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	<title>Jigu &#187; Meme</title>
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		<title>Mentes criativas da indústria dos games</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 19:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jigu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[Game design]]></category>
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Puxando a dica e aceitando o convite do Ryunoken, resolvi participar da série de artigos — foi mal, mas me recuso a chamar de &#8220;meme&#8221;, já que o termo é meio utilizado a bangu por aí, quando o significado nem é bem esse — de homenagear e  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>[Post originalmente publicado no </em><a title="wcah" href="http://blog.maraschino.org/?p=366" target="_blank"><em>Working Class Anti-Hero</em></a><em>]</em></h5>
<p style="text-align: justify;">Puxando a dica e aceitando o convite do <a href="http://warpzona.wordpress.com/2008/06/29/meme1/" target="_blank">Ryunoken</a>, resolvi participar da série de artigos — foi mal, mas me recuso a chamar de &#8220;meme&#8221;, já que o termo é meio utilizado a bangu por aí, quando o significado nem é bem esse — de homenagear e comentar sobre os game designers que mais me soam criativos na indústria. Sei que é um negócio complicado, quase ao ponto de &#8220;escolha seu filho favorito&#8221;, e evitar repetir certos monolitos negros  de 1:4:7 da indústria é praticamente impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, não é porque não escrevi sobre alguns que não aprecio seus trabalhos — mas vamos lá, os que mais me fazem comprar seus jogos confiando em um bom trabalho:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Shigeru Miyamoto:</strong> o mítico designer da Nintendo tirou a indústria dos consoles do buraco nos anos 80 ao lançar <em>Super Mario Bros.</em> para o Nintendinho. Antes disto, já tinha feito sua marca com <em>Donkey Kong</em> nos arcades, e desde então este respeitável senhor fez de suas influências e memórias fontes de inspiração para seus jogos: passear pelos bosques e colinas nos rendeu <em>Legend of Zelda</em>; seu amor por jardinagem o inspirou a fazer <em>Pikmin</em>; criar um cachorro, obviamente, nos trouxe <em>Nintendogs</em>; a mais recente foi <em>Wii Fit</em>, que veio após uma série de preocupações com sua saúde e todo o processo de acompanhar suas mudanças de peso, e por aí vai. Até mesmo o Chain Chomp, monstro de Mario que parece uma bola dentuça numa corrente, vem de seu medo de um cachorro do vizinho que vivia preso! Enfim, Miyamoto merece respeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alexey Pajitnov:</strong> este programador russo nunca imaginou o impacto cultural que teria no mundo inteiro — independente de serem fã de videogames — ao criar <em>Tetris</em>. De um simples joguinho que se espalhou como fogo na folhagem seca entre os computadores de Moscou até chegar a uma série de imbróglios legais, tudo culminou com a maior plataforma de lançamento simbiótica — o Game Boy original, que trazia junto o cartuchinho do viciante quebra-cabeças. Dá para dizer com segurança que o GB foi o que foi por causa de <em>Tetris</em>, e vice-versa. Depois disto, Pajitnov não descansou nos louros da vitória e continuou criando outros games bastante desafiadores. Se os outros se tornaram um sucesso tão grande quanto ou não, não é o caso a ser discutido: o que importa é que com uma idéia absurdamente simples, este russo mudou o mundo à sua maneira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ron Gilbert:</strong> os adventures aponte-e-clique tiveram um senhor avanço graças ao trabalho de  Gilbert. Ao criar um sistema principal específico para o jogo <em>Maniac Mansion</em> — chamado SCUMM, Script Creation Utility for Maniac Mansion — este designer norte-americano pavimentou o caminho para a criação de tantos outros jogos clássicos do gênero, fossem dele (como é o caso da série <em>Monkey Island</em> e a incrível seqüência a <em>MM</em>, <em>Day of the Tentacle</em>) ou de outros designers (<em>Zak McKracken and the Alien Mindbenders</em>, <em>The Dig</em>, títulos da série <em>Indiana Jones</em>). Além disto, o bom humor parece ser um marco forte em sua carreira — ambos os jogos da série <em>Maniac Mansion</em> são hilários, com destaque para o segundo… e quase que <em>Zak McKracken</em> foi um jogo sério, não fosse a pilha positiva e bem-vinda de Gilbert. Gilbert é gente que faz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Will Wright:</strong> é fantástico como Wright consegue trazer suas idéias à fruição praticamente sem deslizes. Óbvio que não precisam ser perfeitas de cara, tanto é que muitos de seus títulos melhoraram com o tempo. <em>SimCity</em> foi fantástico, mas foi melhorado com louvores em <em>SimCity 2000</em>; <em>The Sims</em>, já um derivado da série, também fez extremamente bonito em sua seqüência (se bem que esquema de venda de expansões pudesse ser abolido, por mais que seja óbvio que a Electronic Arts — assim como toda e absolutamente qualquer outra publisher de jogos — queira mais dinheiro com seus produtos). Faz pouco tempo que falei do próximo projeto do cara: <em>Spore</em>. Pensando em retrospecto, fico imaginando que melhorias um <em>Spore 2</em> poderia trazer à mesa… e como a história dificilmente se repete, a gente não vai reclamar nem um pouquinho do primeiro, e vai jogá-lo por bastaaaaaante tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Goichi Suda:</strong> de uma hora para outra, este designer japonês — cujo apelido foi &#8220;Suda 51&#8243;, porque &#8220;Goichi&#8221; soa como “Cinco-Um”… não é &#8220;Cinquenta e Um&#8221;, hein? — bicou as portas da indústria dos games ao lançar <em>Killer7</em>, título para GameCube (e que com o tempo sairia para o PlayStation 2, apesar de seu estúdio não ter tocado nesta versão, ficando a cargo da distribuidora Capcom). A razão foi apresentar um título que simplesmente desafiava as regrinhas da indústria, chutando pra escanteio as convencionices. A trama era densa, com sobretons políticos, religiosos e psiquiátricos, e apresentada como um jogo de tiro em primeira pessoa que sacrificou a liberdade de movimento em prol da narrativa. Sinceramente, é tão vanguarda que deveria ter saído para o Wii. A obra de Suda é repleta de referências pop variadas — rock inglês (the Smiths, como nos assassinos de <em>K7</em>; <em>No More Heroes</em>, como na música homônima do the Stranglers), cinema alternativo (Alejandro Jodorowsky foi inspiração plena para <em>NMH</em>; e apesar de não ter dito com todas as letras, David Lynch também o é), e a indústria gamer como um todo — e sempre vale dar atenção ao trabalho dele e sua &#8220;banda de games&#8221; da Grasshopper.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Menções honrosas:</strong> Peter Molyneux, Hideo Kojima, Jordan Mechner, Tetsuya Mizuguchi, Tim Schafer, Eric Chahi, Sid Meier, Hironobu Sakaguchi, Roberta Williams, Keiichi Yano, Al Lowe… tem gente demais, como eu disse antes.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, é isso aí. Agora eu passo a bola pro <a href="http://budrush.wordpress.com/" target="_blank">Budrush</a> e à galera do <a href="http://hadouken.wordpress.com/" target="_blank">Hadouken</a> para que dêem suas palas sobre o assunto… mas quem também quiser aderir, é só linkar de volta pra mim e me avisar nos comentários.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>[Update, 21:04h]</em> Eu queria ter feito isto mais cedo, mas só deu pra fazer depois do expediente. Seguem os links dos outros posts muito bacanas de quem decidiu participar deste meme DE INTERNET <img src='http://www.jigu.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://gamerlifestyle.wordpress.com/2008/06/26/meme-as-mentes-criativas-da-industria/" target="_blank">Gamer Lifestyle – Fábio Santana</a><br />
<a href="http://www.wiireview.com.br/2008/06/meme-as-mentes-criativas-da-indstria.html" target="_blank"> Wii Review – Bruno Julião</a><br />
<a href="http://www.goluck.com.br/2008/06/28/1604/" target="_blank"> GoLuck – Lucas Patrício</a><br />
<a href="http://games.meiobit.com/meme-mentes-criativas-da-ind-uacute-stria" target="_blank"> Games @ Meio Bit – Dori Prata</a><br />
<a href="http://hadouken.wordpress.com/2008/07/05/meme-as-mentes-criativas-da-industria/" target="_blank"> Hadouken – Alexei Barros</a><br />
<a href="http://www.rodrigoflausino.com/blog/meme-as-mentes-mais-criativas-da-industria/" target="_blank"> Rodrigo Flausino</a></p>
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