Caine’s Arcade: papelão, brinquedos, fita adesiva – e criatividade

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Caine Monroy, 9 anos, é game designer sem tocar em um computador

Pensar nos avanços da tecnologia é algo que sempre me deixa maravilhado. Gosto de botar em perspectiva o que vejo agora, imaginando qual seria a minha reação quando criança se ouvisse que chegaria um dia em que eu teria um computador que cabia na palma da mão e que poderia se comunicar com o outro lado do mundo.

No domingo de Páscoa, em meio a uma conversa com um amigo da família, ele comentou da época em que seus brinquedos – carrinhos, patinetes e assim por diante – eram improvisados com madeira, rolamentos de bilha e tempo livre para construí-los.

Aí me vem a Kotaku e apresenta um post sobre Caine Monroy, um garoto de 9 anos de idade que criou seu próprio fliperama na Califórnia. Os jogos do Caine’s Arcade não são feitos de circuitos, televisores e joysticks; brinquedos, papelão, barbante, fita adesiva e criatividade à toda prova.

Acho que nada mais pode te preparar pro vídeo a seguir. É, tio Alédio, veja que certas coisas não mudam.

Jogos da Valve em português têm apoio da comunidade de jogadores

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Este rapaz aí tem o maior número de intérpretes do mundo

Mesmo levando em consideração a boa vontade das fabricantes, a comunidade parece insatisfeita com certas decisões. Às vezes, dá vontade de entregar o documento completo com o conteúdo escrito de cada game na mão dos jogadores e dizer: “Quer saber? Façam vocês mesmos!”. Brincadeiras à parte, a Valve fez algo que dá margem à capturar o que soa natural à comunidade gamer e usá-los em seu conteúdo: Counter-Strike: Global Offensive e Dota 2 já estão em português para seu lançamento oficial.

É isso aí: tive a oportunidade de entrevistar Bárbara Velho Barreto – representante de tudo relacionado à língua portuguesa na casa de Gordon Freeman e GLaDOS – e Bernardo Lopes, moderador da iniciativa Steam Translation Server no Brasil, para saber mais detalhes dos jogos da Valve traduzidos para o nosso idioma. Leia a matéria completa no Arena iG!

Passando o controle: Qual a sua opinião quanto a passar a tradução dos jogos pelo crivo dos jogadores?

Hybrid: inscrições para o beta no ar!

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Variant enfrenta Paladin - escolha sua facção

Quem acompanha o blog deve lembrar que Hybrid é um dos jogos vendidos por download de 2012 que mais me deixaram intrigado. Afinal de contas, o negócio é uma mudança tão radical dos outros jogos que botaram o estúdio 5th Cell no mapa (como a incrível série Scribblenauts) que não tem como deixar de ficar curioso.

Enfim, isto está prestes a ser aplacado: foram abertas as inscrições para a fase de teste beta do jogo!

Portanto, se você tem um Xbox 360 e uma conta Ouro e vontade de conferir qual é a desta mistura de sci-fi, tiroteio e parkour, cadastre-se já! E se puder usar este link, serei grato; sabe como é, tirar onda com um capacete dourado na versão final promete.

 

 

Crowdfunding: poder aos jogadores e aos criadores

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Cada um destes quer um jogo que as distribuidoras não lançam

Há três dias, a galera do estúdio Double Fine preparou uma boa maneira de comemorar a campanha de sucesso lançada por eles no Kickstarter: uma transmissão em vídeo ao vivo. Na reta final do prazo estipulado, Tim Schafer, Ron Gilbert e grande elenco festejaram, responderam perguntas que os espectadores enviavam, apresentavam mais funcionários da equipe… além de brincadeiras e zoações, como botarem os sapatos na cabeça e usar uma fantasia de cachorro-quente.

Eles tinham motivo de sobra para tanta felicidade. O objetivo original de US$ 400 mil – US$ 300 mil para criar um adventure no estilo clássico, US$ 100 mil para a produção de um documentário sobre a realização do mesmo – não só foi alcançado rapidamente, como também foi o primeiro projeto do Kickstarter a ultrapassar a casa do US$ 1 milhão. O total arrecadado foi de US$ 3.336.371, e isso sem contar mais US$ 110.000 por fora, incluindo colaboradores como a Days of Wonder (do jogo de tabuleiro Ticket to Ride), Rhianna Pratchett (filha do seu Terry e autora / roteirista de jogos como Mirror’s Edge) e Alex Rigopulos, da Harmonix.

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Deixando de ser perna-de-pau no FIFA 12

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Se a regra não é clara, dá tempo de aprender!

Todo mundo sabe da minha exímia habilidade no futebol – e por “exímia”, leia-se “parca”. Ainda bem que existem versões para videogame, nas quais eu posso demonstrar toda a minha habilidade em mandar mal no gramado! :D

Brincadeiras à parte, escrevi um Guia de Sobrevivência de FIFA 12 para o Arena iG. Vai lá ler! ;)

Journey: às montanhas, às estrelas e ao grande silêncio

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Chegaremos ao nosso objetivo... juntos?

Outro dia eu estava conversando com amigos no Facebook sobre o andamento da série Lost. O final, polarizante como poucos (afinal, a falta de algo mais mastigado ou que revisitasse todos os mistérios da série decepcionou uma boa parte dos espectadores), não foi tão importante quanto a jornada. Embora eu tenha curtido o final, tenho certeza que o caminho até lá foi mais interessante. É mais ou menos assim que me senti ao terminar Journey, o terceiro título da thatgamecompany para o PlayStation 3, pela primeira vez.

Este era um dos jogos que eu mais queria jogar em 2012, e pode ter certeza de que saí impressionado com a beleza da experiência como um todo. Sim, o visual é incrível e a trilha é assombrosa, mas isto é apenas uma pequena parte do que o torna tão especial. Confira um vídeo do jogo e as minhas impressões na sequência:

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Noobz traz de volta os jogadores de videogame para a telona

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Em breve, numa sala perto de você. Talvez

Você sabe que a percepção dos videogames pelo grande público e as produtoras voltou a crescer quando anunciam um novo filme sobre esta cultura — e desta vez, a novidade é a comédia Noobz, que tem lançamento previsto para o terceiro trimestre deste ano nos Estados Unidos.

É isso mesmo: quatro amigos decidem cair na estrada para participar – e vencer, claro! – o Cyberbowl, um campeonato de videogames. E qual o jogo escolhido como o principal, no qual o intrépido clã vai competir? Gears of War 3. Olho no trailer:

O filme reúne um elenco que é, no mínimo, inusitado: Jason Mewes (é, o Jay, aquele amigo doidão do Silent Bob), Blake Freeman (um dos roteiristas do filme e que gravou o documentário de mentira Gawd Bless America), Casper Van Dien (Tropas Estelares), um irreconhecível Jon Gries (o Napoleon Dynamite) e a nova queridinha dos gamers e filha do seu Robin, Zelda Williams.

Agora… se o filme sair aqui, como ele se chamaria? Newbas: O Filme? A melhor sugestão ganha o direito de tirar onda com os amigos por ter dado a sugestão mais maneira nos comentários.

The Binding of Isaac não sairá mais para o 3DS; a culpa é de quem?

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Chorei contigo, Isaac. Chorei contigo.

The Binding of Isaac foi uma das maiores surpresas que tive no ano passado. Criado por Edmund McMillen (designer e um dos autores de Super Meat Boy, outro queridinho indie) e Florian Himsl, o jogo no estilo rogue era inspirado pela passagem homônima do Velho Testamento – mas desta vez, você controla o filho que foge do parente que tenta sacrificá-lo ao ouvir vozes divinas. Se você não jogou, aproveita que tá baratinho no Steam – e se estiver indeciso, leia minha análise.

Fiquei muito feliz quando soube da possibilidade de seu lançamento sair para o 3DS via eShop, pois é o tipo de jogo que eu certamente jogaria mais se o tivesse no bolso — sem contar que suas partidas de duração reduzida combinariam lindamente com isso. Qual não foi minha surpresa (na verdade, uma decepção) ao ver que o pobre Isaac foi vetado pela Nintendo por “ter conteúdo religioso questionável“. McMillen se saiu muito bem ao agradecendo a Deus pela existência do Steam. :P

“Ah, tinha que ser a Nintendo mesmo”, dizem alguns. E é aí que levanto a hipótese… e se o jogo passasse pelo crivo da ESRB, órgão responsável pela classificação etária de software nos Estados Unidos – coisa que não foi necessária para sua publicação no Steam, atualmente a única forma de comprá-lo? Talvez a coisa mudasse de figura. Vamos relembrar alguns momentos envolvendo o malfadado selinho Adults Only – e seu arqui-inimigo, o Mature.

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Poison: vídeo desmistifica a “armadilha” do gênero?

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Poison voltou!

E aí, achou gata?

Fãs de jogos de luta estão prestes a alcançar aquela marquinha no calendário, já que Street Fighter X Tekken chega às lojas em 8 de março para o Xbox 360 e PlayStation 3 (e mais pra frente, PC e Vita). É isso aí: personagens das séries da Capcom e Namco resolverão quais participantes serão os reis e rainhas da pancadaria… o que me leva ao elefante branco, curvilíneo e de madeixas rosas na sala: Poison. Rei? Rainha? Drag queen?

Pois é. Já não é de hoje que a discussão sobre o gênero da personagem que estreou como oponente na série Final Fight rende. Muito se falou sobre a substituição dela para a versão caseira ocidental no Super Nintendo, mas – sem trocadilhos, por favor – o buraco é bem mais embaixo.  Um vídeo publicado pelo usuário MegatonStammer vem mostrar por A+B que, sim, Poison não é 100% mulher – na acepção mais abrangente / aulinha de Biologia do termo, naturalmente.

Em inglês, o documentário tem cerca de 19 minutos, e você pode assistir por aqui ou no YouTube. Olho no lance:

É curioso pensar nisso: o que poderia ser desmerecido como outra discussão besta entre fãs de videogame sobre personagens terem ou não apelo sexual – lembro de ter lido um comentário sobre a Lara Croft ter sido criada mulher porque seria mais agradável aos olhos do jogador ver uma mulher na tela, já que veria alguém pelas costas na maioria da aventura – reflete bastante sobre a percepção das pessoas quanto à questão do gênero.

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A identidade gamer

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É, saber rir de si mesmo também faz parte da vida

Na busca eterna por reconhecimento, não é surpresa que as pessoas tendam a formar grupos por interesses e afinidades comuns. Pode ser música, cinema, culinária, literatura – e, obviamente, videogames. No entanto, uma troca de tweets com o meu amigo Rique Sampaio sobre Will the Real Gamer Please Stand Up? – um artigo publicado no site da ótima Kill Screen, leitura sempre recomendada – me fez pensar se havia algo de danoso ou ofensivo quanto às pessoas se definirem como “gamers”. Embora eu entenda a argumentação apresentada, não vejo problema algum…

Jason Johnson, o autor do artigo em questão, faz um bom apanhado sobre o uso do termo – indo da etimologia até os desdobramentos sociais da parada, como citar que a definição de gamer é segregacional e formadora de guetos. Tirando do caminho os parâmetros regionais do texto de Johnson (por motivos óbvios, seus exemplos da representação e reconhecimento dos fãs de videogame na mídia são americanos), acho que não há problema nenhum em se referir – ou definir outras pessoas – como “gamers”. Com ressalvas? Claro, mas no geral, não há ofensa envolvida. Vamos ver…

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