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Sequence: músicas para detonar a oposição

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Essa é a mistura do DDR com o RPG (DRDPRPGDPOPRPPDPDG?)

Em Sequence, disponível para PC e Xbox Live Indie Games, a produtora independente Iridium Studios fez uma combinação similar ao do exemplo acima: a mistura do dia é a de RPG com jogos de ritmo – o primeiro a vir à cabeça é Dance Dance Revolution, mas também é possível jogar com controles de Guitar Hero / Rock Band.. e, naturalmente, gamepads, teclado e mouse. Parece esquisito? Em primeira impressão, é normal o estranhamento… mas funciona!

O que poderia parecer uma mistura esdrúxula – os jogos de ritmo e os RPGs – se revelou um formato bacana graças ao esforço da Iridium. Leia minha análise completa de Sequence no TechTudo, e saiba que o ingresso vale o show.

Ensinando a história da música por meio de covers

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De quem era essa música, mesmo?

Quem me segue no Twitter deve saber que costumo cumprimentar os seguidores quando acordo com um link para alguma canção, e nestes dias postei “Wash Away” pelo Alkaline Trio – na verdade, uma cover da banda de hardcore americana T.S.O.L. Acabei me pegando pensando: “de onde era isso mesmo?”, e não deu outra — a trilha sonora de Tony Hawk’s American Wasteland. Tava com isso fresco na cabeça depois do anúncio de Tony Hawk’s Pro Skater HD. Este jogo teve um elemento bacana na trilha sonora: bandas contemporâneas tocando covers da época. Bem que mais produtoras poderiam fazer isso, né?

Como American Wasteland celebra a meca do skate nos anos 80, a Activision mandou bem em dedicar parte da trilha sonora às covers de bandas de rock e hardcore que os skatistas da época curtiam – a seleção tem  Adolescents, Bad Brains, Black Flag, Buzzcocks, Dead Boys, Descendents, Fear, Gorilla Biscuits, Government Issue, the Misfits e the Stooges – com covers por bandas atuais. Sempre acho bacana quando rola este tipo de iniciação aos clássicos de forma indireta nos jogos.

"iPod? O que é isso? Só tenho Walkman amarelinho, mal aí"

Outro título que mandou muito bem neste sentido foi Stubbs the Zombie in Rebel Without a Pulse. Como a trama deste jogo bem-humorado da Wideload era situada em uma versão alternativa do meio do século passado, não deu outra: a trilha é repleta de covers de bandas dos anos 50 e 60 – the Angels, Buddy Holly, Chordettes, the Drifters, the Everly Brothers, Frank Sinatra, Johnny Kidd and the Pirates, Little Anthony and the Imperials, the Penguins, Ricky Nelson… até mesmo um clássico de O Mágico de Oz (“If I Only Had a Brain”) entrou na parada.

Se considerarmos que os anos 50 e 60 eram uma época em que muitos artistas já regravavam canções de seus contemporâneos, é legal chegarmos ao ponto de vermos a trilha sonora dos jogos recentes, pesquisar a fundo de quem é cada música… e quando menos se espera, você aprendeu quem compôs, quem a tornou a canção popular (ainda há quem ache que “All the Young Dudes” é do David Bowie, quando na verdade é uma cover do Mott the Hoople) e por aí vai.

Felizmente, as brigas entre fãs de Marlene e Emilinha não eram tão violentas

No fim das contas, acho que tão interessante quanto botar as canções originais de sua respectiva época em um jogo – como o fofíssimo RunMan: Race Around the World e sua trilha de jazz e blues das antigas, viva o domínio público – é dar aquela “tapeada” bem-intencionada nos jogadores das gerações mais novas ao botar suas bandas favoritas tirando o chapéu para os sucessos de outrora.

Super Mario Ceremony: Mashup épico celebra 30 anos do bigodudo

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Trinta anos, mas com um corpinho de... vinte?

Trinta anos, mas com um corpinho de.... vinte?

É isso: uma montagem de nada menos que dezoito minutos – que vai da calmaria à mais acentuada psicodelia – do encanador mais famoso dos videogames e seus asseclas em uma pá de jogos. E aí, quantos deles você jogou?

Que trabalho para montar isso e selecionar a trilha sonora, hein… Saiba mais da produção (com a ajuda da tradução do Google – se você não souber japonês, é claro) no wiki comemorativo dos 30 anos de Mario.

Álbum clássico do Neutral Milk Hotel vira tema de RPG criado por fãs

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"In the Aeroplane Over the Sea", Neutral Milk Hotel

Two-Headed Boy has joined the party!

Eu gosto de jogos independentes. Eu gosto de bandas independentes. Ainda assim, acho que nada poderia me preparar psicologicamente para ver uma união tão insólita destas duas mídias quanto o fan game In The Time Machine Over the Sea. Criação do BroPortal (é, só achei até agora o canal YouTube) via RPG Maker, o jogo é inspirado pela banda Neutral Milk Hotel e seu álbum mais icônico, In the Aeroplane Over the Sea.

Reza a lenda que a principal inspiração de Jeff Magnum – líder da banda e protagonista deste jogo – para o álbum de 1998 veio dos sonhos que ele teve ao ler O Diário de Anne Frank. Pode até ser factoide, mas Magnum ele admite que a história da jovem teve influência na obra.

Já neste RPG, Magnum e seus colegas de banda viajam no tempo para evitar que Hitler consiga matar a jovem. Er, é, isso aí mesmo. Claro que isso é representado como um RPGzinhos marotos que remete à era dos consoles 16-bits…

O jogo tem várias referências à obra da banda – personagens como Naomi, Two-Headed Boy e até mesmo o molequinho espanhol da capa acima – além de outras figuras do rock indie em patamares diferentes, indo dos manjados Radiohead, MuseMGMT aos menos conhecidos pelo grande público, como Bon Iver, Fleet Foxes e Grizzly Bear. Sim, alguns deles com suas canções gloriosamente adaptadas para chiptune. Olho no lance:

Quer fazer o intensivo de indie rock mais inesperado do ano? Baixe o jogo, então.

The World Is Saved: Música para quem não cansa de ser herói

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Quem nunca virou noite para zerar aquele jogo, se sentiu o mestre do universo por ter salvo o mundo (e às vezes, até mesmo o universo) e ficou com aquele vazio de 5 minutos quando a aventura acabou… só para lembrar que vinha outra missão em seguida no próximo game da fila?

Juro que me emocionei um bocado com esse vídeo.  Depois que fui ver que foi um esforço colaborativo da galera que acompanha o podcast de games da IGN. Bravo, caras, me fizeram verter uma lágrima.

 

Music City: Olha o convite pro jogo nacional de Facebook! Quem vai?

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Music City

O sempre alerta Beto Largman mandou a dica, e fui conferir a fase beta do Music City, jogo social da Gazeus para o Facebook. Feito aqui no Brasil, o jogo combina elementos de jogos de ritmo – como bem disse uma amiga minha, “é um Guitar Hero social?” – e customização de personagem, cenário e instrumentos. As músicas são licenciadas, então pode procurar sua favorita para brilhar no palco.

Claro, como é um jogo para o Facebook, contar com a ajuda dos amigos é vital. Eis o lance: a Gazeus liberou 100 convites aqui para o blog. Boa, hein?

Seguinte: se você quer ver qual é a do jogo (e ainda ajudar os desenvolvedores a dar os retoques finais, se for o caso), é simples: site a página do Music City e use a senha jigu321gazeus para jogar. Agora você pode realizar seu sonho de tocar “Adocica” “Enter Sandman” para uma plateia empolgada!

Mario Is Missing: A canção

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Para começar o ano bem, toma aí uma música em homenagem ao encanador mais famoso do mund…. er, é só pra ele a música? Hmmmm. Dissertem.

A culpa é do Diego Maia, antes que reclamem comigo. Heheh 😀

Mas e se o Billy Joel fosse fã de videogame?

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… provavelmente teríamos esta versão acima.

Entrevista: Akira Yamaoka

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[Post originalmente publicado no Arcadia]

Akira Yamaoka

A próxima edição brasileira da Video Games Live – que acontecerá nos dias 8 e 10 em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente – trará convidados de peso. Um deles é Akira Yamaoka, conhecido por seu trabalho como diretor de som da série “Silent Hill” em sua gestão na Konami, e que foi contratado neste ano pela Grasshopper Manufacture, conhecida pela série “No More Heroes” e atualmente envolvida na produção de “Shadows of the Damned”, um jogo de terror em parceria com Shinji Mikami.

Yamaoka-san falou com o Arcadia, e você confere o papo a seguir.

ARCADIA: Poucas séries de videogame são tão associadas com seu compositor de trilha sonora como “Silent Hill”. O que você acha que levou a isto?

YAMAOKA: Hahaha, eu também me pego pensando nisso às vezes. Porém, sou muito grato a todo mundo. Desde que comecei minha carreira nesta indústria, tenho pensado em maneiras de mudar o áudio nos jogos ou explorar o conceito de “áudio”.

Acredito que pude trazer muitas ideias minhas à vida, e muitas pessoas se sentiram tocadas por minha música. No entanto, acho que o que eu gostaria de perguntar a todo mundo é… “Por que todos gostam?”

Na sua opinião, quais são os melhores compositores de trilhas de videogame? Você poderia citar um recente e um veterano?

Acho que sou o melhor. Eu não acho que estou sendo arrogante com esta constatação. Se você não tem a opinião de que você é o melhor, você não pode trazer o melhor de si e não pode dar o seu melhor ao público.

É claro, se você deixar essa arrogância te dominar mesmo que só um pouquinho, é fácil ir do seu “melhor” ao “pior” em um piscar de olhos. Para evitar que esta vaidade surja, você deve sempre trabalhar duro e se lembrar das pessoas do mundo inteiro que curtem o que você cria.

Como você foi contratado pela Grasshopper?

[Goichi] Suda, o executivo-chefe da Grasshopper, e eu nos conhecemos há muito tempo, e eu esbarrei com ele de novo em Los Angeles. Naquela época eu estava buscando um novo desafio para mim, e Suda e eu começamos a conversar sobre isso. Na ocasião, Suda me propôs: “Se você quiser, por que você não tenta isso na Grasshopper?”

Eu me lembro que um dos meus desafios era que eu queria entreter as pessoas mundo afora da maneira que eu consegui alcançar o público japonês. Um dos desafios de Suda sempre foi transformar a GhM em uma das maiores desenvolvedoras do mundo. Eu achei que poderia alcançar meus desafios enquanto sincronizava meus esforços com a visão de Suda e focar em ajudar a GhM a se tornar a número 1.

O que os jogadores podem esperar da parte sonora de “Shadows of the Damned”?

Assom como o conceito de música de videogame começou a mudar com a série “Silent Hill”, espero poder trazer este mesmo tipo de mudança. É claro, não só no áudio do jogo. Mas em se tratando de “Damned”, apoiei o estilo do jogo com o áudio e a qualidade deste conteúdo, acho eu, é bem alta.

O avanço da música no PC segundo Monkey Island

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Passando o controle: Para os jogadores mais das antigas: qual foi o primeiro jogo que você “ouviu” com uma placa de som no PC?

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