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	<title>Jigu &#187; PlayStation</title>
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		<title>Prisoner of Ice: A voz do terror, mas não do jeito que você esperava</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 12:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jigu</dc:creator>
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Gosto de bons livros de terror, e um dos meus autores favoritos é o americano H.P. Lovecraft. Tive a oportunidade de conhecer sua obra ao ser apresentado a Call of Cthulhu &#8212; um RPG de papel, caneta e dados que leva o mesmo nome de um de seus contos mais famosos&#8230; tanto é que o panteão fictício de  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/04/prisonerofice.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-681" title="Prisoner of Ice" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/04/prisonerofice-300x210.jpg" alt="Prisoner of Ice" width="300" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de bons livros de terror, e um dos meus autores favoritos é o americano H.P. Lovecraft. Tive a oportunidade de conhecer sua obra ao ser apresentado a <em>Call of Cthulhu</em> &#8212; um RPG de papel, caneta e dados que leva o mesmo nome de um de seus contos mais famosos&#8230; tanto é que o panteão fictício de divindades malignas, misteriosas e que vão além da compreensão humana se chama, aptamente, &#8220;Cthulhu Mythos&#8221;. Desde então, comecei a procurar o máximo de material baseado nisto. E não sabia da importância do sujeito na literatura até o momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente, comecei pelos livros reunindo seus contos. Em meio a tantas histórias envolvendo humanos (bem, ao menos alguns são, mwahahaha) esbarrando com o sobrenatural e acabam enlouquecendo, meu interesse se aguçou mais ainda (era ainda melhor que o material mostrado no RPG &#8211; afinal de contas, era a fonte!) e eu quis conferir se existiam jogos que se baseavam, diretamente ou não, na obra deste célebre cidadão de Providence, Rhode Island.</p>
<p style="text-align: justify;">Bastou eu bater o olho na capa da revista &#8212; salvo engano, CD Expert &#8212; ver um nome para sacar a carteira e comprar a edição: <em>Call of Cthulhu: Prisoner of Ice</em>. Seria essa a hora em que eu veria um autêntico jogo inspirado por Lovecraft, e que levava o nome de seu <em>magnum opus</em>?</p>
<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/04/prisonerofice-cd.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-679" title="Prisoner of Ice (CD)" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/04/prisonerofice-cd-300x200.jpg" alt="Prisoner of Ice (CD)" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mal sabia eu que estaria prestes a mergulhar em uma jornada sem volta no reino da loucura&#8230; obviamente, pelas razões erradas. Não era pela trama macabra, ou mesmo por uma jogabilidade ruim (na real, era um adventure bastante digno, ou pelo menos é assim que me lembro dele), mas sim sua dublagem nacional pra lá de meia-boca. Se tanto, este é um jogo que serve como prova cabal do quanto o mercado nacional de localização de software melhorou bastante nos últimos quinze anos, apesar de não se fazer tão presente quanto os gamers brasileiros em geral gostariam.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto certos lançamentos desta década se saíram muito bem com seu trabalho de voz em Português brasileiro, como <em>Halo 3</em> e o primeiro <em>Viva Piñata</em> (sem contar os jogos de PlayStation 3 que vêm com vozes com um claro sotaque e vocabulário de Portugal&#8230;. não consigo jogar Heavy Rain sem imaginar que estou assistindo o programa do Bruno Aleixo), <em>Prisoner of Ice</em> beira o &#8220;terrir&#8221; em vários momentos. O provável culpado supremo por isto é um mero coadjuvante: o mecânico Stanley, cuja voz e interpretação pareciam uma mistura de algum persongem de música dos Mamonas Assassinas e o Tonho da Lua, da novela <em>Mulheres de Areia</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem abaixo as provas do crime, diretamente de uma longa sequência de vídeos da aventura completa no YouTube (no primeiro vídeo, o infame Stanley aparece aos 5:34; no segundo, aos 2:20):</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/OW6uiL41JQw" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/qp_WmCIpdc0" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">E isso porque nem entrarei no mérito das indicações de direção no texto &#8212; que viraram &#8220;Vai dar na ponte&#8221;, &#8220;Vai dar na casa de máquinas&#8221; e afins &#8212; porque algumas piadas já nasceram prontas&#8230; e quando a melhor interpretação dos primeiros minutos do jogo é a de um cara falando uma frase em uma língua fictícia, já viu&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É óbvio que entendo que são épocas, orçamentos e presença de mercado bem diferentes de lá pra cá, mas não há razão para deixar de olhar para o passado e rir um bocado. Afinal de contas, ainda assim eu joguei o game inteiro e me diverti pacas &#8211; só não dá para negar o humor involuntário que o trabalho de dublagem da ocasião garantiu ao jogo, tornando-se para mim um dos momentos mais hilários da localização de games no país.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230; e acabou que jamais joguei a edição em Inglês, e ficou por isso mesmo. Só pude jogar um jogo bacana levando o nome <em>Call of Cthulhu</em> quando saiu <em>Dark Corners of the Earth</em> &#8212; cuja produção foi, ironias da vida, um terror: o estúdio Headfirst fechando as portas em 2006, e um bravo e diminuto grupo dos funcionários restantes tocando o resto da conversão do Xbox para o PC, assim garantindo seu lançamento. Lovecraft ficaria orgulhoso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Passando o controle:</strong> &#8220;Minhas máquinas! Minhas máquinas!!!!&#8221; Quais foram as dublagens mais toscas que você já ouviu nos games, seja lá em qual idioma for?</p>
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		<title>Destak recomenda Jigu, que indica jogos com trens</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 11:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jigu</dc:creator>
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A edição carioca do jornal Destak apresentou a indicação para o meu blog. Portanto, se você chegou aqui por conta desta dica, boas vindas e sinta-se em casa! E já que esta publicação é um clássico das viagens de metrô, que tal um &#8220;top 5&#8243; do mundo dos games envolvendo a presença de trens e  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Destak.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-363" title="Destak" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Destak-300x107.jpg" alt="Destak" width="300" height="107" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A edição carioca do jornal <a href="http://www.destakjornal.com.br" target="_blank">Destak</a> apresentou a indicação para o meu blog. Portanto, se você chegou aqui por conta desta dica, boas vindas e sinta-se em casa! E já que esta publicação é um clássico das viagens de metrô, que tal um &#8220;top 5&#8243; do mundo dos games envolvendo a presença de trens e afins?</p>
<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/NMH-subway.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-364" title="No More Heroes" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/NMH-subway-300x187.jpg" alt="No More Heroes" width="300" height="187" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5) &#8220;No More Heroes&#8221; (Wii):</strong> Vá lá, este não é o primeiro jogo de pancadaria a contar com uma sequência em um metrô (deve ser tudo culpa de <em>&#8220;Selvagens da Noite&#8221;</em>, clássico das madrugadas na televisão, que por sua vez também teve dois jogos), mas quando o assassino profissional / otaku Travis Touchdown pega missões extras no trem, elas são bem surreais&#8230; câmeras invertidas, luzes apagadas, várias doideiras para deixar o jogador com os nervos à flor da pele.</p>
<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/papermario-train.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-365" title="Paper Mario (GC)" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/papermario-train-300x235.png" alt="Paper Mario" width="300" height="235" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4) &#8220;Paper Mario: The Thousand-Year Door&#8221; (GameCube):</strong> Este RPG do bigodudo mais famoso da Nintendo conta com uma grande sequência ambientada inteiramente em um trem, e ela é apresentada de uma maneira que tira o chapéu para clássicos da literatura de detetive &#8211; com direito a um investigador atrapalhado no meio do caminho.</p>
<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Sc2000.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-366" title="SimCity 2000" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Sc2000-300x224.jpg" alt="SimCity 2000" width="300" height="224" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) &#8220;SimCity 2000&#8243; (PC):</strong> É curioso pensar no segundo jogo da série de simulação de cidade de Will Wright. Este foi a primeira edição a ter metrôs; apesar da manutenção mais alta, as linhas subterrâbneas são muito eficientes. E eu uso o tempo todo o argumento &#8220;o mundo real não é como SimCity 2000&#8243;  muitas das vezes em que ouço pessoas reclamando da integração Metrô na Superfície (para quem mora fora do Rio, linhas de ônibus dedicadas que dão continuidade ao trajeto).</p>
<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ff7-traingraveyard.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-367" title="Final Fantasy VII" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ff7-traingraveyard-300x225.png" alt="Final Fantasy VII" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) &#8220;Final Fantasy VII&#8221; (PS1, PC):</strong> Vários jogos da famosa série de RPGs da Square Enix mostram trens (inclusive como inimigos de fase, como o trem fantasmagórico de &#8220;FFVI&#8221;), mas este clássico de 1997 tem algumas sequências isoladas com isto, como o Train Graveyard &#8211; um lugar repleto de vagões abandonados. E a sequência inicial do game, em um então glorioso vídeo pré-renderizado, mostra um take aéreo da cidade de Midgar e o trem no qual Cloud Strife e seus companheiros do grupo AVALANCHE chegam para sua primeira missão.</p>
<p><a href="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Half-Life-Train.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-368" title="Half-Life" src="http://www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Half-Life-Train-300x225.jpg" alt="Half-Life" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) &#8220;Half-Life&#8221; / &#8220;Half-Life 2&#8243; (Multi):</strong> As duas aventuras do físico Gordon Freeman começam em viagens de trem, ambas bem reveladoras. No primeiro jogo, chegar à base de Black Mesa para o que seria um dia normal de trabalho dá um clima de imersão bem bacana&#8230; e a produtora Valve repetiu a dose no segundo jogo, mas desta vez a caminho de City 17, um dos poucos refúgios da humanidade oprimida pela ameaça alienígena do Combine.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Passando o controle:</strong> Claro, estes são apenas alguns exemplos entre os trocentos outros games com passagens memoráveis em trens, metrôs e afins. Quais as suas favoritas?</p>
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