iG – Jigu http://www.jigu.com.br o blog de jogos de Pedro Giglio Thu, 19 Aug 2021 17:30:52 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2016/09/JiguComBr-Botao-500x500.jpg?fit=32%2C32 iG – Jigu http://www.jigu.com.br 32 32 33514019 Deixando de ser perna-de-pau no FIFA 12 http://www.jigu.com.br/blog/2012/03/13/deixando-de-ser-perna-de-pau-no-fifa-12/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/03/13/deixando-de-ser-perna-de-pau-no-fifa-12/#respond Tue, 13 Mar 2012 15:10:09 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2305
Se a regra não é clara, dá tempo de aprender!

Todo mundo sabe da minha exímia habilidade no futebol – e por “exímia”, leia-se “parca”. Ainda bem que existem versões para videogame, nas quais eu posso demonstrar toda a minha habilidade em mandar mal no gramado! 😀

Brincadeiras à parte, escrevi um Guia de Sobrevivência de FIFA 12 para o Arena iG. [Atualização: Clique no link abaixo para ler a íntegra da matéria por aqui mesmo!]

Guia de Sobrevivência: FIFA 12

Se tirarmos da equação o Carnaval, técnicas de depilação e as castanhas-do-pará, um dos elementos com os quais os estrangeiros mais associarão o Brasil é o bom e velho futebol. Mania nacional, o esporte bretão também brilha bastante nos jogos eletrônicos – e o mais legal disto é que mesmo os mais pernas-de-pau, ou até quem nem dá tanta bola para o futebol de verdade, podem realizar suas fantasias de futebolista na telinha.

Como se trata de um esporte competitivo entre equipes, é mais do que óbvio que esta característica também se aplique à versão eletrônica da parada. Se pegarmos como exemplo a série FIFA (Electornic Arts), esta faz parte da galeria de jogos representados na World Cyber Games (WCG) – há 11 anos, diga-se de passagem! Bastante tempo, não? Pois é… mas quem quer competir a sério deve se ligar em alguns detalhes que não podem passar despercebidos…

Embora não seja novidade para os fãs de longa data da série, nunca é demais reforçar o seguinte para quem está chegando agora: se você pretende participar de competições profissionais, não pense duas vezes e vá na versão mais recente – no caso, FIFA 12. Porque é aquilo: saber as regras e o andamento dos títulos anteriores da série não vai garantir que você será o mestre dos gramados virtuais no mais recente. Aprender e treinar muito, sim.

1. Aprenda e adapte-se

É sério: como se não bastasse o costume de mudar a lista de times, atletas e campeonatos entre as versões lançadas ano a ano, vez por outra temos mudanças que tiram o jogador da área de conforto. Na edição lançada neste ano, alguns ajustes tornaram a experiência mais complicada para quem estava acostumado com FIFA 11 – por exemplo, a marcação dos jogadores está bem mais cerrada, e os passes longos não têm mais todo aquele alcance.

Outro fator que pesou nisto foi a mudança no controle. Agora, nem rola mais de pressionar o botão de passe e sair correndo, deixando seus marcadores comendo grama; tentar tomar a posse de bola também requer um timing mais certeiro do pressionar do botão certo. Enfim, é aquilo: quer jogar FIFA 12 a sério? Treine neste, e não seus antecessores. Como as versões são anuais, já sabe: quando sair o próximo, corra atrás dele, treine e adapte-se ao novo.

2. “Recua, Cleyson Amazonense! Recua!”

Estas mudanças no esquema requerem saídas mais “malemolentes” para evitar aprender na prática a máxima de ouro do futebol: “quem não faz, leva”. Controlar diretamente um alguém da defesa na hora em que o oponente chega junto pode abrir aquele buraco para um passe certeiro pro atacante. Nessas horas, é melhor apelar para outro jogador – pode ser do meio de campo, ataque… mande o cara dar aquela força pra defesa, fechando a muralha.

Seja lá quem for, faça de tudo para evitar que jogador da defesa pague o mico de não conseguir interceptar a investida do adversário. Uma novidade do FIFA 12 é a possibilidade de alternar entre jogadores com o stick analógico direito, apontando na direção do atleta que você quer. Claro, ainda dá para alternar no L1 / LB — mas parece bem mais intuitivo trocar por ali, certo? E também dá para ajustar nas configurações se a troca é automática ou não.

3. Quando a defensiva vira a ofensiva

Assim como no futebol de verdade, escolher direitinho a formação dos seus jogadores pode fazer toda a diferença. A Electronic Arts fez uma breve pesquisa com jogadores profissionais de FIFA, e suas formações favoritas foram 4-1-2-1-2 e 4-2-3-1… uma razão para que isto renda bons frutos é ter um homem livre logo à frente da linha de defesa – aquele que deve interceptar os ataques inimigos e preparar um contra-ataque.

O que casa direitinho com a dica anterior, né? É isso aí. Portanto, já sabe: por mais importante que seja marcar o gol, ter uma defesa impenetrável que devolverá a bola em direção aos seus colegas de time no outro lado do campo é mais ainda. Se essa lógica se aplica ao futebol de verdade, pode ter certeza de que em FIFA 12 isto não é diferente.

4. Como é que faz o drible da vaca, mesmo?

Conhecer direitinho sua escalação é essencial, assim como lembrar das características que tornam cada atleta do seu time dali um astro – talvez, apenas talvez, um trocadilho com o sistema de estrelas para medir a habilidade de cada um. Afinal de contas, é isso que define o que eles podem fazer em campo – no caso, os dribles. Afinal de contas, quer coisa mais bonita do que deixar seu rival sem saber onde foi parar aquele cara com a bola?

Alguns exemplos de dribles bacanas para o ataque são o “heel chop”, que requer quatro estrelas de habilidade. Pressionando L2 (para PS3) / LT (para Xbox 360), basta dar dois toquinhos com o stick analógico para baixo e esquerda, ou para baixo e direita. Outro drible, o “elástico”, é mais complexo e requer um atleta com cinco estrelas de habilidade: mais uma vez usando L2 / LT, é só fazer uma meia-lua da direita para a esquerda no sentido horário com o stick direito. Batata.

5. Lance livre pode virar gol

Eis que aconteceu aquela falta, todos xingaram o árbitro e os jogadores, mas tudo se resolveu com o bom e velho lance livre. Sendo relativamente perto da grande área do time inimigo, isso pode virar aquele golaço para ensinar mostrar o que é futebol arte (e não “futebol arte marcial”, dependendo da gravidade da falta que rendeu este lance). Como aumentar suas chances desta jogada ter um final feliz para o seu time?

Vale começar escolhendo direitinho quem vai bater. Ter um jogador com a característica “Power Free-Kick” já ajuda, mas tão importante quanto isso – talvez até mais – é quantos pontos ele tem em Power. Mirar entre trave e travessão (e por cima de um dos jogadores nos extremos da barreira) e largar a bomba com L1 / LT e o stick esquerdo para frente. Quanto à potência do chute, depende da distância: idealmente, algo na marca das três barrinhas verdes já vale.

Pedala, rapaz!

Mas o Arena sabe que não é o tempo inteiro que você lembrará de toda a lista de dribles de FIFA 12, para isso deixamos todas as variações que o game oferece para você, além de ganhar do colega, deixar ele “catando cavaco” enquanto você se esquiva dele. Veja abaixo:

– Sideways Roll: LT (L2) + Analógico direito para Esquerda ou Direita (manter pressionado)

– Body Feint: LT (L2) + Analógico direito para Esquerda ou Direita (toque leve)

– Stepover: LT (L2) + Analógico direito de Cima até a Direita

– Reverse Stepover: LT (L2) + Analógico direito da Direita para Cima

– Fake Shot: B (Círculo), A (X) [sucessão rápida]

– Blanco: Enquanto parado, LT (L2) + pressionar o Analógico direito

– Inside Circle Drag: Enquanto parado, LT (L2) + Analógico direito duas vezes para Baixo + Esquerda ou Baixo + Direita (sucessão rápida)

– Elastico: LT (L2) + Analógico direito da Direita pra Esquerda por baixo

– Hocus Pocus: Enquanto parado, LT (L2) + Analógico direito da Direita pra Esquerda

– Roulette: LT (L2) + Analógico direito de Baixo para Cima em sentido antihorário

– Heel-to-Heel: LT (L2) + Right Stick Cima, Baixo (sucessão rápida)

– Juggle Ball: LT (L2) + RB/R1 repetidamente

– ATW (Around the World): Durante as embaixadinhas*, LT (L2) + rotação completa do Analógico Direito começando de baixo

– Ronaldo Chop: Enquanto corre, LT (L2) + Analógico direito para Baixo + Esquerda ou Baixo + Direita (sucessão rápida)

– Overhead Flick: Enquanto parado, LT (L2) + Cima, Cima, Baixo

– Rainbow: Enquanto corre, LT (L2) + Analógico direito Baixo, Cima, Cima (no tempo certo)

– McGeady Spin: LT (L2) + toque leve para Cima e Direita com o Analógico direito

– Matthews: LT (L2) + Analógico direito da Esquerda para a Direita

– Rainbow Variation: LT (L2) + Analógico direito para Cima, Cima (manter), Baixo (no tempo certo)

– Rabona Fake: Durante o sprinting**, LT (L2) + aumentar medidor de poder e cancelar com o botão de Passe enquanto mantém o Analógico esquerdo na direção oposta da corrida

– Triple Elastico: LT (L2) + Analógico direito para Cima, Direita e Esquerda

– Scooped Lob Pass: Enquanto parado, LB (L1) + X (Quadrado)

– Roll and Flick: Enquanto corre, LT (L2) + manter Analógico direito para Direita, toque leve para Cima + Esquerda

– Ball Roll Fake: LT (L2)+ Analógico direito para Esquerda, toque leve do Analógico esquerdo pra Direita

– Ball Roll and Back: Enquanto parado, LT (L2) + Analógico direito pra Direta (manter), Esquerda (manter)

– Stepover Double Touch: LT (L2) + Analógico direito para Cima, seguindo para Direita, Analógico esquerdo para Cima + Esquerda

– Stop Ball and Turn: LT (L2) + Analógivco direito para Cima, toque leve para Esquerda

– Fast Ball Rolls: LT (L2) + Analógico direito para Baixo (manter)

– Fancy Fake Ball Roll: LT (L2) + Botão de chute / Lob, botão de Passe logo na sequência

– Airborne Rainbow: LT (L2) + apertar RB (R1) constantemente, Analógico direito para Cima, Baixo, Baixo (no tempo certo)

– Directional Ronaldo Chop: LT (L2) + botão de chute, Passe lgo na sequência, usar o Analógico direito para apontar para onde direcioná-lo

– Elastico Chop: LT (L2) + Analógico direito para Baixo, toque leve para Esquerda

– 90 Degree Scoop Turn: LT (L2) + X (Quadrado), A (X), Analógico esquerdo para Esquerda

– 180 Degree Scoop Turn: LT (L2) + X (Quadrado), A (X), Analógico esquerdo para Baixo

– Bergkamp Flick: LT (L2) + toque leve do Analógico direito para Baixo quando a bola vier na direção do jogador

– Reverse Toe Bounce: Durante as embaixadinhas, manter Analógico direito para Esquerda

– LATW: Durante as embaixadinhas, duas rotações rápidas do Analógico Direito no sentido horário começando por Baixo

Legenda: Os comandos entre parênteses são para PS3 e o restante são de Xbox 360

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World of Warcraft: o caminho das pedras para cair matando em Azeroth http://www.jigu.com.br/blog/2011/12/15/world-of-warcraft-o-caminho-das-pedras-para-cair-matando-em-azeroth/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/12/15/world-of-warcraft-o-caminho-das-pedras-para-cair-matando-em-azeroth/#comments Thu, 15 Dec 2011 15:01:53 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2129
Acredite: você não quer mexer com ela (sem saber o que está fazendo)

Então você passou anos sonhando com o dia em que World of Warcraft, o RPG online mais popular do planeta, chegaria oficialmente ao Brasil varonil? Pois esta longa espera acabou no dia 6 de dezembro de 2011, com o lançamento oficial do MMORPG da Blizzard e suas expansões (The Burning Crusade, Wrath of the Lich King e Cataclysm) totalmente localizadas ao português do nosso país. (…) Mas aí é aquilo: tem muita gente daqui que já jogava faz um tempão e você não quer ficar de fora da festa – e muito menos fazer feio frente aos veteranos, quiçá aos novatos.

Surpresa! Taí o primeiro de uma série de matérias que estou preparando para o Arena iG: Guia de Sobrevivência, oferecendo dicas e sugestões para alguns jogos de sucesso – algumas delas com declarações de especialistas no assunto. E como vocês podem ver acima, a estreia é com World of Warcraft, recém-lançado no Brasil.

[Atualização] Clique abaixo para ler a íntegra do que foi publicado no Arena na época!

Guia de Sobrevivência: World of Warcraft

Então você passou anos sonhando com o dia em que World of Warcraft , o RPG online mais popular do planeta, chegaria oficialmente ao Brasil varonil? Pois esta longa espera acabou no dia 6 de dezembro de 2011, com o lançamento oficial do MMORPG da Blizzard e suas expansões ( The Burning Crusade , Wrath of the Lich King e Cataclysm) totalmente localizadas ao português do nosso país.

Mas aí é aquilo: tem muita gente daqui que já jogava faz um tempão e você não quer ficar de fora da festa – e muito menos fazer feio frente aos veteranos, quiçá aos novatos.

Não seja por isso, o Arena foi falar com quem entende do traçado. Morador de Recife, Carlos Augusto Cavalcanti Santos – também conhecido como Guto ou Talendar , líder da guilda com ar de comunidade DotA AR BR Banlist ON . Com 29 anos, Guto joga WoW há quase sete e após a transferência de servidores agora pode ser encontrado no recém lançado Azralon.

Sumário Entenda as expressões mais utilizadas em World of Warcraft
BG Sigla para Battlegrounds, áreas isoladas de World of Warcraft e dedicadas ao combate entre jogadores (PvP)
Buff/Debuff   Alteração nas propriedades de personagem que os dão uma vantagem temporária. O buff melhora alguma habilidade, enquanto o debuff é uma alteração negativa
 Crit  Vem de “crítico”, é um golpe que causa mais dano do que o normal
 DPS  A sigla vem de dano por segundo, mas também é usada para definir o papel de jogadores cujo único papel é bater e provocar dano
 Haste  “Pressa”, em inglês; é um atributo que reduz o intervalo entre ações
 Healer  Jogador dedicado a curar e aplicar magias que provocam melhorias em seus colegas
 HP Hit points , ou pontos de vida; é a energia vital do personagem
 Macro  União de comandos que são realizadas em uma sequência específica ao apertar apenas uma tecla de atalho
 PvE Player vs. Environment ou Jogador vs Ambiente – enfrentar as criaturas do mundo de jogo
 PvP  Player vs. Player; jogadores se enfrentando diretamente em combate
 Raid  Investida realizada por um enorme grupo de jogadores, ou vários grupos menores. Normalmente disponíveis em níveis mais altos de personagem, são desafios mais elevados e repletos de recompensas
 Tank  O verdadeiro “boi de piranha” – e que papel nobre ele têm: enquanto ele distrai os inimigos principais (e é curado, claro) tomando dano, os demais companheiros de batalha estão livres para detonar os rivais
Upar Ah, mas essa é fácil: vem de “up”, significando o ganho de experiência e níveis

Por onde devo começar?

Agora que já sabemos o significado de algumas das palavras que irão se repetir durante o texto, vamos aos ensinamentos. “WoW não é bem um game que tenha uma raça específica para o jogador iniciante, intermediário e expert. Todas têm o potencial para serem desafiadoras e recompensadoras”, diz o nosso especialista.

“É fácil jogar num nível ‘bom’, o difícil é jogar de maneira ‘excepcional’. Você tem de identificar os dois focos do jogo, o PvE e o PvP, e daí buscar dentre as classes e funções a que mais te divirta e que ofereça mais afinidade para jogar. Normalmente é assim que surgem os grandes players, motivados sempre em melhorar, tirando mais do próprio rendimento”.

Pesquisar a fundo as possibilidades que cada raça do jogo – algumas restritas a cada lado do embate, Aliança Horda – já é um bom começo, já que a combinação de espécies, classes de personagem e o papel que quer assumir no campo de batalha variam bastante. “Indico Tauren para os tanks (dá mais HP), Worgen ou Troll para magos (bônus de crit passivo e haste ativo), Orcs para bruxo e guerreiro DPS (modificador de attack e spell power usados em momentos específicos de  kills), Renegado Humano para PvP em geral (imunidade / remoção de debuffs do PvP), e assim vai”.

“O melhor é se informar em detalhes sobre o debate da teoria (chamamos de theorycraft) de cada papel/classe dentro do ambiente PvP e PvE que pretende jogar”.

“Eu diria para evitar ser tank ou healer num momento inicial”, afirma Guto. “São funções de responsabilidade e, em geral, o grupo vai depender mais de você nesses papéis. Todas as classes têm a possibilidade de desempenhar o papel do DPS (damage per second, referência para a função de quem dá dano contínuo no jogo). Melhor ainda seria jogar com uma classe híbrida (que possui mais de uma opção de papel), daí a pessoa pode experimentar outros aspectos do game a medida que for se sentindo segura para desempenhar outras funções. Isso vai evitar que ela tenha de upar tudo de novo só para poder alternar entre tank, heal e dps, por exemplo. Depois que tiver uma boa noção de todas as outras classes a partir das comparações com sua própria, ela pode se especializar em alguma, upando um novo personagem para aquele propósito específico”.

Quem é seu alter ego?

Aí, beleza: você compra o jogo, instala e vê um monte de raças de personagem, duas facções, classes para escolher e não sabe por onde começar. No fim das contas, todas as opções são boas e você deve achar qual se encaixa melhor ao seu estilo de jogo. Entretanto, há um elemento a mais que vale a pena se aprofundar antes de sair por aí explorando o mundo criado pela Blizzard: qual papel você quer realizar no campo de batalha, com nomes tão esotéricos quanto “tank”, “healer” e “DPS”. Como é que é? Calma, a gente explica

DPS: Este aqui fica ocupado causando dano nos inimigos e não muito além disso. Segundo Guto, o ideal é “aproveitar o máximo que pode ficar batendo no boss ou em outros players. O jogador deve aproveitar cada milésimo de segundo que tem disponível para usar suas skills. É necessário entender e dominar a rotação de prioridade de skills da classe, mas também ser inteligente. Às vezes existem skills melhores em ocasiões específicas que não seriam a escolha mais comum. Outro detalhe, é ficar atento ao ambiente. ’DPS morto não bate’, ou seja, não adianta ter “tunnel vision” (focar em apenas um único inimigo), sem enxergar o que acontece ao redor, esperando que os healers te salvem”.

Healer: Enquanto alguns saem no braço, outros ficam pagando de médico da galera, curando os companheiros e aplicando melhorias mágicas à distância. Com tanta coisa a ser feita no calor da batalha, organizar suas magias e habilidades é importantíssimo na hora de um raid. Nosso especialista diz: “Você precisa ‘jogar para os outros’ na maioria do tempo. Uma coisa bem simples, mas que é quase fundamental, é fazer uma macro de ‘mouseover’, que vai tornar mais rápida a resposta e eficiência com que você vai healar muitos alvos. Para isso, é só criar uma macro com a linha /cast “[@mouseover, exists] [help] SPELL”, onde SPELL se refere ao nome da skill no jogo (por exemplo, Holy Light).”

Tank: Este aqui é mais ou menos como aquele cara do colégio em quem colaram um papel nas costas – obviamente, escrito “me chute”. Só que este é um papel nobilíssimo por aqui. Segundo Guto, o Tank “é a engrenagem do grupo, que dá sentido à todos os outros papéis. Regra geral: quando você erra e morre, o grupo todo vai morrer. Se você demora a atacar, você atrasa todos. Não tem muito espaço pro tank ser relaxado; em geral, ele é o primeiro a entrar e o último a sair.” Por isso mesmo, a comunicação entre o Tank e seus colegas – sejam eles os DPS ou healers – é essencial para que esta ação coletiva não fique prejudicada. Lembram do Leeroy Jenkins ?

Cinco dicas para dominar Azeroth

Hora de estudar: “Uma parte significativa do rendimento no WoW vem da preparação”, diz Guto, que afirma que o “ theorycraft ” – a discussão sobre cada papel e classe dentro das modalidades de jogo – é uma mão na roda no hora de decidir como será seu personagem. “Algumas raças combinam melhor com certas classes/roles dentro do jogo, pois oferecem um ‘bônus da raça’ que se encaixa melhor com o papel que pretende desempenhar”.

Eu conheço um atalho!: A configuração de atalhos de teclado (os key binds ) pode facilitar sua vida. “Veja o que é melhor/mais confortável pra sua mão (pé ou até mesmo pra quem rola a cabeça no teclado) em função da skill e também se você consegue associar aquela key a isso (se é uma skill de spam, de emergência, de proc etc)”, sugere Guto. “Às vezes são coisas super simples, por exemplo, para quem jogou DOTA , colocar um Thunder Clap de Guerreiro na tecla C. Usar o 2 (que é quase em cima do W) para skill spam. Adicionar strafe no A e D e liberar o Q e E para skills instant. Botar o zoom in/out no Shift + Mouse Weel, liberando assim Mouse wheel up/down para interrupts e skills defensivas”.

Treine, pequeno gafanhoto: Insistência e os target dummys (alvos para treino) nunca são demais: “Vá lá bater neles até achar que atingiu a perfeição ou testou tudo o que você obteve de informação. Se for tank/healer, saia da receita de bolo de só tankar e healar com sua raid e vá praticar com grupos diferentes. Se for PvP, vá duelar na frente de Orgrimmar e Stormwind ou fazer battlegrounds até cansar”.

Equipamento adequado: Além da estabilidade de um computador capaz de rodar o jogo bem e uma conexão confiável, ainda há mais um detalhe para considerar: a inclusão dos AddOns , que habilitam mudanças na interface do jogo que podem quebrar aquele galho. “Em geral a raid de 25 pessoas é a situação mais exigente dentro do jogo nesse aspecto”, diz Guto. “À medida que for avançando no game, mais o jogador vai ser cobrado pelos outros e, consequentemente, mais vai adquirir um senso disso, buscando melhores resultados. Configure bem as coisas; não adianta ter todos os AddOns do jogo, use o que precisa e o que te faz ser melhor naquilo que você busca”.

Pela Horda! (ou Pela Aliança): Você pode até jogar sozinho, mas é inegável que o título renda mais ao pensar no coletivo. “Escolha bem o seu grupo, mas ao mesmo tempo entregue algo em troca, desenvolva os outros por sua presença. Mude de cabeça da conquista individual para a do grupo. Comunicação, falar bastante, dar detalhes sobre o que precisar, debater rendimento etc… Tudo isso é imprescindível. E é neste ponto que você irá notar os maiores avanços, resultados e recompensas dentro do jogo”.

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BIT.TRIP: FATE pra começar! http://www.jigu.com.br/blog/2010/11/16/bit-trip-fate-pra-comecar/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/11/16/bit-trip-fate-pra-comecar/#respond Tue, 16 Nov 2010 23:27:21 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1063 BIT.TRIP: FATE

A saga espacial do herói pixelado CommanderVideo está quase chegando ao fim, com o lançamento de FATE, penúltimo episódio da série para o Wii, e ver o que aconteceu nela até então põe certas coisas em perspectiva. Alex Neuse, criador da série que já usou muito o nome do personagem como apelido na internet, já confirmou em entrevistas que a série é uma metáfora do ciclo de vida de um ser humano… Espera aí. Como é que é?

Saiu minha crítica de BIT.TRIP: FATE, a primeira que publico no Arena Turbo.  Vai lá! [Atualização: Clique no link abaixo para ler a íntegra da matéria.]

Passando o controle: Quais os jogos do WiiWare que você considera mais interessantes?

BIT.TRIP FATE: Uma jornada rumo ao inevitável

“Eu sou apenas um homem”. Com esta frase, o estúdio americano Gaijin Games promoveu o primeiro episódio da série BIT.TRIPBEAT. Quem diria que esta declaração concisa serviria, de maneira furtiva, como dica sobre a temática geral da série?

A saga espacial do herói pixelado CommanderVideo está quase chegando ao fim, com o lançamento de FATE, penúltimo episódio da série para o Wii, e ver o que aconteceu nela até então põe certas coisas em perspectiva. Alex Neuse, criador da série que já usou muito o nome do personagem como apelido na internet, já confirmou em entrevistas que a série é uma metáfora do ciclo de vida de um ser humano… Espera aí. Como é que é?

É isso aí. Os anteriores BEATCOREVOID e RUNNER abordaram de maneira bem simbólica – e às vezes minimalista – temas como a fecundação, as primeiras sinapses cerebrais, a formação e percepção do eu, e a exploração do grande mundo lá fora. Claro, tudo isso convenientemente disfarçado de jogos de fácil aprendizado (em maioria das vezes, de difícil domínio; sua milhagem pode variar) e combinado com um visual retrô-moderno psicodélico ao volume 11. BIT.TRIP: FATE, o quinto e penúltimo episódio, não quebra o combo e parece brincar com o inevitável: o destino.

Agora, o já citado CommanderVideo terá que enfrentar o vilão Mingrawn Timbletot. Para isto, ele conta com a ajuda de seus novos amigos – que vão de personagens da própria série, como CommandgirlVideo e Junior Melchkin, a “convidados especiais” de outros jogos, como Meat Boy e Mr. Robotube, mascote da produtora de games homônima. Eles aparecem como auxiliares – pense nos “Options” da série Gradius – só que de duração temporária, mudando o padrão dos tiros do jogador.

Coletar os “bits” que os inimigos largam quando detonados aumenta o medidor de energia de CommanderVideo, que evolui de “Hyper” ao tão sonhado “Giga”. Não bastasse ter um paredão de quatro tiros, todos os disparos com a ajuda dos amiguinhos ficam consideravelmente mais eficazes quando você está no “Giga”.

FATE pode ser jogado de duas maneiras: com a combinação dos controles Remote e Nunchuk do Wii, ou com o Classic Controller… e aí começam as subversões de convenções manjadas dos videogames.

Liquidificador de gêneros

Seja lá qual for a opção usada, o analógico serve para guiar CommanderVideo pelo vibe, um trilho longo e sinuoso (olha aí a referência sutil aos rail shooters!) pelo qual ele se desloca, à medida que a tela lentamente rola da direita para a esquerda. Há a combinação de elementos dísparos como os jogos em trilho, normalmente restritivos e lineares, e os shoot ‘em ups de deslocamento horizontal, nos quais é possível pilotar sua nave por todos os cantos.

Ao usar o Remote, uma mira na tela aponta em que direção o jogador vai atirar; já com o Classic, o esquema é similar a jogos como Geometry Wars e Super Stardust HD – uma alavanca movimenta, e a outra dispara na direção desejada. E tome uma subversão simultânea a dois gêneros: os jogos de pistola de luz e os “twin stick shooters”, já que apenas apontar e atirar pode não ser o suficiente (os tiros com a ajuda do Meat Boy são poderosos, mas lentos; já os tiros sinuosos de Mr. Robotube requerem um pouco de adaptação).

Até mesmo o bullet hell é revisitado, e não só pelas enxurradas de tiros: o herói só é acertado pelo fogo inimigo quando atinge seu coração, uma pequena área vermelha que vez por outra aparece em seu corpo. Outra similaridade é que seu personagem se move mais lento enquanto atira. Junte isso à grande varieade de cores e comportamentos dos tiros, e você precisa de fato colocar sua habilidade à prova.

CommanderVideo precisa de um abraço grupal

É curioso ver a diferença de tom deste episódio em comparação aos outros. Rumores de que FATE teria um clima deprimente foram encarados por esse que vos escreve com certo ceticismo. Ledo engano! As planícies coloridas e luxuriantes de RUNNER não estão mais lá, e muito menos o paraíso de cores de BEAT. No lugar disto, vemos esqueletos translúcidos de prédios corporativos e gruas de canteiros de construção. E como se isso não bastasse, vez por outra passa alguma mensagem desoladora, que ocupa a tela inteira: “sem amigos”, “sem amor”, “sem futuro”, “sem razão”.

É, parece que CommanderVideo quebrou um recorde em se tratando de atingir a crise da meia idade, visto que seu primeiro game é de 2009 – e apesar de protagonista da série, ele só nasceu como indivíduo em RUNNER! De BEAT pra cá, o vimos como um espermatozoide digital em processo de crescimento. Ou esta revolta toda seria apenas um chamado às armas? Pois ele não desiste tão facilmente!

Ver sua linguagem corporal mudando de acordo com o nível de energia – indo de seu bracinho pra cima de quem está vendo um show de rock a uma dancinha completa no Giga, no qual ele vira uma pequena máquina de morte flutuante – dá a entender que ele até pode estar chateado com alguma coisa, mas não perder o foco na missão é essencial.

Incentivo à perfeição

Assim como seus antecessores, BIT.TRIP: FATE incita o jogador à perfeição – acredite: você não quer chegar nos chefões com um nível de energia baixo – e retém aquela sensibilidade dos videogames de outrora, mesmo que na roupagem atual. Com tantas emoções conflitantes, fica difícil não ficar curioso com o que o destino – ou melhor, o estúdio Gaijin – reserva para o episódio final da saga de CommanderVideo. Ainda mais quando isto depende diretamente da habilidade, paciência e persistência do jogador. Pensando bem, não é assim que a vida funciona?

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Arena Turbo: here we go! http://www.jigu.com.br/blog/2010/11/15/arena-turbo-here-we-go/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/11/15/arena-turbo-here-we-go/#comments Mon, 15 Nov 2010 13:00:13 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1048 Arena Turbo: here comes a new challenger!

O mistério acabou, galera: agora faço parte da equipe do Arena Turbo, o canal de games do iG. Começando nesta semana, escreverei análises, críticas e outras paradas (vocês verão) sobre jogos para computadores, consoles e portáteis. 🙂 Devo frisar que foi uma grande honra ser convidado para esta nova era do Arena, que conta com uma galera que já conheço há tempos – Bagaço, Teixeirão, BeGod, Miyazawa-sama, estamos aí! – e outros que conheço há menos (e nem por isso menos importantes), como Rique Sampaio, Caio Corraini e Douglas Pereira… de qualquer forma, prazerzaço fazer parte dessa equipe.

Assim que pipocar minha estreia por lá, aviso aqui. E lá vamos nós para a nova aventura!

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