Gaijin Games – Jigu http://www.jigu.com.br o blog de jogos de Pedro Giglio Thu, 19 Aug 2021 17:30:52 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2016/09/JiguComBr-Botao-500x500.jpg?fit=32%2C32 Gaijin Games – Jigu http://www.jigu.com.br 32 32 33514019 Bit.Trip FLUX: Eterno retorno http://www.jigu.com.br/blog/2011/04/15/eterno-retorno/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/04/15/eterno-retorno/#respond Fri, 15 Apr 2011 22:15:37 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1220 Bit.Trip FLUX

Finalmente chegamos ao sexto e último episódio da saga de CommanderVideo. Bit.Trip: FLUX (WiiWare) pode parecer um pouco preguiçoso da parte da Gaijin Games ao revisitar a mecânica de jogo do primeirão da série – ainda mais se considerarmos que CORE, VOID, RUNNER e FATE sempre trouxeram um esquema muito diferente de seus antecessores – mas a impressão que tive é a de um ciclo que se fecha.

É isso aí: a saga Bit.Trip chegou ao fim, e a sensação é uma mistura de nostalgia e felicidade. Leia a análise completa no Arena!

Passando o controle: Qual o seu episódio favorito da série, e por quê?

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BIT.TRIP: FATE pra começar! http://www.jigu.com.br/blog/2010/11/16/bit-trip-fate-pra-comecar/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/11/16/bit-trip-fate-pra-comecar/#respond Tue, 16 Nov 2010 23:27:21 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1063 BIT.TRIP: FATE

A saga espacial do herói pixelado CommanderVideo está quase chegando ao fim, com o lançamento de FATE, penúltimo episódio da série para o Wii, e ver o que aconteceu nela até então põe certas coisas em perspectiva. Alex Neuse, criador da série que já usou muito o nome do personagem como apelido na internet, já confirmou em entrevistas que a série é uma metáfora do ciclo de vida de um ser humano… Espera aí. Como é que é?

Saiu minha crítica de BIT.TRIP: FATE, a primeira que publico no Arena Turbo.  Vai lá! [Atualização: Clique no link abaixo para ler a íntegra da matéria.]

Passando o controle: Quais os jogos do WiiWare que você considera mais interessantes?

BIT.TRIP FATE: Uma jornada rumo ao inevitável

“Eu sou apenas um homem”. Com esta frase, o estúdio americano Gaijin Games promoveu o primeiro episódio da série BIT.TRIPBEAT. Quem diria que esta declaração concisa serviria, de maneira furtiva, como dica sobre a temática geral da série?

A saga espacial do herói pixelado CommanderVideo está quase chegando ao fim, com o lançamento de FATE, penúltimo episódio da série para o Wii, e ver o que aconteceu nela até então põe certas coisas em perspectiva. Alex Neuse, criador da série que já usou muito o nome do personagem como apelido na internet, já confirmou em entrevistas que a série é uma metáfora do ciclo de vida de um ser humano… Espera aí. Como é que é?

É isso aí. Os anteriores BEATCOREVOID e RUNNER abordaram de maneira bem simbólica – e às vezes minimalista – temas como a fecundação, as primeiras sinapses cerebrais, a formação e percepção do eu, e a exploração do grande mundo lá fora. Claro, tudo isso convenientemente disfarçado de jogos de fácil aprendizado (em maioria das vezes, de difícil domínio; sua milhagem pode variar) e combinado com um visual retrô-moderno psicodélico ao volume 11. BIT.TRIP: FATE, o quinto e penúltimo episódio, não quebra o combo e parece brincar com o inevitável: o destino.

Agora, o já citado CommanderVideo terá que enfrentar o vilão Mingrawn Timbletot. Para isto, ele conta com a ajuda de seus novos amigos – que vão de personagens da própria série, como CommandgirlVideo e Junior Melchkin, a “convidados especiais” de outros jogos, como Meat Boy e Mr. Robotube, mascote da produtora de games homônima. Eles aparecem como auxiliares – pense nos “Options” da série Gradius – só que de duração temporária, mudando o padrão dos tiros do jogador.

Coletar os “bits” que os inimigos largam quando detonados aumenta o medidor de energia de CommanderVideo, que evolui de “Hyper” ao tão sonhado “Giga”. Não bastasse ter um paredão de quatro tiros, todos os disparos com a ajuda dos amiguinhos ficam consideravelmente mais eficazes quando você está no “Giga”.

FATE pode ser jogado de duas maneiras: com a combinação dos controles Remote e Nunchuk do Wii, ou com o Classic Controller… e aí começam as subversões de convenções manjadas dos videogames.

Liquidificador de gêneros

Seja lá qual for a opção usada, o analógico serve para guiar CommanderVideo pelo vibe, um trilho longo e sinuoso (olha aí a referência sutil aos rail shooters!) pelo qual ele se desloca, à medida que a tela lentamente rola da direita para a esquerda. Há a combinação de elementos dísparos como os jogos em trilho, normalmente restritivos e lineares, e os shoot ‘em ups de deslocamento horizontal, nos quais é possível pilotar sua nave por todos os cantos.

Ao usar o Remote, uma mira na tela aponta em que direção o jogador vai atirar; já com o Classic, o esquema é similar a jogos como Geometry Wars e Super Stardust HD – uma alavanca movimenta, e a outra dispara na direção desejada. E tome uma subversão simultânea a dois gêneros: os jogos de pistola de luz e os “twin stick shooters”, já que apenas apontar e atirar pode não ser o suficiente (os tiros com a ajuda do Meat Boy são poderosos, mas lentos; já os tiros sinuosos de Mr. Robotube requerem um pouco de adaptação).

Até mesmo o bullet hell é revisitado, e não só pelas enxurradas de tiros: o herói só é acertado pelo fogo inimigo quando atinge seu coração, uma pequena área vermelha que vez por outra aparece em seu corpo. Outra similaridade é que seu personagem se move mais lento enquanto atira. Junte isso à grande varieade de cores e comportamentos dos tiros, e você precisa de fato colocar sua habilidade à prova.

CommanderVideo precisa de um abraço grupal

É curioso ver a diferença de tom deste episódio em comparação aos outros. Rumores de que FATE teria um clima deprimente foram encarados por esse que vos escreve com certo ceticismo. Ledo engano! As planícies coloridas e luxuriantes de RUNNER não estão mais lá, e muito menos o paraíso de cores de BEAT. No lugar disto, vemos esqueletos translúcidos de prédios corporativos e gruas de canteiros de construção. E como se isso não bastasse, vez por outra passa alguma mensagem desoladora, que ocupa a tela inteira: “sem amigos”, “sem amor”, “sem futuro”, “sem razão”.

É, parece que CommanderVideo quebrou um recorde em se tratando de atingir a crise da meia idade, visto que seu primeiro game é de 2009 – e apesar de protagonista da série, ele só nasceu como indivíduo em RUNNER! De BEAT pra cá, o vimos como um espermatozoide digital em processo de crescimento. Ou esta revolta toda seria apenas um chamado às armas? Pois ele não desiste tão facilmente!

Ver sua linguagem corporal mudando de acordo com o nível de energia – indo de seu bracinho pra cima de quem está vendo um show de rock a uma dancinha completa no Giga, no qual ele vira uma pequena máquina de morte flutuante – dá a entender que ele até pode estar chateado com alguma coisa, mas não perder o foco na missão é essencial.

Incentivo à perfeição

Assim como seus antecessores, BIT.TRIP: FATE incita o jogador à perfeição – acredite: você não quer chegar nos chefões com um nível de energia baixo – e retém aquela sensibilidade dos videogames de outrora, mesmo que na roupagem atual. Com tantas emoções conflitantes, fica difícil não ficar curioso com o que o destino – ou melhor, o estúdio Gaijin – reserva para o episódio final da saga de CommanderVideo. Ainda mais quando isto depende diretamente da habilidade, paciência e persistência do jogador. Pensando bem, não é assim que a vida funciona?

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5-Hit Combo: Alex Neuse http://www.jigu.com.br/blog/2010/04/09/5-hit-combo-alex-neuse/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/04/09/5-hit-combo-alex-neuse/#comments Fri, 09 Apr 2010 12:30:34 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=591 (antes de mais nada, um aviso sobre a 5-Hit Combo: contradizendo o plano original de ser uma coluna semanal, orgulho-me de dizer… “a periodicidade que se dane”. Dito isto, vamos nessa!) 🙂

Alex Neuse

Quando comprei a coletânea Midway Arcade Treasures para o GameCube, parte da graça do pacote estava nos extras com depoimentos e curiosidades sobre cada um dos 24 jogos. Sobre o clássico Robotron 2084, uma frase me chamou a atenção: “se fosse possível alcançar o zen Nirvana pela coordenação de mãos e olhos, este jogo seria a ferramenta definitiva de iluminação”. É uma frase para lá de floreada, mas que reflete bem como certos jogos acabam provocando um certo “transe” na hora de jogar…

Uma série recente que costuma provocar este efeito em mim é Bit.Trip, da Gaijin Games para o WiiWare…a combinação da jogabilidade desafiadora e a trilha sonora chiptune ajudam bastante! Por conta disso, o convidado desta edição da 5-Hit Combo é o fundador deste estúdio baseado na Califórnia, Alex Neuse, que aceitou o desafio e selecionou cinco jogos que ele considera terem estas mesmíssimas propriedades sobre o jogador. Aqui segue a lista do Alex… sem ordem específica, com meus comentários sobre os escolhidos:

Every Extend Extra Extreme (XBLA)

1) Every Extend Extra Extreme: esta segunda releitura do clássico freeware (também passou pelo PSP) representa este aspecto muito bem. Afinal de contas, o pulo do gato do game está no controle de sua nave que precisa ser detonada para explodir as demais em uma reação em cadeia… junte isso à música eletrônica – até mesmo as batidas do tema da vez influenciam nisto – e pronto… prepare-se para perder muito, muito tempo tentando manter seus combos intermináveis e não zerar o tempo. E nesta versão ainda dá para colocar suas próprias músicas, proporcionando seu transe personalizado… seja com Underworld, Aphex Twin ou Beto Barbosa.

Rez

2) Rez: além de ser figurinha fácil na lista dos favoritos de tantos entre tantos game designers, a produção da Q Entertainment para o Dreamcast e PlayStation 2 (algumas edições para o console da Sony incluíam um infame acessório USB chamado Trance Vibrator, que foi usado para outros fins em certo momento) e depois uma edição HD na Xbox Live Arcade (que reprisava tal funcionalidade no segundo controle, a gosto do jogador) praticamente foi quem deu o pontapé inicial para os jogos que envolvem o uso interligado entre música, som e jogabilidade – a sinestesia que tanto foi alardeada por Tetsuya Mizuguchi, que por sua vez dedicou o jogo ao artista russo Wassily Kandinsky.

Contra: Shattered Soldier (PS2)

3) Contra: Shattered Soldier: não tive a oportunidade de jogá-lo no PS2, mas pelo que andei vendo por aí, se trata do primeiro jogo em 3D da série a se sair bem aos olhos de crítica e jogadores. Mas se o histórico de Contra serve de referência, não duvido mesmo: levando em conta que o primeiro jogo da série para o Nintendinho tem uma enorme parcela de culpa em fazer com que os jogadores memorizassem o clássico macete da Konami – trinta vidas, ah garoto! – e ainda assim era um jogo desafiador pacas, não há surpresas aqui. Contra é para aqueles de coração forte, e assim continua sendo até hoje.

Gitaroo Man (PS2)

4) Gitaroo Man: além de ter feito um dos meus jogos favoritos para o DS (Osu! Tatakae! Ouendan e sua releitura ocidental, Elite Beat Agents), a iNiS teve este título que não era dos mais populares em sua época de lançamento no PS2, mas que ficou em maior evidência ao pintar em uma edição nova para o PSP chamada Gitaroo Man Lives!. É uma ironiazinha besta do destino, se considerarmos que em todos os jogos da iNiS há o lance de “torcer pelo pequenininho”, simpatizar com aquele que está na roubada e vê-lo dar a volta por cima… enfim, este jogo de ritmo era interessante por misturar o uso dos botões e da alavanca analógica do controle, fazendo o herói U-1 tocar a guitarra mágica que dá nome ao jogo, enfrentar os inimigos e conquistar o coração da gatinha Pico.

Fast Food (Atari 2600)

5) Fast Food: direto do túnel do tempo, um representante da era Atari 2600. Este jogo de 1982 tinha uma regra de ouro: “fique mais gordo”! Isso mesmo: o objetivo era se entupir com o máximo possível de lanches de altas calorias – milkshakes, batatas fritas, sorvetes, cheeseburgers… mas evitando a todo custo os picles (o verde, beleza; o roxo é que não pode). De certa forma, este é o tipo de jogo que poderia ser alvo de crítica hoje em dia, com toda esta onda de preocupação com a obesidade e tudo mais… felizmente, ainda é possível lançar jogos com essa pequena dose de “politicamente incorreto”, como Fat Princess… e olha que teve gente reclamando!

Passando o controle: Por aqui, Tetris e Guitar Hero são dois de muitos jogos que me deixam naquele transe. E você, fica hipnotizado jogando quais videogames? Comente!

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