Posts marcados com iPad

Octodad 2: Gente, vamos ajudar os moluscos?

1

Octodad

Quando fui cobrir a Game Developers Conference em San Francisco fevereiro passado, troquei uma ideia com Majdi Badri, designer da equipe responsável pelo hilário Octodad. Testei uma demo do jogo no Kinect, e foi tão desengonçado quando engraçado – o que cai bem para um jogo de comédia.

Agora, Badri manda um alô sobre o próximo projeto da equipe (agora chamada Young Horses): a produção de Octodad 2, claro! Para garantir que a volta do elegante papai polvo disfarçado aconteça, eles lançaram uma campanha no Kickstarter para arrecadar um mínimo de US$ 20 mil até o dia 10 de agosto.

Eles já passaram da metade do valor pedido – ainda bem! – mas se você quiser dar aquela força para eles, saiba que a grana extra será usada para a compra de kits de desenvolvimento para Xbox 360 e PlayStation 3 (Kinect e Move!), uma adaptação para o iPad e a participação em eventos como a Penny Arcade Expo.

Como em toda iniciativa do Kickstarter, há uma variedade de bônus e presentinhos dependendo de quanto você doar. E se você ainda não jogou o original, baixa que é grátis.

Grosseria no talo em Hector: Badge of Carnage!

0

Hector: Badge of Carnage - Ep. 1

Até agora, as produções da Telltale Games foram relativamente mansas neste aspecto; é provável que Sam & Max tenha as referências mais picantes até então. Agora no papel de distribuidora, a TTG lançou o primeiro episódio de Hector: Badge of Carnage! (PC, Mac, iPad), adventure policial originalmente lançado para iPhone que preza por ser engraçado, desbocado e sujo.

Se você gosta de um humor mais tosco e grosseirão, não deixe de dar uma conferida em We Negotiate With Terrorists, a estreia de Hector: Badge of Carnage! E leia minha crítica para o Arena agora, seu pusilânime!

Dose dupla de Angry Birds na Digital

2

“Oi, meu nome é Tiago e eu estou há 12 horas sem jogar ‘Angry Birds'”. Há cerca de um mês e meio, o apresentador Tiago Leifert instalou este jogo em seu iPad. Desde então, o game foi tema de várias mensagens dele no Twitter, atiçando a curiosidade de seus seguidores e merecendo a hashtag #angrybirdsanonimos. E cada vez mais gente tem aderido à mania dos pássaros bravos.

Eu sabia que o meu vício em Angry Birds (tá, não é só isso, mas vá lá) daria nisso: uma matéria sobre o jogo de sucesso da Rovio na Digital e um papo o pessoal do estúdio em questão. Qwak!

The City That Dares Not Sleep: Dormir é para os fracos

0
[Post originalmente publicado no Arcadia]

Existem muitos seriados bacanas que se garantem nos episódios soltos, mesmo se houver uma linha narrativa abrangente… não que os contínuos não o sejam! Nesta semana, os fãs de adventures passam por algo similar: o final de “The Devil’s Playhouse”, a terceira temporada de Sam & Max.

Em “The City That Dares Not Sleep”, Sam deverá reunir uma equipe safa o suficiente para enfrentar Max, transformado em um monstro gigante (pontos bônus pra quem chamá-lo de “Cthoelho”) no episódio anterior. É isso ou a cidade ser destruída, né?

Sam & Max: Ok, uma abeça flamejante do Max

Insanidade Máxima: Esta temporada comprova que não dá para achar que a esquisitice chegou ao fundo do poço, pois sempre há um alçapão no fundo. Os quebra-cabeças continuam elaborados, mas nunca crueis (demais). É o caso clássico de bater na testa e se perguntar como não tinha pensado naquilo antes.

Homenageando os Antepassados: Não é a primeira vez, mas as referências para os fãs das antigas da dupla são de chorar. Não contentes em puxarem material das temporadas anteriores, desta vez até “Hit the Road” dá as caras.

Sam & Max: Call of Cthoelho

Você Precisava Estar Lá: Tenho a impressão de que quem chegar nesta temporada como novato vai ficar boiando um pouco com certas sacadas, e fatalmente acharão que é só outra bizarrice – uma delas, importante à série, deve funcionar bem para quem jogou uma das outras temporadas. Enfim, não é como se grande parte dos que acompanham a saga da dupla não fossem jogar… infelizmente, não abrange quem começou na PSN ou no iPad.

Mais uma temporada fechada com sucesso, Telltale. Mantendo a tradição de garantir uma experiência tão engraçada quanto bizarra, o desfecho de “The Devil’s Playhouse” fez bonito – e também vale dizer que os outros capítulos (no Arcadia, o terceiro e o quarto foram analisados) acertaram a mão ao variar um pouquinho a fórmula do adventure. E agora é esperar para ver o que o futuro nos reserva… mas do jeito que vocês andam ocupados – não, não nos esquecemos dos jogos de “Jurassic Park” e “De Volta Para o Futuro” – será que Sam & Max demoram a voltar?

“The City That Dares Not Sleep” (PC, PSN, iPad) tem classificação etária sugerida para maiores de 10 anos. O jogo está à venda por download e faz parte da temporada “The Devil’s Playhouse”, que pode ser comprada em um pacote fechado. À medida que são lançados, são liberados para download aos compradores.

Puzzle Agent: Borrachas, gnomos e mistério

0
[Post originalmente publicado no Arcadia]

Antes de mais nada, uma curiosidade: Steve Purcell, criador de Sam & Max, trabalhava como ilustrador na então chamada LucasFilm Games. Com o tempo (e uma série de “participações especiais” ocultas nos outros jogos), seus personagens acabaram por estrelar sua própria aventura. A Telltale, que conta com veteranos da LucasArts, parece repetir a dose ao dar a chance a um funcionário…

Nelson Tethers, o verdadeiro Puzzle Agent

Desta vez é o desenhista Graham Annable — da tirinha “Dank, the Caveman Inventor” e da série de quadrinhos “Grickle”— que tem sua chance de brilhar. As criações de Annable estão no site da empresa, assim como Sam & Max apareciam nos informes e impressos da Lucas. E a estreia de Annable no mundo dos jogos se deu com “Nelson Tethers: Puzzle Agent”, que reúne vários quebra-cabeças de lógica e uma trama pra lá de bizarra.

Como o nome sugere, Tethers é um agente do governo americano, e sua especialidade no FBI é resolver quebra-cabeças. Dito isto…

Puzzle Agent: Há um mistério em Scoggins

Estranhópolis – População: Todos: A cidade de Scoggins é repleta de figuras esquisitas, salvo raríssimas exceções. O clima também ajuda, já que a história inusitada envolve uma fábrica de borrachas de suma importância para o governo americano e uns gnomos mal-encarados.

Tudo Se Encaixa: Os enigmas são bem-amarrados às situações do jogo, como montar um prato para a garçonete distraída, descobrir a que horas aconteceu o estrondo na fábrica se baseando nos comentários dos quatro vigias de turnos diferentes, e por aí vai.

Terry Gilliam Aprova: Econômica, a animação dos personagens é digna do traço de Annable — até mesmo as imperfeições da ilustração a lápis são notáveis na hora dos closes de câmera — e a dublagem é boa, com sotaques variados para os coadjuvantes. Como o… sueco? Deve ser sueco… ah, o velho em um dos primeiros lugares da cidade.

Puzzle Agent: "Vai em frente e segue reto toda vida"

Quilo de Chumbo vs. Quilo de Algodão: Vá lá, é esperado que um jogo de quebra-cabeças seja desafiador, mas há uma disparidade grande na dificuldade. Claro, os primeiros são mais fáceis de resolver, e outros igualmente tranquilos estão salpicados no meio da aventura… depois de alguns de arrancar os cabelos.

Parece, Mas Não É: Não se deixe enganar pelo estilo visual simples: este jogo é tão leve para a máquina quanto os demais jogos da Telltale. Não que isto seja pesado, mas admito que fiquei surpreso quanto ao desempenho ser similar ao de outros jogos de gráficos mais complexos.

“Repeat, Please”: Como o jogo só está disponível em inglês e alguns enunciados são bem capiciosos, gamers menos safos poderão se enrolar um pouco. Vale redobrar a atenção na hora de ler a descrição de cada enigma, por via das dúvidas.

Seguindo a onda de jogos como “Professor Layton”, “Puzzle Agent” é uma produção bem competente e mantém o clima do trabalho de Graham Annable. Reunindo vários quebra-cabeças insólitos em uma cidade estranha (sem contar a trama, né?), o título é uma ótima pedida para quem gosta de puzzles casuais, mesmo considerando a disparidade na dificuldade destes. Nada que caçar os chicletes escondidos no cenário, que ajudam nosso herói a raciocinar melhor, não resolva.

Puzzle Agent (PC / a caminho do WiiWare, iPad e iPhone) é vendido por download, sem restrições de classificação etária.

Sam & Max: Onde está minha mente?

0
[Post originalmente publicado no Arcadia]

Se tem um estúdio que aperfeiçoou a arte dos jogos episódicos, seu nome é Telltale. Não contente em resgatar os personagens Sam & Max do limbo e transformá-los em astros de sua primeira série episódica, o formato deu tão certo que a dupla já está em sua terceira temporada. A empresa foi adaptando e atualizando seu engine, assim oferecendo seus jogos para cada vez mais sistemas…

“The Devil’s Playhouse”, a atual temporada, praticamente leva a bizarrice ao nível dos quadrinhos de origem (até hoje, inéditos no Brasil – alô, editoras!), e “They Stole Max’s Brain!” não faz a menor questão de mudar isso. Se tanto, só o reforça… afinal de contas, não é todo dia que o cérebro de um dos protagonistas é roubado, não é? E a culpa é de quem? Hmmmm…

Sam & Max: Sam está descontrolado!

Um Cão Raivoso: A transformação de Max em um peso de papel sem vida deixou Sam descompensado como nunca o vimos. Isto rende uma introdução hilária ao episódio, que pega pesado no clima noir, mas sem perder o bom humor. Sam está sem chapéu, mangas dobradas, barba por fazer (e considerando que ele é um cachorro, isto quer dizer muita coisa), bom humor zero e um arsenal de declarações intermináveis e frases feitas… e aí entra outro aspecto interessante do jogo…

Ligando os Pontos: Lembrando jogos como “Phoenix Wright”, os interrogatórios da introdução poderiam virar parte integrante da série. No comecinho do episódio, Sam está atormentado e em busca de respostas, vagando pela cidade e conversando com três suspeitos. A diferença é que, desta vez, é possível interrompê-los nas frases na hora em que acha alguma inconsistência na arugmentação. Acha que o sujeito está mentindo e tem provas para isso? Corte o papo e arranque a verdade dele.

De Repente, Tudo Mudou: Não pretendo estragar a surpresa de ninguém, mas há um momento no meio da aventura que lembra daquelas quebras surpreendentes no mundo de jogo, como aconteceu em “Final Fantasy VI” e “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” (guardadas as mais do que devidas proporções, óbvio). É curioso, é inesperado e o resultado é engraçado demais.

Sam & Max: Pobre Max, virou uma alface.

Ih, o SAP Não Está Funcionando: Quando for jogar, não deixe de ativar as legendas antes da aventura começar, por mais que você se garanta no inglês. Os motivos? Um dos suspeitos da introdução do jogo fala com uma verdadeira mistureba de sotaques europeus… mas a real razão não é esta: só dá para habilitar as legendas no menu de opções depois de resolver esta introdução. Para evitar o “quit” na marra para reiniciar o jogo, fica a dica: ative as legendas antes.

“They Stole Max’s Brain!” mantém o humor surreal da dupla, o clima bizarro da temporada como um todo e uma série de enigmas curiosos. Os novos itens da Devil’s Toybox – como a massinha de modelar que transforma o personagem no objeto copiado – abrem possibilidades bem engraçadas para os enigmas apresentados.

“Sam & Max: They Stole Max’s Brain!” (PC, Mac, PSN, iPad) tem classificação etária sugerida para maiores de 10 anos. O jogo está à venda por download e faz parte da temporada “The Devil’s Playhouse”, que pode ser comprada em um pacote fechado. À medida que são lançados, são liberados para download aos compradores.

Ir para o topo