Posts marcados com Indie
Sequence: músicas para detonar a oposição
0Em Sequence, disponível para PC e Xbox Live Indie Games, a produtora independente Iridium Studios fez uma combinação similar ao do exemplo acima: a mistura do dia é a de RPG com jogos de ritmo – o primeiro a vir à cabeça é Dance Dance Revolution, mas também é possível jogar com controles de Guitar Hero / Rock Band.. e, naturalmente, gamepads, teclado e mouse. Parece esquisito? Em primeira impressão, é normal o estranhamento… mas funciona!
O que poderia parecer uma mistura esdrúxula – os jogos de ritmo e os RPGs – se revelou um formato bacana graças ao esforço da Iridium. Leia minha análise completa de Sequence no TechTudo, e saiba que o ingresso vale o show.
Post-Review: VVVVVV
0Tem certas coisas que as gerações mais recentes de jogadores simplesmente não reconhecerão. Aquele maldito barulho de modem conectando, as telas de apresentação que precediam o resto do carregamento de jogos gravados em fita cassete – e que dependendo da regulagem do infame azimute do gravador, podia desperdiçar minutos de sua vida ao não funcionar após minutos de transferência – e por aí vai. Chega a ser um pouco engraçado ver parte do público atual sendo nostálgico de forma retroativa.
Alguns jogos capitalizam direto em cima das estéticas dos consoles 8-bit (Mega Man 9), 16-bit (Jamestown: Legend of the Lost Colony), e até mesmo de alguns computadores das antigas, como o MSX (La-Mulana, cujo remake pro WiiWare sai do Japão em breve). Mas tem um sistema que passou muito tempo sem um tributo digno de nota foi o Commodore 64… que, ironicamente, eu não tive. Oh não, será que eu também entrei nessa pilha retroativa?
Enfim, a espera acabou em 2010 com o infame VVVVVV - que finalmente zerei e achei incrível.
[Promo] Quem quer Cthulhu Saves the World e Breath of Death VII?
0Nesta semana, saiu mais uma edição do Indie Royale, mais um daqueles pacotes “pague o quanto quiser” com jogos independentes – sendo que a diferença deste aqui é que o preço aumenta à medida que outros compradores dão lances mais altos. Ter um temporário exclusivo no pacote (o shooter Really Big Sky) e o belo Eufloria me fez apoiar a causa novamente… se quiser comprar o pacote completo, a campanha vai rolar por mais três dias!
O lance é que outros dois jogos do pacote já fazem parte da minha coleção! Você sabe o que isso quer dizer? Hora de uma nova promoção-relâmpago aqui no blog, claro! Dois leitores sortudos ganharão um dos dois jogos da Zeboyd Games: Breath of Death VII: The Beginning e Cthulhu Saves the World (ou se for extremamente sortudo, ambos). Continue lendo o post e saiba como concorrer… (more…)
The Binding of Isaac: uma infância nem um pouco feliz
0Além da dificuldade elevadíssima (e de mais de dez finais diferentes), a natureza aleatória do jogo garante sua longevidade. Mesmo porque vencê-lo uma vez torna a partida seguinte mais difícil, com mais áreas para chegar antes do combate final com o oponente mais óbvio do universo. É o tipo de experiência que vale revisitar: há uma recompensa em explorar o máximo de salas e segredos possível para aumentar sua chance de não morrer miseravelmente antes – afinal, Isaac só tem uma vida. Morreu? Volte ao começo. Quem sabe da próxima vez você devesse ter aceito aquele pacto com Baphomet? Até mesmo oportunidades únicas de vender a alma ao capiroto aparecem neste jogo.
Como é que um jogo de US$ 5 feito em Flash pode ser tão bom? Quem sou eu pra responder? Melhor perguntar para o Edmund McMillen e o Florian Himsl, porque eles fizeram e conseguiram com muito sucesso. Leia minha análise completa de The Binding of Isaac no TechTudo.
Serious Sam: Double D deve ser o jogo favorito do Xzibit
0Jogadores de PC com mais cabelos brancos na cabeça devem se lembrar de Abuse, jogo de tiroteio 2D no qual a mira era com o mouse – e se pensarmos nos padrões atuais, combina direitinho com o esquema de duas alavancas analógicas no gamepad. Serious Sam: Double D segue o mesmo estilo, colocando o herói de jeans e camisa branca contra um mundo de inimigos – tanto os clássicos, como os Gnaars, quanto inéditos, como as mulheres gigantes kamikaze sem cabeça e de topless… mas com bombas na frente.
Sinceramente? Tô curtindo a maneira como Serious Sam está se alastrando por outros gêneros fora do FPS. Leia a análise completa de Serious Sam: Double D no TechTudo, e cuidado com os Vuvuzelators!
Organ Trail: um software educativo contra a ameaça zumbi
0Por muito tempo, um jogo esteve instalado nos computadores dos colégios norte-americanos – e sem que os professores torcessem o nariz: The Oregon Trail. De fins educativos, este jogo – que teve uma variedade de versões novas até hoje – mostra a vida de uma família de pioneiros atravessando os Estados Unidos em uma diligência no século XIX.
O jogo tem elementos de gerenciamento de recursos e pessoal, como controlar a quantidade de comida (e caçar animais selvagens quando necessário) e tomar conta da saúde de seus familiares. É um dos poucos jogos – se não o mais popular – no qual é possível morrer por disenteria, o que já virou uma piada por si só.
Aí vem o estúdio independente The Men Who Wear Many Hats e lança Organ Trail, uma paródia do jogo acima – inclusive dizendo que o jogo foi feito com o mesmo objetivo de ser um jogo educativo – que põe o jogador para atravessar os EUA após uma epidemia que transformou grande parte da população em zumbis.
As decisões caberão a você: quanto combustível você precisa pro carro? E kits de primeiros socorros? Comida enlatada? Munição? Será que alguém do grupo deverá ser deixado para trás – leia-se “morto” – para que os demais cheguem com sucesso ao outro lado do país? Quem disse que o mundo é um lugar justo?
(Ah, e também tem uma versão para Facebook.)
Winnitron: rede indie de arcade tem dever moral de chegar ao Brasil
0Acho que não é novidade para nenhum leitor sério deste blog o meu apreço por jogos independentes. Claro, estou amarradaço jogando os títulos do “esquemão” – se as caixas vazias na mesa servem de referência, as bolas da vez são Nier, L.A. Noire, Epic Mickey e The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D… sem contar o Deus Ex: Human Revolution no PC – mas é claro que curto as produções indies.
Outro dia estava lembrando do quanto me diverti na GDC 2011 jogando Nidhogg – um jogo de esgrima, pancadaria e plataforma para dois jogadores em modo versus… e que agora há pouco soube que teve participação do Andy Serkis – e como eu queria jogá-lo de novo… mas ainda não foi lançado para o grande público. Exceto, é claro, aqueles que tiverem acesso ao Winnitron.
“E o que diabos é o Winnitron?”, você pergunta. Veja o vídeo abaixo e continue lendo:
Álbum clássico do Neutral Milk Hotel vira tema de RPG criado por fãs
0Eu gosto de jogos independentes. Eu gosto de bandas independentes. Ainda assim, acho que nada poderia me preparar psicologicamente para ver uma união tão insólita destas duas mídias quanto o fan game In The Time Machine Over the Sea. Criação do BroPortal (é, só achei até agora o canal YouTube) via RPG Maker, o jogo é inspirado pela banda Neutral Milk Hotel e seu álbum mais icônico, In the Aeroplane Over the Sea.
Reza a lenda que a principal inspiração de Jeff Magnum – líder da banda e protagonista deste jogo – para o álbum de 1998 veio dos sonhos que ele teve ao ler O Diário de Anne Frank. Pode até ser factoide, mas Magnum ele admite que a história da jovem teve influência na obra.
Já neste RPG, Magnum e seus colegas de banda viajam no tempo para evitar que Hitler consiga matar a jovem. Er, é, isso aí mesmo. Claro que isso é representado como um RPGzinhos marotos que remete à era dos consoles 16-bits…
O jogo tem várias referências à obra da banda – personagens como Naomi, Two-Headed Boy e até mesmo o molequinho espanhol da capa acima – além de outras figuras do rock indie em patamares diferentes, indo dos manjados Radiohead, Muse e MGMT aos menos conhecidos pelo grande público, como Bon Iver, Fleet Foxes e Grizzly Bear. Sim, alguns deles com suas canções gloriosamente adaptadas para chiptune. Olho no lance:
Quer fazer o intensivo de indie rock mais inesperado do ano? Baixe o jogo, então.
[Promo] Hacker Evolution: Duality mostra o lado divertido da invasão de sistemas
1Outro dia, vi um vídeo de 1995 mostrando como a mídia americana retratava a internet, ainda na flor da idade – e no Brasil, então, restrita ao meio universitário e a poucas cobaias do acesso da Embratel (sim, eu recebi aquele incrível kit com o Winsock Trumpet e o Netscape Navigator). A maneira como certas coisas eram representadas fazem rir hoje em dia, como a cultura hacker.
Filmes como Hackers (ohhh!) os apresentava como como sujeitos radicais / muito loucos andavam por aí com a Angelina Jolie. E, bem, não é necessariamente assim que a banda toca (ou é, e eu perdi alguma coisa?). Muito tempo passou, e passamos a ler termos como DoS (Denial of Service) nos jornais ao vermos certos ataques a computadores via internet por hackers – por mais que, sim, a variação cracker seja mais adequada.
Hacker Evolution: Duality, terceiro episódio da série de jogos criada por Robert Muresan, foi lançado no último dia 15 no Steam para Mac e PC (também tem para Linux no site oficial), e eu finalmente pude corrigir uma certa injustiça histórica – e se você continuar lendo, pode ter uma chance.
Nada de tribunais: criador de Minecraft desafia Bethesda no Quake III Arena
0Guerrinhas de patentes costumam ser um saco, mesmo quando não são algo tão oportunista e imbecil como o caso do nome Edge ser registrado por Tim Langdell e ele sempre tentar cavar uma grana por fora em jogos com esta palavra no nome. Isto já virou motivo de piada na indústria, diga-se de passagem.
O mais recente evento deste tipo é, ao meu ver, meio besta. O estúdio sueco Mojang – conhecido pelo sucesso independente Minecraft - anunciou no começo deste ano o jogo Scrolls. Produzido em parceria com o Jerry Holkins (ou Tycho Brahe), da tirinha online Penny Arcade, o lance mistura elementos de cards colecionáveis e RPG.
No entanto, os representantes legais da Bethesda na região enviaram uma notificação judicial pedindo a mudança do nome, pois infringe uma marca deles. Pois é: a série The Elder Scrolls (afinal, é tão fácil confundir um peso-pesado dos RPGs gigantescos e distribuidoras enormes com um jogo indie de cartas…)
Markus “Notch” Persson, da Mojang, levantou uma proposta interessante para resolver a pinimba: em vez de ir pros tribunais, que tal uma partida de Quake III Arena? Três de cada lado em uma partida de 20 minutos. Quem conseguir a melhor pontuação, ganha. O pior (ou melhor) de tudo é que parece que a proposta é séria!
E aí, Bethesda? Vai encarar? Podem chamar seus irmãozinhos da id Software, já que é tudo da Zenimax…
Relembrando a Game Developers Conference 2011
0Ah, a GDC*… Outro dia eu estava lembrando de como foi bacana cobrir a Game Developers Conference em San Francisco para o Arena Turbo este ano, e como esses eventos são incríveis – tanto pelo tamanho quanto pelo imprevisto. É aquilo: você pode até traçar um mapa de tudo que gostaria de fazer, seguir as sugestões do editor, mas sempre é o caso de esperar o inesperado. Você vê uma palestra, netbook no colo, e quando ela mal acabou você já está correndo para outra sala – talvez mesmo em outro prédio – para a próxima.
É uma tipo único de experiência que eu parei para relembrar após o post anterior… e mesmo porque a correria foi tanta que, sinceramente, nem consegui comentar direito essa cobertura aqui no blog!
Octodad 2: A vontade do polvo foi realizada!
0Se lembra que outro dia comentei por aqui a iniciativa do estúdio Young Horses, que queria garantir fundos para a produção de Octodad 2? Pois é: faltando quatro dias para o fim da empreitada, o valor de US$ 20 mil foi alcançado! Isso mesmo: o jogo será lançado, e a grana extra vai ajudar o novo estúdio a levar o projeto para outras plataformas.
Como agradecimento, eles disponibilizaram uma nova versão do Octodad original. Com duas fases extras, a versão 1.5 para o PC está disponível no site oficial do jogo (mas se você já tem a versão anterior no computador, desinstale-a; segundo os caras, é para evitar alguns probleminhas decorrentes da instalação por cima da antiga). Usuários do Mac poderão baixá-lo em setembro.
Conseguir o apoio da galera – ainda mais para um jogo de proposta tão inusitada e atípica – é uma grande vitória para o grupo, e parece provar que a ideia deles não era de todo bizarra. Quero dizer, é bizarra, mas do tipo que parte dos jogadores quer ver. Na torcida por aqui, rapazes!
[Promo] Trauma: Mergulho involuntário no subconsciente
2Vez por outra, aparece um jogo com clima de curta-metragem, daqueles que você consegue curtir a experiência (rapidamente, se você for mais compulsivo). O mais recente que pude testar é Trauma, criação de Krystian Majewski, polonês e residente na Alemanha. E sim, você poderá ganhar uma cópia dele aqui no blog: continue lendo!
Octodad 2: Gente, vamos ajudar os moluscos?
1Quando fui cobrir a Game Developers Conference em San Francisco fevereiro passado, troquei uma ideia com Majdi Badri, designer da equipe responsável pelo hilário Octodad. Testei uma demo do jogo no Kinect, e foi tão desengonçado quando engraçado – o que cai bem para um jogo de comédia.
Agora, Badri manda um alô sobre o próximo projeto da equipe (agora chamada Young Horses): a produção de Octodad 2, claro! Para garantir que a volta do elegante papai polvo disfarçado aconteça, eles lançaram uma campanha no Kickstarter para arrecadar um mínimo de US$ 20 mil até o dia 10 de agosto.
Eles já passaram da metade do valor pedido – ainda bem! – mas se você quiser dar aquela força para eles, saiba que a grana extra será usada para a compra de kits de desenvolvimento para Xbox 360 e PlayStation 3 (Kinect e Move!), uma adaptação para o iPad e a participação em eventos como a Penny Arcade Expo.
Como em toda iniciativa do Kickstarter, há uma variedade de bônus e presentinhos dependendo de quanto você doar. E se você ainda não jogou o original, baixa que é grátis.
Capsized: Uma mistureba que deu certo
0Outro jogo interessante que apareceu neste esquema “dupla dinâmica de desenvolvedores” é Capsized (PC), segunda produção da Alientrap – composta pelos canadenses Lee Vermeulen e Jesse McGibney – lançada via Steam. Se você gosta de jogos de ação com estilo de arte bem atípico em comparação ao grande mercado, prepare sua roupa espacial para esta jornada.
Se você curte clássicos como Abuse, Turrican e Bionic Commando, altas chances de você curtir Capsized. Se gostar de quadrinhos independentes, então… Enfim, leia minha análise no Arena Turbo e saiba qual é a deste jogo!

















