – eles não ligam para a gente!

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Michael Jackson: The Experience (Análise)

Capitalizando em cima da imagem e da partida do astro, a Ubisoft lançou Michael Jackson: The Experience (Wii, DS, PSP), um daqueles jogos que deixa o jogador se perguntando onde diabos eles estavam com a cabeça. Vá lá, faz todo o sentido do mundo criarem um jogo de dança em homenagem aos passos de Jacko – ano que vem sai para Kinect e PlayStation Move -, mas qual a razão de fazer uma produção tão preguiçosa quanto uma versão customizada de Just Dance? E ainda assim, não descartá-lo apesar disto? É, este é o tipo de título que provoca reações e emoções conflitantes. Vista sua luvinha prateada e acompanhe o caso.

O Rei do Pop já se amarrava em um videogame, então nada mais justo do que celebrar sua obra em um jogo. Enquanto Michael Jackson: The Experience está longe de ser um primor de execução, não dá para dizer que não diverte. Leia a crítica completa no Arena Turbo!

Passando o controle: Qual a sua canção favorita de Jacko?

Canções que nunca ouviremos em games musicais

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Tenho boas lembranças de quando a GameWorks ainda existia aqui no Rio de Janeiro. Uma das máquinas que garantia muito dinheiro meu indo embora naqueles cartõezinhos magnéticos foi Guitar Freaks, da Konami. Este era mais um jogo da família Bemani (por sua vez, forma abreviada de “Beatmania”, outro jogo musical), e tinha dois controle forma de guitarra, alguns botões para a palhetada, e empinar o braço da mesma para ativar um bônus. O tempo passou, saíram Guitar Hero, Rock Band e tantos outros com músicas de artistas licenciados de várias eras.

Outra memória vem da época do colégio, de antes dos filmes de super-herói terem entrado de vez em voga. As intermináveis discussões sobre que ator ou atriz interpretaria qual personagem era quase garantido na hora do recreio e afins, né? Até aí, tudo bem.

Voltemos aos jogos. Antes do advento do DLC (conteúdo extra por download), os fãs destes jogos clamavam por determinadas bandas para a próxima edição, restando esperar para ver se suas preces foram atendidas. Com o tempo, ficou fácil comprar músicas extras, assim como medir o interesse dos fãs ao oferecer maneiras deles enviarem às produtoras aquelas canções que gostariam muito de ter em seu jogo via websites, redes sociais e por aí vai.

E invertendo a ordem das coisas, decidi fazer um top 5 das canções que provavelmente nunca ouviremos nestes jogos. Qual o critério? Sei lá, mas ouçam e vocês certamente entenderão a razão pela escolha destes:

5) “Sheets of Easter”, Oneida: No álbum duplo “Each One Teach One”, de 2002, este grupo nova-iorquino começa com esta faixa que tem um gosto pela repetição quase hipnótica, com mudanças mínimas de acordes e bridges. Infelizmente, não há uma versão na íntegra para streaming, então achei uma versão ao vivo (!). Se você achou este vídeo grande, saiba que a versão do álbum tem mais de 14 minutos.

4) “Tatuada”, Gurcius Gewdner & Orquestra Zé Felipe: Gurcius, integrante da banda Os Legais e cineasta trash, uniu forças com Zé Felipe, ex-baixista do Zumbi do Mato. O que pode sair de uma parceria destas é isto aí:

3) “Brothersport”, Animal Collective: estes queridinhos de alguns periódicos de música independente – mas longe demais de serem unanimidade, já que tem gente que definitivamente não vai com a cara das sandices sonoras deles – tiveram o disco “Merriweather Post Pavillion” como um dos grandes discos do ano passado. Acho que os mapeadores de notas destes estúdios pediriam demissão se recebessem uma ordem para transformar isto em DLC:

2) “The Most Unwanted Song”, Dave Soldier e Komar & Melamid: Depois de realizar uma enquete com seus leitores, o compositor Dave Soldier e os artistas Komar & Melamid reuniram os aspectos mais odiados em música segundo os e transformaram em uma enorme canção. Ouça a parte 1 e saiba que tem pelo menos mais duas no YouTube. Ironicamente, acho esta melhor do que a outra que eles lançaram reunindo os aspectos mais amados. 😛 Vale dar uma olhadinha no site para ver o processo seletivo e os aspectos que mais agradaram (ou desagradaram) os eleitores.

1) “4’33””, John Cage: O que um artista de vanguarda com tanto nome a zelar está fazendo encabeçando esta lista de canções que jamais serão adaptadas para jogos musicais? É só ouvir: quatro minutos e trinta e três, como o nome sugere – ouça na íntegra e tire suas próprias conclusões:

Aí eu passo a bola para vocês: que bandas ou músicas vocês consideram inadaptáveis aos games como “Guitar Hero” e “Rock Band”?

Combo de dois acertos beirando o início das férias

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[Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Este fim de mês tem sido super corrido pra mim, mas por boas razões. A principal é que eu estou entrando de férias hoje, finalmente! O negócio é que antes eu não estava com nada de remotamente interessante para fazer (e nem com grana para isso, mesmo que eu não esteja precisamente nadando em dinheiro).

Mas finalmente chegou a hora de tirar duas semanas de descanso merecido, pra dar aquela espairecida da correria do dia-a-dia. E para coroar esta data tão esperada, duas encomendas que eu estava esperando bastante chegaram:

GH 3 + Sam & Max

– o disco de reposição do Guitar Hero III, conforme dito antes — isto é, saiba que você tem chances de trocar seu disco sem sair do Brasil. Chegou aqui em menos de uma semana.

– a reedição de Sam & Max: Surfin’ the Highway, a reedição da super-coletânea de quadrinhos do Steve Purcell.

Agora a boa é relaxar um bocado, mas sem deixar os preparativos da viagem da semana que vem no ar… “Viagem”? É, isso mesmo. Heh.

Troque seu Guitar Hero III do Wii sem sair do Brasil

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[Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

No final do ano passado, eu encomendei o Guitar Hero III para o Wii assim que saiu nas lojas nos EUA. Me diverti horrores com a parada, mas algo incomodou os consumidores — as músicas do game estavam em mono, porque teve algum imprevisto na produtora. Quando isto veio à tona, a Activision abriu um cadastro para os usuários americanos e europeus que quisessem pedir a reposição pela versão corrigida.

Na época, telefonei para o escritório inglês da Activision — que atende todas as operações fora dos EUA e Europa — e fui super bem atendido por eles, que pediram meu nome e endereço para ficar no cadastro; assim que as reposições americana e européia estivessem adiantadas, eles efetuariam as trocas de outras regiões.

Depois que eu vi que estava rolando uma faceplate de presente para estes clientes, enviei outro contato para eles para saber em que pé estava a troca para terra brasilis. Eles pediram meu contato novamente para postarem a reposição.

Guitar Hero + Faceplate
Portanto, se você comprou a versão Wii de Guitar Hero III, mora no Brasil e pretende trocar, siga as dicas abaixo:
  • tire uma foto de seu jogo e controle originais, de preferência com alguma identidade sua à vista;
  • cadastre-se no site de suporte da Activision e abra um pedido de reposição;
  • explique sua situação e mande seu nome completo, endereço e telefone – lá tem um lugar para anexar a tal foto, comprovando que você é um usuário legítimo;
  • não é necessário enviar o seu game original e defeituoso de volta — queime-o, guarde-o, faça um quadro, tanto faz! Mas é melhor mantê-lo, mesmo porque você provavelmente vai querer jogar até que chegue sua cópia corrigida.
Assim que chegar a minha reposição – foi postada ontem nos EUA, via FedEx, deve chegar semana que vem — descobrirei se veio com aquela faceplate bacana ou não; mesmo se não vier, já está de bom tamanho. Mais novidades aqui no blog.

Audiosurf: Surfando as ondas sonoras

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Audiosurf

[Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

No começo de fevereiro — quando eu estava com pouco tempo para mexer no blog — conheci um pequeno game independente que tinha uma idéia bastante interessante. Audiosurf combina jogo de corrida abstrato (gráficos geométricos e coloridos, no lugar de pistas de carro, veículos licenciados e tudo mais) com game musical e quebra-cabeças de uma maneira que praticamente dá fator replay infinito…

O jogo constrói as pistas, obstáculos e relevo de acordo com a música que você selecionar em seu CD, MP3 ou seja lá o que for. Isto é, se você coloca uma música rápida, o trajeto será mais íngreme; uma música lenta tende a mostrar sua nave subindo uma ladeira; uma virada de bateria forma um túnel, e por aí vai. E se você considera que cada música existente cria uma pista diferente, faça aí as contas de quantos estágios diferentes podem existir, bastando que você a escolha no jogo. O negócio é viciante, e ainda rola um ranking online para comparar quem se saiu melhor em qual música — e se você criar a continha grátis no jogo, você ainda é notificado por email se alguém passou seu recorde. Competitividade é isso.

… e após algumas semanas de fase beta, a melhor notícia: o jogo está à venda no Steam, e você ainda leva a trilha sonora de The Orange Box de lambuja. US$ 9,95. Vai que vale a pena.

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