Posts marcados com Indie

The Binding of Isaac não sairá mais para o 3DS; a culpa é de quem?

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Chorei contigo, Isaac. Chorei contigo.

The Binding of Isaac foi uma das maiores surpresas que tive no ano passado. Criado por Edmund McMillen (designer e um dos autores de Super Meat Boy, outro queridinho indie) e Florian Himsl, o jogo no estilo rogue era inspirado pela passagem homônima do Velho Testamento – mas desta vez, você controla o filho que foge do parente que tenta sacrificá-lo ao ouvir vozes divinas. Se você não jogou, aproveita que tá baratinho no Steam – e se estiver indeciso, leia minha análise.

Fiquei muito feliz quando soube da possibilidade de seu lançamento sair para o 3DS via eShop, pois é o tipo de jogo que eu certamente jogaria mais se o tivesse no bolso — sem contar que suas partidas de duração reduzida combinariam lindamente com isso. Qual não foi minha surpresa (na verdade, uma decepção) ao ver que o pobre Isaac foi vetado pela Nintendo por “ter conteúdo religioso questionável“. McMillen se saiu muito bem ao agradecendo a Deus pela existência do Steam. 😛

“Ah, tinha que ser a Nintendo mesmo”, dizem alguns. E é aí que levanto a hipótese… e se o jogo passasse pelo crivo da ESRB, órgão responsável pela classificação etária de software nos Estados Unidos – coisa que não foi necessária para sua publicação no Steam, atualmente a única forma de comprá-lo? Talvez a coisa mudasse de figura. Vamos relembrar alguns momentos envolvendo o malfadado selinho Adults Only – e seu arqui-inimigo, o Mature.

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Hawken: inscrevam-se na batalha de mechs, soldados

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Resolva a briguinha "mech não é robô gigante" na arena

Quando a galera fala em “jogos indies”, a tendência dos mais cínicos é desmerecê-los como “pretensiosos”, “metidos a artísticos”, “sensíveis”, “remando contra a corrente da indústria” e por aí vai. Enquanto é óbvio que eu também curta as produções que caem nesta definição (mesmo que nem sempre em todas as categorias), isso não quer dizer que todos sejam assim – e prova disto é Hawken, da Adhesive Games. Fiquei pasmo ao ver os primeiros vídeos do jogo – e mais ainda quando descobri que era por um grupo bem pequeno de desenvolvdores. Saca só um dos trailers mais recentes:

Pois é. A equipe da Adhesive cresceu, e agora tem 7 funcionários e 3 estagiários, e eis aí o estado atual do projeto! Para quem gosta de combates de mech – com direito a customização de armas e visual – em modo multiplayer, parece uma grande pedida. O jogo sai em 12 de dezembro deste ano: se o mundo não acabar, já sabe como comemorar! As inscrições para a fase beta já começaram – e se você quiser se adiantar e reservar seu nick para a batalha, cadastre-se e convoque três amigos com seu endereço customizado (sim, este é o meu e eu já garanti meu nick para dezembro!).

Sequence: músicas para detonar a oposição

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Essa é a mistura do DDR com o RPG (DRDPRPGDPOPRPPDPDG?)

Em Sequence, disponível para PC e Xbox Live Indie Games, a produtora independente Iridium Studios fez uma combinação similar ao do exemplo acima: a mistura do dia é a de RPG com jogos de ritmo – o primeiro a vir à cabeça é Dance Dance Revolution, mas também é possível jogar com controles de Guitar Hero / Rock Band.. e, naturalmente, gamepads, teclado e mouse. Parece esquisito? Em primeira impressão, é normal o estranhamento… mas funciona!

O que poderia parecer uma mistura esdrúxula – os jogos de ritmo e os RPGs – se revelou um formato bacana graças ao esforço da Iridium. Leia minha análise completa de Sequence no TechTudo, e saiba que o ingresso vale o show.

Post-Review: VVVVVV

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O que você está fazendo no teto? / Não seria você?

Tem certas coisas que as gerações mais recentes de jogadores simplesmente não reconhecerão. Aquele maldito barulho de modem conectando, as telas de apresentação que precediam o resto do carregamento de jogos gravados em fita cassete – e que dependendo da regulagem do infame azimute do gravador, podia desperdiçar minutos de sua vida ao não funcionar após minutos de transferência – e por aí vai. Chega a ser um pouco engraçado ver parte do público atual sendo nostálgico de forma retroativa.

Alguns jogos capitalizam direto em cima das estéticas dos consoles 8-bit (Mega Man 9), 16-bit (Jamestown: Legend of the Lost Colony), e até mesmo de alguns computadores das antigas, como o MSX (La-Mulana, cujo remake pro WiiWare sai do Japão em breve). Mas tem um sistema que passou muito tempo sem um tributo digno de nota foi o Commodore 64… que, ironicamente, eu não tive. Oh não, será que eu também entrei nessa pilha retroativa? 🙂 Enfim, a espera acabou em 2010 com o infame VVVVVV – que finalmente zerei e achei incrível.

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[Promo] Quem quer Cthulhu Saves the World e Breath of Death VII?

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Um destes jogos pode ser seu. Ou mesmo ambos.

Nesta semana, saiu mais uma edição do Indie Royale, mais um daqueles pacotes “pague o quanto quiser” com jogos independentes – sendo que a diferença deste aqui é que o preço aumenta à medida que outros compradores dão lances mais altos. Ter um temporário exclusivo no pacote (o shooter Really Big Sky) e o belo Eufloria me fez apoiar a causa novamente… se quiser comprar o pacote completo, a campanha vai rolar por mais três dias!

O lance é que outros dois jogos do pacote já fazem parte da minha coleção! Você sabe o que isso quer dizer? Hora de uma nova promoção-relâmpago aqui no blog, claro! Dois leitores sortudos ganharão um dos dois jogos da Zeboyd GamesBreath of Death VII: The Beginning e Cthulhu Saves the World (ou se for extremamente sortudo, ambos). Continue lendo o post e saiba como concorrer… (more…)

The Binding of Isaac: uma infância nem um pouco feliz

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"Meu lugar feliz... meu lugar feliz..."

Além da dificuldade elevadíssima (e de mais de dez finais diferentes), a natureza aleatória do jogo garante sua longevidade. Mesmo porque vencê-lo uma vez torna a partida seguinte mais difícil, com mais áreas para chegar antes do combate final com o oponente mais óbvio do universo. É o tipo de experiência que vale revisitar: há uma recompensa em explorar o máximo de salas e segredos possível para aumentar sua chance de não morrer miseravelmente antes – afinal, Isaac só tem uma vida. Morreu? Volte ao começo. Quem sabe da próxima vez você devesse ter aceito aquele pacto com Baphomet? Até mesmo oportunidades únicas de vender a alma ao capiroto aparecem neste jogo.

Como é que um jogo de US$ 5 feito em Flash pode ser tão bom? Quem sou eu pra responder? Melhor perguntar para o Edmund McMillen e o Florian Himsl, porque eles fizeram e conseguiram com muito sucesso. Leia minha análise completa de The Binding of Isaac no TechTudo.

Serious Sam: Double D deve ser o jogo favorito do Xzibit

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Olha que gat... AAAAAH!! FEMIKAZE!

Jogadores de PC com mais cabelos brancos na cabeça devem se lembrar de Abuse, jogo de tiroteio 2D no qual a mira era com o mouse – e se pensarmos nos padrões atuais, combina direitinho com o esquema de duas alavancas analógicas no gamepad. Serious Sam: Double D segue o mesmo estilo, colocando o herói de jeans e camisa branca contra um mundo de inimigos – tanto os clássicos, como os Gnaars, quanto inéditos, como as mulheres gigantes kamikaze sem cabeça e de topless… mas com bombas na frente.

Sinceramente? Tô curtindo a maneira como Serious Sam está se alastrando por outros gêneros fora do FPS. Leia a análise completa de Serious Sam: Double D no TechTudo, e cuidado com os Vuvuzelators!

Organ Trail: um software educativo contra a ameaça zumbi

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"Aprenda a sobreviver ao apocalipse zumbi brincando!"

"Aprenda a sobreviver ao apocalipse zumbi brincando!"

Por muito tempo, um jogo esteve instalado nos computadores dos colégios norte-americanos – e sem que os professores torcessem o nariz: The Oregon Trail. De fins educativos, este jogo – que teve uma variedade de versões novas até hoje – mostra a vida de uma família de pioneiros atravessando os Estados Unidos em uma diligência no século XIX.

O jogo tem elementos de gerenciamento de recursos e pessoal, como controlar a quantidade de comida (e caçar animais selvagens quando necessário) e tomar conta da saúde de seus familiares. É um dos poucos jogos – se não o mais popular – no qual é possível morrer por disenteria, o que já virou uma piada por si só.

Aí vem o estúdio independente The Men Who Wear Many Hats e lança Organ Trail, uma paródia do jogo acima – inclusive dizendo que o jogo foi feito com o mesmo objetivo de ser um jogo educativo – que põe o jogador para atravessar os EUA após uma epidemia que transformou grande parte da população em zumbis.

As decisões caberão a você: quanto combustível você precisa pro carro? E kits de primeiros socorros? Comida enlatada? Munição? Será que alguém do grupo deverá ser deixado para trás – leia-se “morto” – para que os demais cheguem com sucesso ao outro lado do país? Quem disse que o mundo é um lugar justo?

(Ah, e também tem uma versão para Facebook.)

Winnitron: rede indie de arcade tem dever moral de chegar ao Brasil

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Winnitron 1000: em breve no Brasil?

Winnitron 1000: em breve no Brasil?

Acho que não é novidade para nenhum leitor sério deste blog o meu apreço por jogos independentes. Claro, estou amarradaço jogando os títulos do “esquemão” – se as caixas vazias na mesa servem de referência, as bolas da vez são Nier, L.A. Noire, Epic Mickey e The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D… sem contar o Deus Ex: Human Revolution no PC – mas é claro que curto as produções indies.

Outro dia estava lembrando do quanto me diverti na GDC 2011 jogando Nidhogg – um jogo de esgrima, pancadaria e plataforma para dois jogadores em modo versus… e que agora há pouco soube que teve participação do Andy Serkis – e como eu queria jogá-lo de novo… mas ainda não foi lançado para o grande público. Exceto, é claro, aqueles que tiverem acesso ao Winnitron.

“E o que diabos é o Winnitron?”, você pergunta. Veja o vídeo abaixo e continue lendo:

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Álbum clássico do Neutral Milk Hotel vira tema de RPG criado por fãs

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"In the Aeroplane Over the Sea", Neutral Milk Hotel

Two-Headed Boy has joined the party!

Eu gosto de jogos independentes. Eu gosto de bandas independentes. Ainda assim, acho que nada poderia me preparar psicologicamente para ver uma união tão insólita destas duas mídias quanto o fan game In The Time Machine Over the Sea. Criação do BroPortal (é, só achei até agora o canal YouTube) via RPG Maker, o jogo é inspirado pela banda Neutral Milk Hotel e seu álbum mais icônico, In the Aeroplane Over the Sea.

Reza a lenda que a principal inspiração de Jeff Magnum – líder da banda e protagonista deste jogo – para o álbum de 1998 veio dos sonhos que ele teve ao ler O Diário de Anne Frank. Pode até ser factoide, mas Magnum ele admite que a história da jovem teve influência na obra.

Já neste RPG, Magnum e seus colegas de banda viajam no tempo para evitar que Hitler consiga matar a jovem. Er, é, isso aí mesmo. Claro que isso é representado como um RPGzinhos marotos que remete à era dos consoles 16-bits…

O jogo tem várias referências à obra da banda – personagens como Naomi, Two-Headed Boy e até mesmo o molequinho espanhol da capa acima – além de outras figuras do rock indie em patamares diferentes, indo dos manjados Radiohead, MuseMGMT aos menos conhecidos pelo grande público, como Bon Iver, Fleet Foxes e Grizzly Bear. Sim, alguns deles com suas canções gloriosamente adaptadas para chiptune. Olho no lance:

Quer fazer o intensivo de indie rock mais inesperado do ano? Baixe o jogo, então.

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