O blog de games de Pedro Giglio
Posts tagged 5-Hit Combo
5-Hit Combo: Steve Hunt (Cold Beam Games)
Apr 28th
Recentemente, citei por aqui o jogo Beat Hazard, um shoot ‘em up que usa informações de músicas da sua coleção no PC para definir a força dos disparos, quantidade de inimigos na tela, chegadas dos chefões, e por aí vai… Aí fiquei imaginando quais canções mais agradariam quem inventou este jogo.
Não seja por isso: no 5-Hit Combo de hoje, Steve Hunt revelou suas cinco canções favoritas para detonar os inimigos no espaço ao som de música – incluindo uma sugestão bastante inesperada…
1) “Hot & Cold”, Katy Perry: “Esta foi uma das primeiras canções que usei para deixar o jogo funcionando. Todas as vezes que a ouço me lembro de todas aquelas explosões e partículas disparadas ao som da música… maneiro!”
2) “Song 2″, Blur: “… no modo Insane. Principalmente por causa te todos os altos e baixos, você realmente precisa esperar a música vir até você. Muito intenso.”
3) “Speed”, Atari Teenage Riot: “Esta foi a primeira faixa que eu toquei que deixou o jogo realmente maluco! Adoro ter meus sentidos sobrecarregados!”
4) O tema de “Star Wars”: “Funciona muito bem e me faz sentir como se fosse Luke Skywalker.”
5) Um cara que usa a própria voz pra jogar: “Eu sempre me acabo de rir com essa!” [E ainda por cima, o sujeito liberou a MP3 para quem quiser jogar com ela...]
Passando o controle: Você tem algum artista favorito para ouvir nos videogames – seja para jogos que usem as informações da canção, ou somente por gostar da banda, cantor ou cantora?
5-Hit Combo: Hasan Ali Almaci
Apr 16th
Talvez você não o conheça de nome, mas pelo menos uma imagem ligada ao seu trabalho deve ter pintado no seu monitor: uma foto de Shigeru Miyamoto, game designer da Nintendo e criador de séries clássicas como Super Mario Bros. e The Legend of Zelda, sorrindo e segurando uma caixa de chocolates. Pois é: se você esbarrou nisto, conheça o culpado.
Além de ser uma pequena enciclopédia ambulante sobre a indústria dos games, o turco Hasan Ali Almaci entrevistou vários figurões da indústria dos games – e em certas vezes, mediou perguntas das entrevistas que eu e a galera do FinalBoss preparamos para o site, sempre somando um bocado de seu conhecimento nas conversas… e nas horas vagas, trabalha em uma fábrica de chocolate. Se eu chamá-lo de Willy Wonka por aqui, é capaz dele me mandar uma caixa de chocolates com uma bomba. E não é das recheadas….
Esta edição do 5-Hit Combo traz cinco (de muitos) momentos inusitados, ou mesmo engraçados, que o bom e velho Ali vivenciou ao trocar ideias com essa galera:
1) Yu Suzuki, trans-humanizando os arcades: “Fiz minha última entrevista com ele para um veículo fora da Ásia (após o meu ele fez mais dois, um para um jornal financeiro japonês e outro para um site coreano). Durante a entrevista, conversamos sobre interfaces não convencionais para jogos de arcade – na época, ele estava trabalhando em Psy-Phi, um jogo de luta não lançado que usava uma tela sensível ao toque. Então ele começou a falar sobre se plugar na máquina com seu próprio corpo, e enquanto ele explicava isto ele se levanta e começa a fingir que tem uma extensão amarrada ao seu peito, que ele pluga na máquina de fliperama.”
2) Tomonobu Itagaki, game designer, também tem um coração: “Estávamos eu, um cameraman e outro jornalista. Isto foi durante a E3, e eu trouxe um apoio porque como estava com dois compromissos agendados, eu tinha que sair em 20 minutos, porque tinha outra entrevista com a Nintendo. Eu o avisei disto antes da entrevista, e eles levaram na boa. Meu câmera não podia filmar a entrevista, mas deixou sua câmera ligada. Tive que sair, então pedi para tirar umas fotos com ele, e ele foi gentil e cordial quanto a isso, sorriu para as fotos e tudo mais. Depois o meu câmera e o parceiro jornalista nos encontramos mais tarde e eles me deixaram ouvir a gravação da câmera ligada. Assim que eu saí, Itagaki – apesar de ser amigável comigo – começou a falar em um inglês furreca: ‘ele é muito egoísta, quem ele pensa que é? Eu sou cem vezes mais ocupado que ele, e ele me insulta ao ir embora. Muito egoísta, muito egoísta. Nunca mais falarei com ele de novo’“.
3) Shigeru Miyamoto, olha o marcapasso: “Durante a entrevista daquela foto, tivemos duas coisas sobre as quais ele ficou muito alterado e uma delas foi negada pela Nintendo posteriormente: era sobre a saúde dele. Vamos ao que aconteceu antes: há quase uma década, uma notícia sobre a morte de Miyamoto ficou no ar por meia hora no site japonês da [agência de notícias] Bloomberg. A notícia foi tirada rapidamente e a Nintendo disse que ele estava bem, mas depois disso ninguém mais viu o Miyamoto em público por algumas semanas. Parece que Miyamoto teve um ataque cardíaco e a Nintendo escondeu isto, temendo pelo valor de suas ações. Em minha entrevista, ele admitiu que o estresse do lançamento de um novo hardware teve seu preço na época, rendendo estes problemas de coração. Ele parou de fumar em 96, e ele nada por uma hora e meia por dia na piscina da sede da empresa.”
4) Yuji Naka – “se chamarem, diga que eu saí”: “A primeira vez em que o entrevistei no Japão (eu tinha encontrado-o e falado com ele antes algumas vezes), ele não estava ciente da minha presença. A entrevista foi comigo e com minha cúmplice, Heidi Kemps, e foi a primeira vez que ela o entrevistou formalmente. Era para durar 45 minutos e começar às 14h15; no entanto, a RP da empresa avisou que ele ainda não tinha voltado do almoço. À medida que o prazo acabava, a Heidi ficou nervosa porque tínhamos que sair às 15h para outra reunião. Falei para ela relaxar, e a garanti que teríamos todo o tempo que precisávamos com Naka. Não deu outra: ele chegou às 14h45, nos reconheceu e conversamos até as 16h. Ele tem fama de difícil para entrevistar, mas não é verdade. Ele só não gosta de responder as mesmas perguntas bestas de sempre – quantas fases seu jogo novo terá, essas coisas que tem em release de imprensa – e em casos ele pede pra assistente avisar que está atrasado, e que tem compromissos um atrás do outro”.
5) Toshihiro Nagoshi revela quem manda no escritório: “Eu o entrevistei entre meus encontros com Yu Suzuki e [Hiroshi] Kataoka, presidente da AM2. Ele tem uma memória muito boa e pareceu saber perfeitamente o que aconteceu na companhia desde que nos falamos da última vez, e conversamos sobre nossas entrevistas anteriores. Falamos um pouco sobre o quanto ele adora whisky, e no geral a entrevista fluiu muito bem. O que houve de engraçado aconteceu antes da entrevista, porque ele estava genuinamente atrasado para a entrevista (diferente do Naka, que finge) por cause de uma reunião de negócios. A secretária avisou que ele chegaria em breve e que poderíamos esperá-lo em seu escritório. Havia garrafas vazias de whisky caro pelo escritório todo, livros, prêmios que ele ganhou, produtos de Monkey Ball, uma autêntica máquina de dardos de pub e em sua cadeira de executivo estava um enorme ursinho Puff [Pooh]. Pediram para que não tirássemos fotos disso, e assim que ele chegou, escondeu rapidamente sob sua mesa e explicou que quando não está no escritório, o ursinho Puff é o chefe. Ele certamente adora seus bichos de pelúcia da Disney.“
Passando o controle: Vez por outra, profissionais da indústria dos games soltam verdadeiras pérolas e cacos que serão lembrados por muito tempo… Quais os seus favoritos? Relembre-os nos comentários!
5-Hit Combo: Alex Neuse
Apr 9th
(antes de mais nada, um aviso sobre a 5-Hit Combo: contradizendo o plano original de ser uma coluna semanal, orgulho-me de dizer… “a periodicidade que se dane”. Dito isto, vamos nessa!)
Quando comprei a coletânea Midway Arcade Treasures para o GameCube, parte da graça do pacote estava nos extras com depoimentos e curiosidades sobre cada um dos 24 jogos. Sobre o clássico Robotron 2084, uma frase me chamou a atenção: “se fosse possível alcançar o zen Nirvana pela coordenação de mãos e olhos, este jogo seria a ferramenta definitiva de iluminação”. É uma frase para lá de floreada, mas que reflete bem como certos jogos acabam provocando um certo “transe” na hora de jogar…
Uma série recente que costuma provocar este efeito em mim é Bit.Trip, da Gaijin Games para o WiiWare…a combinação da jogabilidade desafiadora e a trilha sonora chiptune ajudam bastante! Por conta disso, o convidado desta edição da 5-Hit Combo é o fundador deste estúdio baseado na Califórnia, Alex Neuse, que aceitou o desafio e selecionou cinco jogos que ele considera terem estas mesmíssimas propriedades sobre o jogador. Aqui segue a lista do Alex… sem ordem específica, com meus comentários sobre os escolhidos:
1) Every Extend Extra Extreme: esta segunda releitura do clássico freeware (também passou pelo PSP) representa este aspecto muito bem. Afinal de contas, o pulo do gato do game está no controle de sua nave que precisa ser detonada para explodir as demais em uma reação em cadeia… junte isso à música eletrônica – até mesmo as batidas do tema da vez influenciam nisto – e pronto… prepare-se para perder muito, muito tempo tentando manter seus combos intermináveis e não zerar o tempo. E nesta versão ainda dá para colocar suas próprias músicas, proporcionando seu transe personalizado… seja com Underworld, Aphex Twin ou Beto Barbosa.
2) Rez: além de ser figurinha fácil na lista dos favoritos de tantos entre tantos game designers, a produção da Q Entertainment para o Dreamcast e PlayStation 2 (algumas edições para o console da Sony incluíam um infame acessório USB chamado Trance Vibrator, que foi usado para outros fins em certo momento) e depois uma edição HD na Xbox Live Arcade (que reprisava tal funcionalidade no segundo controle, a gosto do jogador) praticamente foi quem deu o pontapé inicial para os jogos que envolvem o uso interligado entre música, som e jogabilidade – a sinestesia que tanto foi alardeada por Tetsuya Mizuguchi, que por sua vez dedicou o jogo ao artista russo Wassily Kandinsky.
3) Contra: Shattered Soldier: não tive a oportunidade de jogá-lo no PS2, mas pelo que andei vendo por aí, se trata do primeiro jogo em 3D da série a se sair bem aos olhos de crítica e jogadores. Mas se o histórico de Contra serve de referência, não duvido mesmo: levando em conta que o primeiro jogo da série para o Nintendinho tem uma enorme parcela de culpa em fazer com que os jogadores memorizassem o clássico macete da Konami – trinta vidas, ah garoto! – e ainda assim era um jogo desafiador pacas, não há surpresas aqui. Contra é para aqueles de coração forte, e assim continua sendo até hoje.
4) Gitaroo Man: além de ter feito um dos meus jogos favoritos para o DS (Osu! Tatakae! Ouendan e sua releitura ocidental, Elite Beat Agents), a iNiS teve este título que não era dos mais populares em sua época de lançamento no PS2, mas que ficou em maior evidência ao pintar em uma edição nova para o PSP chamada Gitaroo Man Lives!. É uma ironiazinha besta do destino, se considerarmos que em todos os jogos da iNiS há o lance de “torcer pelo pequenininho”, simpatizar com aquele que está na roubada e vê-lo dar a volta por cima… enfim, este jogo de ritmo era interessante por misturar o uso dos botões e da alavanca analógica do controle, fazendo o herói U-1 tocar a guitarra mágica que dá nome ao jogo, enfrentar os inimigos e conquistar o coração da gatinha Pico.
5) Fast Food: direto do túnel do tempo, um representante da era Atari 2600. Este jogo de 1982 tinha uma regra de ouro: “fique mais gordo”! Isso mesmo: o objetivo era se entupir com o máximo possível de lanches de altas calorias – milkshakes, batatas fritas, sorvetes, cheeseburgers… mas evitando a todo custo os picles (o verde, beleza; o roxo é que não pode). De certa forma, este é o tipo de jogo que poderia ser alvo de crítica hoje em dia, com toda esta onda de preocupação com a obesidade e tudo mais… felizmente, ainda é possível lançar jogos com essa pequena dose de “politicamente incorreto”, como Fat Princess… e olha que teve gente reclamando!
Passando o controle: Por aqui, Tetris e Guitar Hero são dois de muitos jogos que me deixam naquele transe. E você, fica hipnotizado jogando quais videogames? Comente!















































