Kid Icarus: Uprising – Jigu http://www.jigu.com.br o blog de jogos de Pedro Giglio Fri, 04 May 2012 16:50:36 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2016/09/JiguComBr-Botao-500x500.jpg?fit=32%2C32 Kid Icarus: Uprising – Jigu http://www.jigu.com.br 32 32 33514019 Post-Review: Kid Icarus: Uprising http://www.jigu.com.br/blog/2012/05/04/post-review-kid-icarus-uprising/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/05/04/post-review-kid-icarus-uprising/#respond Fri, 04 May 2012 16:48:34 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2357
Nossa, Pit, você não envelheceu nada

Existem alguns elementos de narrativa que sempre me divertem, e um deles é a quebra da quarta parede – sabe como é, quando uma obra dialoga diretamente com o espectador, ou mesmo quando um trabalho de ficção deixa bem claro que “sabe” muito bem a natureza de sua existência. Chega a ser engraçado pensar que Kid Icarus: Uprising, um dos jogos que eu mais esperava neste ano, não só brinca com isso como parece ser um enorme tributo à história da própria Nintendo – e mostra como mesmo um personagem menor consegue fazer ondulações.

Agora que terminei, posso comentar com propriedade – e se você prefere evitar certos spoilers, fique avisado: vai ser difícil, senão impossível, esquivar deles desta vez. Mas só depois do vídeo abaixo…

Um desconhecido lembrado por todos

Antes de comentar o jogo propriamente dito, acho que vale relembrar um pouco de história.

É até engraçado pensar que logo esta série, que só teve dois jogos antes disto – o original do Nintendinho e uma sequência, Of Myths and Monsters, para o Game Boy original – vem brincar com o que gosto de chamar de “nostalgia retroativa”, aquela saudade do que você não viveu. Pense bem: o KI original não teve a mesma projeção e popularidade do que Super Mario Bros. ou até mesmo Metroid – até hoje tem gente que não sabe o jogo não se resume a sequências de escalada na vertical, e nem foi transformado em berinjela! (Vá lá, o jogo era bem difícil e veio antes do advento dos saves com bateria… o jeito era anotar a senha de cada vez).

Eis que surge o Smash Bros. Dojo, site oficial para Super Smash Bros. Brawl – um jogo de porrada para o Wii que, por si só, parece um museu jogável da história da Nintendo (ou cabide de emprego para personagens de suas séries e produtos, como preferir). Praticamente até seu lançamento em 2008, os fãs acompanhavam as atualizações diárias do site com personagens, cenários, itens, canções, compositores e tudo mais. E no meio dos lutadores estava Pit, protagonista de Kid Icarus. Assim como aconteceu em SSB Melee (“quem são estes personagens? Fire Emblem? Hmmmm…”), isto levantou a especulação sobre a volta da série.

Não deu outra: na edição 2010 da Electronic Entertainment Expo – a mítica E3 -, foi revelado o Nintendo 3DS… e o primeiro jogo apresentado foi Kid Icarus: Uprising. Fruto da parceria com o estúdio Sora, de Masahiro Sakurai – diretor de Smash Bros. – e que já vai fazer uma nova versão pra 3DS e Wii U, mas isto é outra história. Foco, Jigu, foco!

Não se deixe enganar pelo visual de bom moço...

“Sorry to keep you waiting!”

O jogo propriamente dito se alterna entre dois gêneros: as sequências de combate aéreo são como Sin & Punishment: Star Successor, onde controle de mira e de personagem são independentes; já no combate no solo (seja a pé ou em veículos mágicos) é naquele esquema mais tradicional de ação em terceira pessoa, mantendo-se o sistema manual de mira para ataques à distância. Embora o jogo venha com um apoio para facilitar o controle, usei o suficiente para saber que não é tão vantajoso ou necessário assim. Ainda assim, valeu por incluírem de graça no pacote, hein! Os cartões de realidade aumentada também.

Embora exista as referências à mitologia grega, não há a seriedade de um God of War – ou até mesmo muita fidelidade, já que é uma grande mistureba de divindades, com anacronismos propositais pra fins cômicos. Referências à Wikipedia, RPGs de mesa, telefonia celular e aos videogames. É isso: é um jogo que sabe que é um jogo, e se refestela nisso ao brincar com elementos como a demora entre episódios (“Afinal, esperei por 25 anos”), a dificuldade do jogo (“Nossa, você ficou bem mais forte! Lembra de quando você dizia I’m finished! o tempo todo?”), e as próprias marcas da Nintendo (de cabeça, Donkey Kong, Brain Age e Metroid).

Há liberdade criativa de sobra, mas vale notar que a trama propriamente dita é bem esperta, mesmo com as tiradas cômicas aqui e ali para dar uma aliviada. E é outro daqueles jogos que são o sonho / pesadelo dos completistas, já que tem uma quantidade enorme de armas (combináveis para mais eficácia e efeitos variados), poderes (também ajustáveis para uso no combate de terra) e estatuetas pra colecionar. Ah, sim, isto e os desafios de Palutena (e de outras duas divindades maiores – uma neutra e uma maligna – que aparecem no jogo mais tarde, heheh).

Você é a Morte, é? Pfff, então tá

Voa, Pit, voa!

Admito que, embora empolgado com o jogo, não achei que curtiria tanto – mas o trabalho da Sora foi incrível, papo de servir de carta branca pra eles pegarem o jogo que quiserem para desenvolver. O visual é incrível (deve ser o título de 3DS com o visual mais bacana pela própria Nintendo até agora), a trilha é algo de espetacular (também, juntaram cinco compositores de peso, incluindo três dos meus favoritos do Japão – Masafumi Takada, Yuzo Koshiro e Motoi Sakuraba), mas isso sozinho não seria o suficiente: o lance é gostoso de jogar, e tem destrancáveis de sobra – e o Fiend’s Cauldron, onde você aposta o dinheiro do jogo contra uma dificuldade mais elevada, vai separar os fortes dos fracos.

Porque, sim, além do multiplayer via Internet eu já comecei a rejogar para tentar vencer todas as fases na dificuldade máxima – e destrancar todas as Intensity Gates. Se você precisa de um ótimo motivo para ter o 3DS logo, recomendo este jogo. E quando vencê-lo, não pule a tela de “The End” e me agradeça depois.

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O que eu quero jogar em 2012… do varejo? http://www.jigu.com.br/blog/2011/12/29/o-que-eu-quero-jogar-em-2012-do-varejo/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/12/29/o-que-eu-quero-jogar-em-2012-do-varejo/#comments Thu, 29 Dec 2011 16:11:05 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2147
Os jogos de 2012 vêm aí! Marque seu calend-- uh oh

É isso mesmo: a gente pode reclamar o quanto quiser, se pega dizendo coisas como “mas não tem nada que me interesse tão cedo!”, e no fim das contas todo ano é cheio de jogos interessantes para todos os gostos. Sim, o ano que vem terá sistemas novos como o Wii U e o lançamento ocidental do PlayStation Vita, mas como eu não tenho nenhum deles no momento (obrigado, Capitão Óbvio!), minha lista dos mais esperados de 2012 é para os sistemas atuais.

Separei uma lista com os dez jogos do varejo que mais me empolgam para o ano que vem (em breve, um post sobre os vendidos somente por download), sem ordem específica – além de uma galeriazinha marota de imagens de cada um no final do post…

BioShock Infinite (360, PC, PS3): O primeiro BioShock me impressionou com sua ambientação e trama; a sequência apresentando outros recantos da cidade submarina de Rapture foi bem boa, mas preferia ver algo diferente. E não deu outra: Infinite brinca com dobras temporais, radicalismo político e avanço tecnológico em uma cidade suspensa além das nuvens.

Lollipop Chainsaw (360, PS3): O estúdio Grasshopper Manufacture (ou “banda de videogames”, como define Goichi Suda, chefão da parada) prepara uma parceria curiosa com James Gunn – cineasta conhecido por seu trabalho na Troma, referência dos filmes trash, e especialista em terror e comédia – e trará a história de Juliet Starling, animadora de torcidas e matadora de zumbis. Adivinha qual a sua arma favorita?

Mass Effect 3 (360, PC, PS3): taí uma série que me pegou de surpresa. O primeiro é fantástico, o segundo deu uma enxugada em certos aspectos (e embora isso não tenha agradado a todos, achei que deixou o jogo melhor e mais dinâmico), e estou louco para ver o combate final da série na Terra. Será que ainda dá tempo deo rejogar o Mass Effect 2 para eu garantir que todos da equipe sobreviveram e usar o save no terceiro?

Xenoblade Chronicles (Wii): sim, o jogo já saiu no Japão há tempos e está disponível na Europa – mas como meu console é americano e eu não desbloqueei nem nada do gênero, vou jogar este RPG ano que vem. Ponto para o povo da Operation Rainfall, que aumentou a percepção de público e imprensa para o jogão que os consumidores das Américas perderiam, garantindo seu lançamento em 2012 na região.

Kid Icarus: Uprising (3DS): o primeiro jogo do 3DS a ser apresentado tá demorando, né? Tudo bem – o que é mais um ano para quem espera por um novo título da série há 10, não é verdade? Enfim, boto muita fé no trabalho do Masahiro Sakurai e da Sora – é, a mesma galera que trabalhou em Super Smash Bros. Brawl, do qual o herói Pit também participou.

Metal Gear Rising: Revengeance (360, PS3): Juro que ainda não entendi a galera que reclamou deste jogo. Se nos demais títulos da série Metal Gear, coadjuvantes como Raiden e Grey Fox realizavam feitos maiores do que a humanidade, por que não deixar os jogadores realizá-los em um spin-off? Ah, e adorei que a bola da produção tenha sido passada para a Platinum Games.

Diablo III (PC, Mac): Este entrou na minha lista para amenizar uma pequena injustiça histórica – nunca joguei Diablo na vida! De repente esta é a hora de acertar estes ponteiros, já que a série inspirou tantos outros games bacanas que joguei depois, como Torchlight (que está prestes a ganhar sequência, inclusive).

Max Payne 3 (360, PC, PS3): Então quer dizer que a volta do ex-policial mais depressivo do mundo é em São Paulo, né? Beleza. Mais uma vez, aposto que teremos o mesmo efeito que vimos na dublagem de StarCraft II: paulistas dizendo que os personagens soam cariocas, e cariocas dizendo que os personagens soam paulistas. Fazer o quê…

XCOM (PC, 360, PS3): a série de estratégia era sensacional, e admito que estou curioso com esta reinvenção ambientada nos anos 50 – e feliz por saber que não “emburreceram” a série para que virasse um jogo somente de trocar tiros. É, ainda tem um elemento tático com outros personagens, o lance de pesquisa e assim por diante.

Anarchy Reigns (360, PS3): Outro jogo da Platinum na lista? É isso aí – e este aqui ainda tem a volta do Jack Cayman, do amplamente subestimado MadWorld, como um dos tantos personagens jogáveis. Quero só ver como a pancadaria multiplayer em área aberta vai funcionar – e se for ao menos tão legal quanto os demais títulos do estúdio, vem coisa boa por aí.

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Correndo por foraThe Secret WorldResident Evil: Operation Raccoon CitySouth Park: The GameStreet Fighter X TekkenDOTA 2LEGO City StoriesThe Last of UsStarCraft II: Heart of the SwarmRhythm Heaven FeverRhythm Thief & the Emperor’s Treasure, Beyond the LabyrinthSyndicate, Touch My Katamari.

Então é isso aí, pessoal: isso é só um gostinho do que está por vir em 2012. Deu falta de algum jogão vendido nas lojas que você esteja louco pra jogar? Comenta aí! Amanhã posto minha lista dos jogos por download.

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