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Quem diria: Liberty City me fazendo pensar na vida!

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Grand Theft Auto IV de helicóptero

[Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Sim, eu tenho noção de que minha querida meia dúzia de leitores já deve estar ficando legal dos meus papos sobre videogame — ainda mais agora, que mal tenho tipo livre de ver filmes, seriados, etc… e quando estou em casa, a boa costuma ser jogar mesmo. Tenho andado ocupado com algumas tarefas de grande importância, mas isso fica para outra ocasião…

Estou aproveitando o mês grátis de Xbox Live que veio junto com meu Grand Theft Auto IV, e tem sido bem legal jogar certos jogos online, seja com amigos ou completos desconhecidos no Xbox 360. O negócio é que neste sábado que passou, tive mais um daqueles momentos de choque ao jogar com meus amigos. E tudo começou em Liberty City…

Um grande amigo meu, atualmente residente na Inglaterra, apareceu online e abriu uma sessão privada sem objetivos do GTAIV e me chamou — que bom que finalmente botaram multiplayer de forma oficial no jogo, né? Enfim, nos encontramos e fomos dar uma volta de helicóptero pela cidade… papo vai, papo vem, e outro amigo nosso em comum — também brasileiro, mas morador da Flórida — pipoca online, e o convidamos. pra mesma sessão. Ele entra e pergunta onde estávamos, e respondemos: “maluco, espera aí onde você está, que nós vamos te buscar em grande estilo”.

Descemos o helicóptero, assumi o comando do bicho e fomos os três para nosso tour aéreo de LC. Como eu ainda não cheguei na parte do jogo solo onde se usa o helicóptero — ou não explorei a cidade o suficiente para tal — digamos que o vôo foi repleto de emoções fortíssimas. “CUIDADO COM A CAIXA D’ÁGUA!”, “LEVANTA! LEVANTA!”, e aí por diante 😛 Mas o momento de estarrecimento total veio na hora em que ouvi uma frase no headset:

“Maluco… estou voando de helicóptero sobre uma Nova Iorque de mentira com meus dois amigos!”

É nessas horas que eu paro e penso em como, ao mesmo tempo, o mundo se tornou maior e menor. Afinal de contas, eram três amigos cariocas em fusos, países, hemisférios diferentes…. sobrevoando uma metrópole virtual e sem fronteiras, conversando como se estivessem todos por perto. Tudo bem que ambientes virtuais estão longe pacas de ser uma novidade — afinal de contas, temos aí o Second Life como um bom exemplo disso — mas foi tão potente ter essa sacação em uma recriação, obviamente com licenças poéticas, de uma cidade real…

… enquanto isso, em 1985, chibi-Giglio ouviria este relato feito por mim — saído da máquina do tempo — e provavelmente responderia algo nos moldes de “é ródi, hein? Isso só em filme ou na Sessão Aventura”, e ele voltaria a ver o VHS dos Caça-Fantasmas comendo Zambinos.

Quando rivais se aliam (Uma breve história dos consoles)

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[Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Antes de chegar ao assunto deste post, segue abaixo uma breve história da incrível cultura gamer após o quase-colapso do mercado. Afinal de contas, nem todo mundo que lê meu blog curte tanto videogame quanto eu, ou acompanhou isto tão de perto.

1985-1999: Nintendo e Sega, eternas rivais nas arenas dos videogames, dividem as atenções dos entusiastas de joguinhos eletrônicos com seus consoles. Nintendo vs. Master System, Super NES vs. Megadrive, Nintendo 64 vs. Saturn… para alguns, curtir seus respectivos mascotes como Mario ou Sonic era quase como torcer por times futebol diferentes; cada torcida querendo ver a caveira da outra, alardeando o que cada uma tinha de melhor que a outra….

(e como a História demonstrou, uma perda de tempo em potencial, mesmo que fosse uma competição saudável… afinal de contas, cada console tinha sua cota de jogos ótimos.)

2001: Após uma sucessão de más manobras — como o 32X, Sega CD e a rasteira que o Saturn levou do PSone — a Sega anuncia que a produção do Dreamcast se encerraria no mês de março. Dali em diante, ela somente produziria software para sistemas de outras companhias. No mesmo ano, a Nintendo lança o GameCube, finalmente aderindo ao formato em disco — usado pela Sony no PlayStation, aumentando drasticamente sua fatia do mercado por ter produção em massa menos custosa pros desenvolvedores.

(Uma nota interessante: a Sony havia sido contratada para fazer um periférico para o Super NES — um drive de CD. A Big N deu pra trás, e a Sony resolveu pegar parte do produto já feito e criar seu próprio console. Hiroshi Yamauchi, então presidente da Big N, deve estar bastante chateado com esta manobra até hoje)

2003: Nintendo anuncia F-Zero GX e AX, novas versões de seu game de corrida de naves para o GameCube e arcades. A responsável pelo desenvolvimento? Ninguém menos que a Sega, através do estúdio Amusement Vision.

(Se eu voltasse no tempo e dissesse para mim mesmo: “Pedro, eu venho do futuro; a Sega fez um jogo para um sistema da Nintendo, e ainda por cima é uma franquia da própria Nintendo”, o chibi-Giglio diria: “não ferra, vai pro inferno, seu mentiroso dos infernos”)

2007: Hoje, Sega e Nintendo anunciam parceria para a produção de Mario & Sonic Go to the Olympic Games, game licenciado das Olimpíadas de 2008 de Pequim, estrelado pelos pelos personagens das duas séries em uma variedade de atividades esportivas.

(Se eu voltasse no tempo e dissesse para mim mesmo: “Pedro, eu venho do futuro; aqui existe um jogo onde Mario e Sonic estão juntos em um console onde você movimenta as mãos em três dimensões para jogar”, o chibi-Giglio diria: “não ferra, vai pro inferno, seu mentiroso dos infernos — e pare de me perseguir!”)

Mario e Sonic -- no mesmo jogo!

Sério, eu preciso de uma máquina do tempo para me assustar no passado.

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