Clássicos – Jigu http://www.jigu.com.br o blog de jogos de Pedro Giglio Fri, 16 Dec 2011 11:32:48 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2016/09/JiguComBr-Botao-500x500.jpg?fit=32%2C32 Clássicos – Jigu http://www.jigu.com.br 32 32 33514019 Embaixadores 3DS: chegaram os dez jogos grátis de Game Boy Advance http://www.jigu.com.br/blog/2011/12/16/embaixadores-3ds-chegaram-os-dez-jogos-gratis-de-game-boy-advance/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/12/16/embaixadores-3ds-chegaram-os-dez-jogos-gratis-de-game-boy-advance/#respond Fri, 16 Dec 2011 11:29:34 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2135
É isso aí: Link e Ezlo chegam bem acompanhados ao 3DS

É isso aí, pessoal: acabou a espera dos Embaixadores 3DS pelos dez jogos grátis de Game Boy Advance como forma de agradecimento / compensação para aqueles que compraram o mais recente portátil da Nintendo antes de seu corte de preço.

Agora, vou te contar — desta vez, a Nintendo acertou muito a mão na seleção de títulos do GBA: F-Zero: Maximum VelocityFire Emblem: The Sacred StonesKirby & the Amazing MirrorThe Legend of Zelda: The Minish CapMario Kart: Super CircuitMario vs. Donkey KongMetroid FusionWarioWare, Inc: Mega Microgame$Wario Land 4Yoshi’s Island: Super Mario Advance 3.

Para baixá-los, basta seguir… bem, praticamente os mesmos passos de quando liberaram os jogos do Nintendinho:

  • abra o eShop;
  • nele, clique em “Configurações e opções”;
  • clique na opção “Títulos baixados”;
  • procure os jogos em meio à sua lista de downloads e clique “Baixar novamente”;
  • se você vai baixar todos de uma vez, enfileire-os com a opção “Baixar mais tarde” e deixe o 3DS em modo sleep;
  • LUCRO!

(Agora é hora de tirar o atraso e corrigir certas injustiças históricas, como não ter jogado Minish Cap direito.)

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Henry Winkler, o Fonzie, recriado com fidelidade máxima

Afinal de contas, não é todo dia que se vê B.A. Baracus bancando o Donkey Kong ou o Fonzie quase atropelando o sapo de Frogger.

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Embaixador 3DS: seus jogos grátis de NES já chegaram http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/31/embaixador-3ds-seus-jogos-gratis-de-nes-ja-chegaram/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/31/embaixador-3ds-seus-jogos-gratis-de-nes-ja-chegaram/#comments Wed, 31 Aug 2011 14:13:43 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1783 Mario em 3D - fan art
Seria maneiro se fosse assim...

Então você é um Embaixador 3DS – isto é, comprou o mais recente portátil da Nintendo e acessou a loja virtual dele antes do corte oficial de preço – e sabe que tem direito ao download grátis de 20 jogos (metade do Nintendinho, metade do Game Boy Advance)? O lançamento dos jogos de NES estava marcado para amanhã, primeiro de setembro, mas os jogos já estão lá! Se você está com pressa, baixá-los é simples:

  • abra o eShop;
  • nele, clique em “Configurações e opções”;
  • clique na opção “Títulos baixados”;
  • procure os jogos em meio à sua lista de downloads e clique “Baixar novamente”;
  • LUCRO!

Vale notar que não só os dez jogos do NES (Super Mario Bros., Metroid, The Legend of Zelda, Zelda II: The Adventure of Link, Donkey Kong Jr.YoshiIce Climbers, Balloon FightWrecking Crew e NES Open Tournament Golf) estão disponíveis, como também um aplicativo do Embaixador 3DS. Este serve para notificar quando os jogos de GBA sairão – até agora, um vago “até o final de 2011”.

(Particularmente, mal posso esperar para rejogar Metroid Fusion.)

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Teste seu conhecimento de videogames em Arcade Aid http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/22/teste-seu-conhecimento-de-videogames-em-arcade-aid/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/22/teste-seu-conhecimento-de-videogames-em-arcade-aid/#respond Mon, 22 Aug 2011 13:29:20 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1736 Arcade Aid
E aí, consegue identificar os 167 jogos?

Como eu não tinha visto isso antes? Para promover o lançamento de Tron Legacy, o Yahoo lançou o webgame Arcade Aid. Cento e sessenta e sete jogos de várias eras, de clássicos a contemporâneos, são representados nesta enorme cidade em estilo pixel art.

Enquanto alguns são bem fáceis de reconhecer, prepare-se mentalmente para decifrar alguns trocadilhos bizarros em inglês – sem contar, é claro, alguns jogos que talvez você não conheça ou lembre. 🙂 Por aqui, são 40 jogos e contando. 😉

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The World Is Saved: Música para quem não cansa de ser herói http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/16/the-world-is-saved-musica-para-quem-nao-cansa-de-ser-heroi/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/16/the-world-is-saved-musica-para-quem-nao-cansa-de-ser-heroi/#comments Tue, 16 Aug 2011 13:00:21 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1688

Quem nunca virou noite para zerar aquele jogo, se sentiu o mestre do universo por ter salvo o mundo (e às vezes, até mesmo o universo) e ficou com aquele vazio de 5 minutos quando a aventura acabou… só para lembrar que vinha outra missão em seguida no próximo game da fila?

Juro que me emocionei um bocado com esse vídeo.  Depois que fui ver que foi um esforço colaborativo da galera que acompanha o podcast de games da IGN. Bravo, caras, me fizeram verter uma lágrima.

 

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Aled Lewis mistura jogos e pinturas clássicas para a iam8bit http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/15/aled-lewis-mistura-jogos-e-pinturas-classicas-para-a-iam8bit/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/08/15/aled-lewis-mistura-jogos-e-pinturas-classicas-para-a-iam8bit/#respond Mon, 15 Aug 2011 16:52:45 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1679 "Isto pertence a um museu" MESMO
"Isto pertence a um museu" MESMO

Calma, não se trata de mais um capítulo daquela perene discussão “games são arte?” que sempre volta à tona. Aled Lewis é um dos participantes da edição 2011 da exposição iam8bit, na qual artistas apresentam obras inspiradas na cultura gamer dos anos 80. Já rendeu um livro, e outro está por vir.

Cada um dos quadros de Lewis é uma homenagem a um mestre da arte. Salvador Dali, Vincent Van Gogh, Leonardo da Vinci e Edward Hopper são respectivamente revisitados por Indiana Jones, Guybrush Threepwood (Monkey Island), Sonny Bonds (Police Quest) e Larry Laffer (Leisure Suit Larry).

Quer um para sua sala de estar? São 60 quadros numerados e autografados! A exposição deste ano começou no último dia 11 e vai até 10 de setembro em Los Angeles. Olha aí os outros quadros de Lewis abaixo – e eu queria muito o do Larry.

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The Silver Lining: O Retorno do Rei Graham http://www.jigu.com.br/blog/2010/07/11/the-silver-lining-o-retorno-do-rei-graham/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/07/11/the-silver-lining-o-retorno-do-rei-graham/#respond Sun, 11 Jul 2010 13:00:31 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=874 [Post originalmente publicado no Arcadia]

Certas séries são tão queridas por sua base de fãs que acabam rendendo homenagens, que vão de ilustrações, contos, a imaginação era o limite para estes entusiastas. Em muitas ocasiões, grupos ainda mais dedicados chegaram a criar jogos do zero inspirados por suas obras favoritas — só que nem sempre as detentoras das marcas originais levam isto numa boa. Um exemplo disto foi “Chrono Resurrection”, uma recriação para PC do clássico “Chrono Trigger”, originalmente lançado para o Super Nintendo. Meses depois de revelado, o grupo responsável recebeu uma notificação da Square Enix, acarretando o fim do projeto.

Outro que passou bem perto disto acontecer foi “The Silver Lining”, outro jogo grátis a ser inspirado pela série “King’s Quest”. Iniciado em 2002, o projeto encarou muitos obstáculos desde então: em pelo menos duas ocasiões a produção foi suspensa a pedidos das respectivas donas da marca… oito anos depois, a Activision permitiu que o jogo fosse lançado. O primeiro episódio, “What Is Decreed Must Be”, saiu no sábado passado – e de graça, como originalmente planejado – e dá continuidade aos eventos de “King’s Quest VI: Heir Today, Gone Tomorrow”… mas no lugar do príncipe Alexander, voltamos a controlar o herói original da série: o rei Graham. Que precisará descobrir quem foi o mago das trevas que amaldiçoou seus filhos no casamento de Rosella…

The Silver Lining: Encontro de gerações

Mantendo o Nível: Os diálogos e textos do jogo, embora possam se alongar um pouco de vez em quando, são bons. E isto inclui aquele tipo de humor clássico dos adventures clássicos da Sierra On-Line, com aquele arsenal de respostas espertinhas para quando o jogador tentava algo sem pé nem cabeça (como falar com uma objeto inanimado, usar o comando “pegar” em um personagem, etc…).

Honre Sua História: Enquanto o jogo se faz claro sobre as referências aos episódios anteriores, quem os jogou curtirá as referências soltas aqui e ali. Dá para notar que é um trabalho de fãs de verdade. Sendo que o “de verdade” se refere tanto ao trabalho quanto aos fãs, neste caso!

Sentem-se, Vou Contar Uma História: A narração, feita pela cantora Amy Kurylo, é boa – e ela se sai bem tanto nos momentos sérios da trama quanto naquelas horas mais descontraídas. O resto do elenco também é bom, como a voz de Graham e do povo alado.

The Silver Lining: Sempre tem um mago maligno pra estragar a festa

Era Uma Vez um Rei Que Foi Feliz Para Sempre: Este episódio é incrivelmente curto, a ponto de me fazer questionar se os criadores se focaram em contar a história em vez de oferecer enigmas mais difíceis. Em questão de uma hora, se tanto, o jogo acaba. Mas um contato posterior com os produtores confirma que isto só se aplica a este capítulo, já que a ideia original de 2002 não envolvia a divisão em episódios. De qualquer forma, me garantiram que os próximos serão mais longos e desafiadores.

Mostrando a Idade: E não me refiro ao velho Graham. Enquanto o visual do jogo merece elogios em relação à recriação dos ambientes do jogo original e tudo mais, maso visual de certas partes não caiu tão bem. Dá para entender que o material usado para isto seja o próprio engine do jogo (Torque), mas o vídeo de apresentação e tal acaba parecendo um tanto datado por causa da resolução e a conversão do mesmo para um formato de vídeo. As animações faciais ficam estranhas nesta parte — e no jogo, uma ou outra parece mais esquisita, como a do povo alado.

Audiófilo Mala: Enquanto a dublagem é boa, os mais exigentes e preciosistas poderão reclamar da mixagem de áudio das vozes. Às vezes, é possível notar o corte do som ao final de uma frase, além de níveis diferentes para personagens em uma mesma sequência (como quando se usa o ícone de olhar em Graham, e tanto a narradora quanto o herói comentam algo).

Não dá para não imaginar “The Silver Lining” como uma pequena vitória. Foram oito anos atribulados de desenvolvimento, e e não fosse pela insistência do pessoal da Phoenix Online (e o sinal verde da Activision), quem sabe quando veríamos os personagens de “King’s Quest” de novo? Enquanto o jogo tem seus deslizes — sim, é uma experiência frustrantemente curta, e a parte visual é mais bem concebida do que realizada — fica a vontade de ver o que acontece nos próximos episódios. De qualquer maneira, vale tirar o chapéu para os desenvolvedores pela iniciativa.

“What Is Decreed Must Be”, o primeiro episódio de “The Silver Lining”, faz parte de uma série de cinco capítulos a serem oferecidos gratuitamente no site oficial. O jogo não tem classificação etária, mas segue o padrão dos contos de fantasia da série original – portanto, é seguro para toda a família.

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Post-Its + tempo livre nas mãos = Mario, World 1-1 http://www.jigu.com.br/blog/2010/06/21/post-its-tempo-livre-nas-maos-mario-world-1-1/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/06/21/post-its-tempo-livre-nas-maos-mario-world-1-1/#comments Mon, 21 Jun 2010 23:29:42 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=807 Em mais um caso clássico de “muito amor à camisa”:

Passando o controle: Neste vídeo, onde vocês acham que seria a bandeirinha da fase? Ou, ainda, o lar do Bowser?

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O avanço da música no PC segundo Monkey Island http://www.jigu.com.br/blog/2010/05/30/o-avanco-da-musica-no-pc-segundo-monkey-island/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/05/30/o-avanco-da-musica-no-pc-segundo-monkey-island/#comments Sun, 30 May 2010 22:37:13 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=758

Passando o controle: Para os jogadores mais das antigas: qual foi o primeiro jogo que você “ouviu” com uma placa de som no PC?

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Old!Gamer #3… em vídeo? http://www.jigu.com.br/blog/2010/05/18/oldgamer-3-em-video/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/05/18/oldgamer-3-em-video/#comments Tue, 18 May 2010 23:14:32 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=754 Old!Gamer 3 em vídeo

Calma, minha gente, é só uma prévia da revista nas mãos da galera da Editora Europa🙂

(Valeu aí, Fabão, Humberto, Orakio e o resto da equipe.)

Passando o controle: Qual o seu Larry favorito?

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Get Lamp: A origem dos adventures http://www.jigu.com.br/blog/2010/03/29/get-lamp-a-origem-dos-adventures/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/03/29/get-lamp-a-origem-dos-adventures/#comments Mon, 29 Mar 2010 15:46:52 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=546 King's Quest (PC)

Lembro claramente da primeira vez em que vi um computador pessoal rodando um jogo. Na casa de um amigo da época do colégio, fui apresentado na mesma tarde a Montezuma’s Revenge e ao primeiro King’s Quest. Fiquei intrigado pacas ao ver que o jogo da Sierra em questão misturava o controle do bravo sir Grahame (é, com E no final mesmo, depois é que resolveram tirar) e a digitação dos comandos (“open door”, “get key”, etc…). Além de um senhor incentivo para aprender Inglês, o desafio era divertido.

No fim das contas, acabei jogando muitos destes adventures. Enquanto os da Sierra eram animados, outros eram de texto puro, incluindo os nacionais Amazônia (Renato Degiovani) e Av. Paulista (Mauricio Bussab). Outros tinham ilustrações estáticas a cada sala, como The Hobbit. Seja lá qual fosse o estilo de jogo, havia aquela dose de mistério, com aquela dose séria de abstração – tanto para imaginar a ambientação quanto para solucionar os enigmas.

Mas é aquilo, né? O tempo passa, a tecnologia avança e os jogos mudam… Mas nunca é demais reconhecer os feitos dos pioneiros, não é? É exatamente disto que Get Lamp se trata.

Get Lamp

Dirigido por Jason Scott, que também produziu um documentário sobre a era das BBS (dá para notar que não é exagero o “historiador e arquivista digital” no site), Get Lamp reúne depoimentos de vários criadores de games da época – incluindo Brian Moriarty e Steve Meretzky… pois é, gente que criou clássicos como Zork, Leather Goddesses of Phobos e que só os gamers da velha guarda e / ou os estudiosos do tema conhecem – e mais fãs e jogadores do gênero, incluindo o polêmico John Romero.

O projeto já começou faz tempo – o primeiro trailer é de 2007 – mas o mesmo foi reapresentado durante a edição mais recente da Penny-Arcade Expo, pois o filme foi concluído – uma versão mais compacta foi exibida no evento – e o DVD já está em pré-venda no site oficial. E se você só quiser assistir o filme, sem problema: é provável que este seja distribuído gratuitamente sob a licença Creative Commons – na opção escolhida por Scott, com reconhecimento do autor e sem fins lucrativos.

Passando o controle: Você pegou esta época? Se sim, quais os seus adventures clássicos favoritos? E se não pegou, consegue imaginar um jogo apenas com texto?

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5-Hit Combo: Mark Baldwin (Team 17) http://www.jigu.com.br/blog/2010/03/12/5-hit-combo-mark-baldwin-team-17/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/03/12/5-hit-combo-mark-baldwin-team-17/#comments Fri, 12 Mar 2010 12:30:12 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=396 Mark Baldwin (Team 17)

Nesta semana, Mark Baldwin – produtor da Team 17 – é o convidado do 5-Hit Combo. E sim, ele também deu seu pitaco sobre jogos clássicos e esquecidos que mereciam um remake. Baldwin ressalta: “estes não são meus jogos favoritos, mas aqueles que eu gostaria de ver recriados”. Tranquilo, Baldwin. Vamos ver qual foi sua seleção:

Flashback (Mega Drive)

1. Flashback (Megadrive): “Um jogo de visual ótimo para sua época, unindo jogabilidade ótima com animação fantástica e telas de fundo totalmente desenhadas à mão. Houve um tipo de sequência chamada Fade to Black com o mesmo personagem, mas com jogos como Shadow Complex por aí, este está maduro para um remake.”

One Man and His Droid (C64)

2. One Man and His Droid (C64): “Na época quando a Mastertronic tinha uma linha de jogos a £1.99, este me manteve ocupado por muito tempo com a mecânica de jogo simples e elementos de puzzles (sou um pouco pato por quebra-cabeças). Baseado no programa de televisão tipicamente inglês One Man And His Dog, este era incrivelmente surreal e eu adoraria ver uma nova versão dele.”

International Karate + (Amiga)

3. International Karate + (Amiga): “Originalmente feito para o Amstrad 8-bits, C64 e Spectrum. A versão para o Amiga parecia incrível e jogava como um sonho. No game, três caras lutavam entre si em uma praia, tentando ser o primeiro a marcar seis pontos. A cada dois rounds, havia um jogo bônus que envolvia rebates bolas quicantes ou chutar bombas para longe. Muito divertido.”

Gods (Amiga)

4. Gods (Amiga): “Como maioria dos jogos dos Bitmap Brothers, Gods tinha visual e música ótimos mas também era um jogo de plataforma bem esperto se não me falha a memória, com uma inteligência artificial impressionante que parecia se adaptar à maneira que você jogava. Este também tinha bastante profundidade para um jogo de plataforma, incluindo a capacidade do jogador modificar as armas que pegava.”

Space Hulk (PC)

5. Space Hulk (Amiga, “mas joguei-o no PC”): “Este é um daqueles jogos que realmente me assustaram quando eu jogava. Você poderia passar muito tempo planejando suas manobras só para vê-las dando horrivelmente errado. Até hoje eu me lembro da atmosfera, as instruções para cada missão e os efeitos sonoros assustadores. “Purge the enemy” [“Elimine o inimigo”] 🙂

Passando o controle: Ainda tem muito jogo bom das antigas que continua no esquecimento. Faça sua voz ser ouvida e comente quais clássicos você gostaria de rever!

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Coração oito-bits http://www.jigu.com.br/blog/2010/03/08/coracao-oito-bits/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/03/08/coracao-oito-bits/#respond Mon, 08 Mar 2010 12:30:56 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=488

Na sexta-feira passada, a Gaijin Games disponibilizou o primeiro trailer de Bit.Trip: Runner, o quarto jogo de CommanderVideo para o WiiWare. A série é conhecida por ter um visual que mistura aqueles gráficos simplérrimos da época do Atari com elementos 3D, muitas cores psicodélicas e uma trilha sonora no estilo chiptune — sabe como é, com aqueles timbres que poderiam muito bem ter sido do Nintendinho ou do Master System. Além de ser a primeira vez em que o personagem é controlado diretamente, o trailer me deixou emocionado – mais uma vez – por conta de mais referências aos clássicos. O que é aquela fase parecendo Pitfall? Com o logotipo da empresa no rodapé, que nem o da Activision na época?

Rocket Riot

Acho particularmente refrescante ver alguns estúdios honrando o passado e história dos videogames, fugindo (mesmo que, às vezes, apenas tematicamente) para o extremo oposto dos gráficos hiperrealistas que tantos estúdios, como a Crytek e a Epic, têm como meta e cada vez mais se aproximam. Outro exemplo que me divertiu bastante foi Rocket Riot, um joguinho de combate multiplayer para a Xbox Live Arcade onde os elementos destrutíveis se despedaçam em pequenos cubinhos, como se fossem os pixels. E sim, o design dos personagens e cenários também bebem um bocado nos graficos de outrora, mas em 3D.

3D Dot Game Heroes

Agora, se há um jogo que parece misturar tudo isto ao mesmo tempo, é o 3D Dot Game Heroes. Este joguinho da From Software para o PlayStation 3 tem seus personagens e cenários criados como uma mistura dos gráficos quadradões da era 8-bit e os “dot puzzles”, quebra-cabeças vendidos no Japão em que o objetivo é recriar os personagens espetando bloquinho a bloquinho em um tabuleiro na vertical. Não entendeu? É isso aqui:

Dot-S Puzzle Mario

Não contente do visual ser assim, a jogabilidade em si parece lembrar outros jogos das antigas, como The Legend of Zelda. E não contente com isso, ainda rolam outras referências bem bacanas, como um personagem que lembra o minerador de Spelunker… e as telas de carregamento mostram recriações engraçadinhas das ilustrações de caixas de outros jogos, como este Castlevania:

3D Dot Heroes x Castlevania

As novas gerações podem entender a importância e a graça de aparecer algo assim, mas tenho a impressão de que só aquele jogador mais “macaco-velho” (*ahem*) saca como ver essas paradas é legal.

Passando o controle: Qual a sua era favorita dos consoles, e por quê?

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5-Hit Combo: Mark Dimond (Team 17) http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/26/5hc-mark-dimond-team-17/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/26/5hc-mark-dimond-team-17/#comments Fri, 26 Feb 2010 12:30:08 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=387

O 5-Hit Combo desta semana conta com a participação de Mark Dimond, game designer da Team 17. Assim como seu colega de trabalho John Dennis, Dimond comentou a fundo cinco clássicos de outrora que mereciam um remake. Dimond ofereceu uma listinha estrelada por armaduras de combate futuristas, bebês pra lá de aloprados, o aprendizado do voo (com uma comparação bem curiosa sobre os jogos da Nintendo, inclusive), um quebra-cabeças de plataforma isométrico e um clássico de estratégia da era 16-bit.

Com vocês, a lista de Dimond!

Cybernator / Valken (SNES)

1) Cybernator (SNES): “Este dava ao jogador uma imensa sensação de poder, pisoteando por aí em uma grande e suja armadura de combate e os gráficos eram lindos para a época. Quando você preenchia por completo o poder, do laser do seu mech ocupava metade da largura da tela… agora isso é que é arma! Grandes chefes, e uma fase onde você lutava enquanto reentrava na atmosfera. Porém, o melhor de tudo era poder esmagar as pessoas com seu pé de metal gigante! (Aparentemente, houve um remake no PS2… mas eu era pobretão, nem me lembro)”.

Jack the Nipper (ZX Spectrum)

2) Jack the Nipper (ZX Spectrum): “Este jogo me viciou. Plataforma, música ótima (para o Speccy) e vários puzzles. Eu queria ser Jack the Nipper, talvez fosse pelo lance de vestir fraldas.” [N.E.: Nem brinca. Eu me amarrava nos dois para o MSX, o segundo era divertido demais.]

Pilotwings (SNES)

3) Pilotwings (SNES): “Este jogo deu início à ideia de ‘ilha de atividades esportivas’ que Wii Sports Resort continua hoje. Mas Pilotwings fez isto bem melhor sem todo o balanço do Wii Remote. Então onde está a sequência decente (ignorando aquela meia-boca do N64)? Só de pensar nele me dá vontade de desembalar o para jogar os desafios do Rocket-Pack, e ficar vagando naqueles aneis em Mode 7.”

Head Over Heels (ZX Spectrum)

4) Head Over Heels (ZX Spectrum): “Perdi tantas horas da minha infância com este jogo. Os quebra-cabeças eram demoníacos. Head flutuava depois de um pulo e podia disparar rosquinhas mortíferas, e Heels era um cara rapidinho com um pulo ainda mais alto. O que o tornava brilhante era a maneira como você tinha que usar os atributos únicos a cada carinha para passar de sala a sala, se unindo e separando de novo à medida que os puzzles pediam. Acho que lembro de um dos inimigos parecer o Príncipe Charles?!? Banjo-Kazooie pode ter surrupiado a ideia mais adiante, mas Head Over Heels tinha mais personalidade.”

Herzog Zwei (Mega Drive)

5) Herzog Zwei (Mega Drive): “Um ETR [estratégia em tempo real] onde o ‘cursor’ na verdade é uma nave de transporte que pode se transformar em um robô e se meter no campo de batalha com seus soldados! Não era bem profundo pelos padrões de hoje, lembro que a inteligência artificial deixava um pouco mais do que a desejar mas isto era metade da diversão, armando uma investida ao construir um exército enorme de tanques e soldados e soltando todos em suas bases e vê-lo se agitando para tentar manter a situação sob controle. E é o dobro da diversão pois você podia jogar o arco da história de duas formas, dependendo de qual lado você escolheu no começo.”

Passando o controle: Vamos lá, fique à vontade para revelar nos comentários que clássicos você gostaria de ver refeitos para os sistemas atuais. 🙂

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Réquiem para um gênio na garrafa http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/23/requiem-para-um-genio-na-garrafa/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/23/requiem-para-um-genio-na-garrafa/#respond Tue, 23 Feb 2010 18:40:25 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=411 Quem cresceu nos anos 80 e gostava de videogames passou por poucas e boas quando o assunto era o lançamento de algum jogo baseado nas séries, desenhos e filmes da época. Sim, havia a ocasional pepita de ouro no meio da lama (o Batman da Sunsoft que o diga!), mas era realmente complicado quando grande parte destes jogos eram verdadeiras tranqueiras. Enfim, o tempo passou, estas crianças dos anos 80 cresceram e algumas continuam jogando videogames… e é aquilo: nostalgia vende.

Quando anunciaram a produção de Tatsunoko vs. Capcom: Cross Generation of Heroes para os arcades, de cara imaginei que era o tipo de coisa que jamais sairia no ocidente. Afinal de contas, os fliperamas já não andam tão bem das pernas em se tratando de popularidade há mais de dez anos, e daria trabalho ver um jogo onde metade do elenco de lutadores é composto por vários personagens clássicos de anime que pouca gente deste lado do Pacífico conhece.

Aí anunciaram que sairia para console… no Wii. Com personagens extras. E qual não foi minha felicidade quando li que Hakushon Daimaou era um deles. “Haku quem?, você pergunta. Talvez você seja novo para conhecê-lo, mas se você é old-school, refresco sua memória com a imagem abaixo:

Hakushon Daimaou, ou Gênio Maluco

Sim, ninguém menos que o Gênio Maluco! Perdi a conta de quantas manhãs eu perdi assistindo as aventuras de Zeca (nome tipicamente japonês, né… heh heh, viva a dublagem!) e o gênio gorducho que saía da garrafa quando alguém espirrava e tinha uma fixação por bolinhos de carne (quibes?).

Fiquei feliz por um tempo, pois imaginei que o anime original já era antigo o suficiente para ninguém mais dar bola ao ver em um lançamento ocidental – por mais que o desenho tenha sido exibido novamente no final dos anos 90, quando finalmente obteve distribuição nos Estados Unidos, o original é de 1969 e fez mais sucesso nos países de idiomas latinos. Ainda assim, eu não tinha muita certeza de como aquelas aventuras aleatórias dos personagens renderiam um bom jogo, como no episódio em que eles precisam levar um pinguim de volta ao ártico… não que isto fosse, em princípio, problema meu; não sou game designer, né?

Então, milagre dos milagres, o jogo foi anunciado para fora do Japão! Personagens extras! Partidas online! Um jogo inédito da série Vs. Capcom!

Qual não foi minha surpresa, para não dizer decepção, ao saber que o pobre Daimaou ficou de fora da festa por questões de problemas com o licenciamento do personagem… E nem se trata de uma complicação relativa ao lançamento fora do Japão, pois o relançamento desta versão com extras – agora chamada Tatsunoko vs. Capcom: Ultimate All-Stars – também deixará o gênio balofo de fora…

Enquanto “Tatsunoko vs. Capcom” se revelou um jogão de luta que todos os fãs do gênero deveriam jogar, agnósticos de plataformas, não consigo evitar a lágrima nostálgica ao pensar no que poderia ter sido o único jogo com a participação do gênio que alegrou minhas manhãs. Fiquemos com uma vídeo-montagem dos melhores momentos do personagem no lançamento original japonês, com direito a um remix do tema original do anime como trilha sonora.

Descanse em paz, doce príncipe dos quibes.

Passando o controle: “Pô, mas Zillion também era da Tatsunoko e merecia um jogo novo.” É, eu sei! Mas diga lá: agora que os consoles conseguem trazer estas experiências audiovisuais bacanas, que desenhos e seriados das antigas poderiam funcionar nos sistemas atuais?

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5-Hit Combo: John Dennis e os clássicos que mereciam voltar http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/19/5-hit-combo-john-dennis-e-os-classicos-que-mereciam-voltar/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/19/5-hit-combo-john-dennis-e-os-classicos-que-mereciam-voltar/#comments Fri, 19 Feb 2010 12:00:33 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=372 John Dennis (Team 17)

O Carnaval acabou, e chavões à parte, agora o ano começa de verdade. Chega de calor, folia, boa companhia, e voltemos ao trabalho! E para começar direito, é hora de lançar uma nova série de posts: 5-Hit Combo! Sim, é inspirado no artigo anterior a este, onde eu e convidados especiais relatamos listas com (adivinhem?) cinco respostas sobre o assunto da vez.

O primeiro 5-Hit Combo com este nome – vá lá, viva a continuidade retroativa – tem como convidado John Dennis, gerente de design da Team 17 que tive a oportunidade de entrevistar recentemente. Aproveitando que a produtora de “Worms” tem cerca de 20 anos de existência e um bocado de história vista para contar, o tema da vez é “que jogos clássicos e ainda sem remakes mereciam uma nova versão?”.

Dennis afirmou que não teve um Amiga na época, e sim um Commodore 64 e um ZX Spectrum, para aí sim pular para o Mega Drive (que coisa… comigo foi parecido, pulei a era dos consoles 8-bit – joguei muito na casa dos amigos – por ter o MSX e só voltei no Super Nintendo!). Vamos aos clássicos sugeridos por Dennis!

Summer Games

1. Summer Games / Winter Games (C64): “Ótimos jogos multiplayer, e cada evento tinha sua própria mecânica de jogo bem balanceada. Bem, exceto a patinação, que parecia durar uma eternidade. Todos detestavam quando chegava sua vez nessa.”

Paradroid

2. Paradroid (C64): “Conceito brilhante. Eu não sei porque nunca teve um remake [N.E.: O mais próximo disto foi Paradroid ’90, lançado cinco anos depois no Amiga e Atari ST]. Minha única decepção foi completar a primeira nave e descobrir que a segunda era idêntica.”

Uridium

3. Uridium (C64): “Jogo de tiro espacial lindamente equilibrado, com visuais estonteantes para a época, e uma trilha e efeitos sonoros que realmente te deixavam tenso.”

Pitstop 2

4. Pitstop 2 (C64): “Simplesmente hilário no multiplayer. Com os pneus que mudavam de cor antes de explodirem, este deixava táticas de colisão estilo Schumacher muito eficientes!”

Alien 8

5. Knightlore / Alien 8 (ZX): “Os jogos da Ultimate eram incríveis, e pareciam bem à frente de seu tempo.  No entanto, nunca consegui terminar nenhum deles…”

Passando o controle: Você tem algum favorito das antigas que merecia um remake, mas que ainda não o teve? Liste nos comentários quais são!

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Entrevistei o gerente de design da Team 17… http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/10/entrevistei-o-gerente-de-design-da-team-17/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/10/entrevistei-o-gerente-de-design-da-team-17/#respond Wed, 10 Feb 2010 17:55:20 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=357 Team 17

Minha entrevista com John Dennis, gerente de design do estúdio britânico Team 17 – mais de vinte anos de carreira e ainda independentes – foi ao ar no FinalBoss:

Lá em 1995, vocês lançaram o primeiro “Worms”. Vocês esperavam que se tornasse um sucesso tão perene? Na sua opinião, quais os elementos que o tornaram popular a longo prazo?

Bem, as vendas do jogo [“Worms”] se aproximam dos 20 milhões desde sua criação, e eu não acho que ninguém poderia prever isso. Claramente há algo nele que as pessoas gostam: o senso de humor, o multiplayer social, a violência de história em quadrinhos, as mecânicas de fácil compreensão, o fato que é um jogo fácil de jogar e difícil de dominar. Todas estas coisas são importantes, mas também há uma mágica… algo que eu não acho que alguém realmente consiga apontar. Algo que permitiu que ele continuasse a se espalhar e achar novos fãs. Se você pudesse engarrafar isto e somá-lo a qualquer outro jogo você estaria feito.

Leia a entrevista na íntegra no FB.

Passando o controle: Worms, Alien Breed, Body Blows… Qual o seu jogo favorito da Team 17?

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Será que Sonic 4 vai quebrar o ciclo? http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/04/sera-que-sonic-4-vai-quebrar-o-ciclo/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/02/04/sera-que-sonic-4-vai-quebrar-o-ciclo/#comments Thu, 04 Feb 2010 13:58:10 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=335 Sonic the Hedgehog 4

O que é o timing, né? Um dia depois de publicar um post sobre jogos episódicos aqui no blog, a Sega revela que Sonic the Hedgehog 4 – até então só era conhecido pelo codinome “Project Needlemouse”; em Japonês, ouriço é “harinezumi”, que une as palavras “agulha” e “rato”… sacaram? – será um vendido em capítulos por download no Xbox 360, PlayStation 3, Wii e mais algum sistema a ser anunciado (PC? iPhone? Zeebo?). Vá lá, tenho noção que o ouriço azul não é precisamente popular por sua trama densa… se tanto, complicar a simplicidade bela dos jogos da era Mega Drive só piorou as coisas, já que grande parte dos games 3D de Sonic e seus amiguinhos foram despencando em qualidade com o tempo.

Juro que bateu uma felicidade quando vi Sonic Unleashed bebendo da fonte dos clássicos — até, é claro, a Sega botar tudo a perder incluindo fases de ação e pancadaria com o herói se transformando em um lobisomem. Lobisouriço. Ouriçomem. Ah, sei lá, enfim… ver que os melhores jogos recentes do ouriço foram os em disposição 2D nos portáteis, como Sonic Rush e Sonic Rivals, faz pensar. Fico na esperança de que este seja o jogo que quebrará o infame “Sonic cycle”, o ciclo vicioso dos jogos do personagem que se vê entre seus fãs? Segue uma tradução de uma das muitas definições que se vê por aí na net:

Fase 1: Primeiras informações do novo jogo de Sonic são reveladas; amigos de Sonic estão ausentes; as esperanças aumentam; os fãs afirmam que é a volta triunfante do personagem.

Fase 2: Novas telas e informações são divulgadas. Amigos de Sonic aparecem, e alguns inéditos também. A jogabilidade parece a mesma de sempre, e a esperança despenca.

Fase 3: O jogo é lançado, as resenhas o massacram, todos ficam desapontados e os fãs afirmam que jamais serão enganados novamente.

Volte à fase 1, enxágue e repita.

“Sonic the Hedgehog 4 – Episode I” sai no terceiro trimestre, e a empresa promete uma experiência mais próxima dos clássicos da série, com alguns novos itens extras e o inevitável gancho para o episódio seguinte. Esperemos que fique bacana o suficiente para tirar a má impressão do consciente coletivo gamer, o que rendeu piadas recentes como esta:

[collegehumor 1928753]

Passando o controle: Na sua opinião, que outra série de outrora poderia receber um tratamento similar?

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Circus Charlie: Capitalismo versus Comunismo http://www.jigu.com.br/blog/2009/11/07/circus-charlie-capitalismo-versus-comunismo/ http://www.jigu.com.br/blog/2009/11/07/circus-charlie-capitalismo-versus-comunismo/#respond Sat, 07 Nov 2009 19:00:22 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=141 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Em uma lista de discussão que assino com mais jornalistas de games e tecnologia – onde discutimos não só os rumos da indústria e a jogabilidade como também costumamos descarrilhar o assunto quando menos se imagina, porque ninguém é de ferro – veio à baila a maneira como certos veículos de imprensa comentavam os videogames de outrora, como o jornal New York Times o fez em outras ocasiões.

Ler algumas delas me fez lembrar de um texto em particular que escrevi nas priscas eras das BBS – foi na saudosa High Sorcery, pra ser mais preciso – em que eu claramente via mais do que havia para ser visto em um clássico dos arcades: “Circus Charlie”, da Konami. Infelizmente, isso é tão antigo que nem o sysop tem no backup da base de mensagens; felizmente, parece que eu tenho tempo livre o suficiente nas mãos para escrever uma versão revisitada do texto em questão.

(como é de se esperar, não é um texto a ser levado a sério – a não ser que você seja um neocomunista de universidade particular, curta teorias da conspiração, veste chapéus de papel laminado, e assim por diante)

Circus Charlie

Lançado nos fliperamas em 1984, “Circus Charlie” poderia se passar por um singelo jogo de ação arcade onde o protagonista se esforça para encantar seu público com suas peripécias circenses. O que poucos notam: o subtexto glorificando o capitalismo (ou criticando, dependendo de suas inclinações particulares) e o comunismo. Comecemos pelo título, que evoca um nome tipicamente americano (“Charlie”, o nosso “Carlinhos”), e o fato dele ser um palhaço de cabelo loiro e olhos azuis não ajuda muito a evitar uma representação pejorativa.

Na primeira fase, Charlie segue montado em um leão – clara alusão ao Imposto de Renda, às taxas e tudo mais – e faz de tudo para obter os cobiçados sacos de dinheiro, incluindo arriscar sua vida ao saltar por argolas em chamas. Na segunda fase, o herói caminha na corda-bamba enquanto macacos de pelagem vermelha (*cof* comunistas *cof*) tentam impedi-lo – e olhe que nem chegamos a citar aos símios rosados e saltitantes…

O terceiro passo desta jornada envolve pular em tambores elásticos enquanto atiradores de facas e cuspirores de fogo tentam demovê-lo da ideia, já que os trampolins o projetam cada vez mais próximo ao céu vermelho sobre a lona desenhada no display de pontuação (e note que nesta fase Charlie pode atravessá-lo, em um claro exercício de metalinguagem). Na quarta fase, o palhaço caminha sobre uma bola – como se controlasse o mundo, como o balão em “O Grande Ditador”, de Charlie Chaplin. Este estágio marca um rito de passagem – afinal de contas, o herói já parece confortável com a ideia de passar de uma bola para outra, de um mundo para outro.

Conforme esperado, a esta altura do campeonato o jogador já está tão imerso no ideal capitalista que nada mais parece uma ameaça para demovê-lo desta ideologia.

Enquanto o leão do começo do game era domado (ele pode ser controlado diretamente: pare! avance! recue! pule!), na quinta fase o jogador está montando um cavalo branco em disparada enquanto o próprio Charlie pula em trampolins dispostos no picadeiro. O animal, quase incontrolável, pode ser visto como o inevitável progresso; os trampolins, como no exemplo da terceira fase, projetam o jogador às alturas, como se referenciando o êxito inquestionável, over the top. Na sexta e última fase, uma das mais arriscadas atividades do circo – o trapézio – mostra não apenas Charlie como outros palhaços seguindo o mesmo ideal; palhaços se ajudando (ou não, pois eles nem sempre te seguram) para o bem comum. E o trampolim, sempre presente, está lá para trazê-lo de volta caso tudo falhe.

É por conta desta série de fatores que acredito que “Circus Charlie” é apenas um dos jogos que merecem uma leitura e interpretação mais apuradas. Os sinais podem ser claros, mas nem sempre são interpretados da maneira desejada. E pense duas vezes antes de colocar mais uma ficha nesta máquina.

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Girando o plano: o entrevistado fui eu! http://www.jigu.com.br/blog/2009/07/24/girando-o-plano-o-entrevistado-fui-eu/ http://www.jigu.com.br/blog/2009/07/24/girando-o-plano-o-entrevistado-fui-eu/#respond Fri, 24 Jul 2009 19:00:19 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=130 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Como alguns de vocês já sabem, eu sou redator de um site de games, e trabalho nesta área desde 2004 (o que é bom, porque eu já gosto do assunto desde pelo menos 1985). Jogar as novidades – boas ou ruins, naturalmente – e cobrir as notícias todo dia é o que ocupa boa parte do meu dia… e parte disto envolve a prospecção destas informações em outros sites, e grande parte deles compartilha de um aspecto em comum: suas comunidades virtuais.

Seja em formato de fórum, seção de comentários, listas de discussão e afins, uma verdadeira legião de fãs de jogos expõem suas opiniões, batem boca e defendem seu console do coração – infelizmente, às vezes tendo que recorrer a argumentos desmerecendo o trabalho das rivais… mas sabe como é, este tipo de coisa que acontece em praticamente todo meio: futebol, política, música, cinema, literatura, e a lista segue – com uma paixão invejável. Eu mesmo participei (e ainda participo um bocado) de muitas destas, oferecendo a minha impressão das coisas e trocando ideias com a galera.

A galera que acessa o FinalBoss não é exceção. Um dos leitores do site, o Evandro “Boêmio”, começou a realizar entrevistas via Internet com leitores do site – e qual não foi minha surpresa quando ele perguntou se eu gostaria de participar. Claro que aceitei, né? Afinal de contas, eu sempre curti bastante esta dinâmica da comunicação online, né – e enquanto emito minha própria opinião, e não a do site com o qual colaboro, acho legal que eles saibam um pouco mais sobre aqueles que trabalham para trazerem notícias a leitores que, assim como eles, sempre ficam à par das novidades.

Confiram a entrevista animada em três partes a seguir – onde comento o começo da minha carreira, os sistemas da atualidade, a sempre difícil lista dos cinco favoritos, esse tipo de coisa – e se você não faz ideia do que algumas expressões e citações presentes signifiquem, fica a dica de visitar a notinha sobre a entrevista no site, ou o minifórum particular do Boêmio.

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Banda marchante homenageando clássicos dos games http://www.jigu.com.br/blog/2008/12/06/banda-marchante-homenageando-classicos-dos-games/ http://www.jigu.com.br/blog/2008/12/06/banda-marchante-homenageando-classicos-dos-games/#respond Sat, 06 Dec 2008 19:00:16 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=128 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Agora peraí que eu vou pegar um lencinho ali para enxugar a lágrima.

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Demakes: a nostalgia retroativa dos games http://www.jigu.com.br/blog/2008/08/28/demakes-a-nostalgia-retroativa-dos-games/ http://www.jigu.com.br/blog/2008/08/28/demakes-a-nostalgia-retroativa-dos-games/#respond Thu, 28 Aug 2008 14:00:28 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=100 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

De uns tempos para cá, várias desenvolvedoras de jogos têm reafirmado sua veia “oldschool” ao homenagearem clássicos dos videogames, seja com novas franquias (como o minimalismo vetorizado de Geometry Wars: Retro Evolved 2 e a iconografia estilo 8-bit dos menus e itens de No More Heroes) ou com seus clássicos (a Capcom e seu fantástico remake Bionic Commando Rearmed, e a inusitada seqüência Mega Man 9, que apesar de recente usa e abusa do visual da era NES, com direito aos bugs e limitações da época… opcionais, mas mesmo assim estão lá).

Hoje mesmo pipocou uma entrevista do Tomonobu Itagaki, ex-funcionário da Tecmo e produtor de Ninja Gaiden e Dead or Alive, que em meio à sua atividade favorita que não envolve jogos — isto é, tomar uns gorós — falou que “fazer jogos para o Nintendinho é mais difícil do que para o PlayStation 3”. Particularmente, acho que é galhofa da parte dele, já que em toda e qualquer geração os criadores de jogos têm que levar as limitações de cada console na hora de criar seus jogos. Ou você acha que um Gears of War sairia para Atari 2600?

Metal Gear Solid 4 (NES Demake)

Curiosamente, uma galera online tem feito algumas imagens que divertem profundamente, os “demakes” de jogos. A premissa é: e se tal jogo atual fosse lançado para um sistema mais antigo? Halo para Game Boy? Metal Gear Solid 4 para NES? Pois é, esta brincadeira rendeu um bocado de imagens estáticas — e tem gente chorando que queria vê-los em forma de jogo mesmo! — e vale dar uma conferida e tentar reconhecer que joguinho é aquele.

Mockup Frenzy #3 @ Way of the Pixel

Bootleg Demakes @ TIGForums

E aí, qual destes vocês gostariam de ver refeitos de uma forma mais simples? Acho que BioShock ficaria maneiro.

BioShock (Game Boy Demake)

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Games são para crianças, inclusive as que já cresceram http://www.jigu.com.br/blog/2008/08/16/games-sao-para-criancas-inclusive-as-que-ja-cresceram/ http://www.jigu.com.br/blog/2008/08/16/games-sao-para-criancas-inclusive-as-que-ja-cresceram/#respond Sat, 16 Aug 2008 19:00:32 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=95 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Aproveitando o embalo do post anterior, eu estava pensando comigo mesmo sobre certas coisas relacionadas a videogames. Desde sempre eu fui um grande fã… meu primeiro jogo foi Donkey Kong, que veio junto com meu Coleco Gemini (um dos clones do Atari 2600). A impressão geral foi, por muito tempo, que se tratava de um passatempo direcionado apenas às crianças.

Vamos partir do princípio que os jogos para computador mesmo já tinham temáticas que não direcionadas aos mais novinhos — talvez pelo fato do computador ser, originalmente, uma ferramenta puramente de trabalho e estudo. Mesmo assim, foi neles que apareceram jogos como Prince of Persia (que já apresentava sanguinolência e violência gráfica uns bons 9 anos antes do polêmico Grand Theft Auto), SimCity (de grande apelo entre os gamers mais velhos — houve até uma ocasião em que dois candidatos a prefeito nos EUA viraram a noite jogando para ver quem se saía com a melhor pontuação!) e Flight Simulator (até hoje usado por pilotos profissionais!).

À medida que os sistemas foram ficando mais refinados na parte audiovisual, a atenção do público foi aumentando… e a dos criadores de jogos também. A percepção pública dos videogames foi mudando, principalmente a partir do momento em que jogos com temáticas mais violentas e explícitas foram aparecendo. Tenho certeza de que uma classificação etária para software é necessária (Mortal Kombat e Carmageddon mandam um ” oi” ). Curiosamente, ainda há quem fique naquela ondinha de negação e auto-afirmação adolescente (“eu só gosto de jogo de tiro e guerra, Mario e Sonic é pra criança”), mas tendo a acreditar que isso perca a força ao longo do tempo — sumir por completo não, porque o comportamento “não sou criança, já sou crescido” é parte da natureza humana.

É capaz disto seguir neste rumo por várias razões: as gerações que cresceram com os videogames já são adultas, e muitos destes continuam jogando… e considerando que muitos já têm (ou estão começando a ter filhos), há o prolongamento da tradição — e os pais mais responsáveis não vão deixar um filho de 6 anos jogar Resident Evil, como foi o caso de uma troca que fiz na era GameCube… o pai comprou o jogo pro garoto e ambos chegaram à conclusão que aquilo não era para eles no momento.

Outro fator que pesa nisso é o público expandido, que viu no Wii, DS, Guitar Hero e Dance Dance Revolution que, sim, existe uma experiência divertida e acessível… e abrindo portas aos outros jogadores. Particularmente, eu acho que todo mundo é um gamer em potencial, só faltando encontrar qual o jogo que o conquistará.

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Mentes criativas da indústria dos games http://www.jigu.com.br/blog/2008/06/29/mentes-criativas-da-industria-dos-games/ http://www.jigu.com.br/blog/2008/06/29/mentes-criativas-da-industria-dos-games/#respond Sun, 29 Jun 2008 19:00:40 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=85 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Puxando a dica e aceitando o convite do Ryunoken, resolvi participar da série de artigos — foi mal, mas me recuso a chamar de “meme”, já que o termo é meio utilizado a bangu por aí, quando o significado nem é bem esse — de homenagear e comentar sobre os game designers que mais me soam criativos na indústria. Sei que é um negócio complicado, quase ao ponto de “escolha seu filho favorito”, e evitar repetir certos monolitos negros de 1:4:7 da indústria é praticamente impossível.

Enfim, não é porque não escrevi sobre alguns que não aprecio seus trabalhos — mas vamos lá, os que mais me fazem comprar seus jogos confiando em um bom trabalho:

Shigeru Miyamoto: o mítico designer da Nintendo tirou a indústria dos consoles do buraco nos anos 80 ao lançar Super Mario Bros. para o Nintendinho. Antes disto, já tinha feito sua marca com Donkey Kong nos arcades, e desde então este respeitável senhor fez de suas influências e memórias fontes de inspiração para seus jogos: passear pelos bosques e colinas nos rendeu Legend of Zelda; seu amor por jardinagem o inspirou a fazer Pikmin; criar um cachorro, obviamente, nos trouxe Nintendogs; a mais recente foi Wii Fit, que veio após uma série de preocupações com sua saúde e todo o processo de acompanhar suas mudanças de peso, e por aí vai. Até mesmo o Chain Chomp, monstro de Mario que parece uma bola dentuça numa corrente, vem de seu medo de um cachorro do vizinho que vivia preso! Enfim, Miyamoto merece respeito.

Alexey Pajitnov: este programador russo nunca imaginou o impacto cultural que teria no mundo inteiro — independente de serem fã de videogames — ao criar Tetris. De um simples joguinho que se espalhou como fogo na folhagem seca entre os computadores de Moscou até chegar a uma série de imbróglios legais, tudo culminou com a maior plataforma de lançamento simbiótica — o Game Boy original, que trazia junto o cartuchinho do viciante quebra-cabeças. Dá para dizer com segurança que o GB foi o que foi por causa de Tetris, e vice-versa. Depois disto, Pajitnov não descansou nos louros da vitória e continuou criando outros games bastante desafiadores. Se os outros se tornaram um sucesso tão grande quanto ou não, não é o caso a ser discutido: o que importa é que com uma idéia absurdamente simples, este russo mudou o mundo à sua maneira.

Ron Gilbert: os adventures aponte-e-clique tiveram um senhor avanço graças ao trabalho de Gilbert. Ao criar um sistema principal específico para o jogo Maniac Mansion — chamado SCUMM, Script Creation Utility for Maniac Mansion — este designer norte-americano pavimentou o caminho para a criação de tantos outros jogos clássicos do gênero, fossem dele (como é o caso da série Monkey Island e a incrível seqüência a MM, Day of the Tentacle) ou de outros designers (Zak McKracken and the Alien Mindbenders, The Dig, títulos da série Indiana Jones). Além disto, o bom humor parece ser um marco forte em sua carreira — ambos os jogos da série Maniac Mansion são hilários, com destaque para o segundo… e quase que Zak McKracken foi um jogo sério, não fosse a pilha positiva e bem-vinda de Gilbert. Gilbert é gente que faz.

Will Wright: é fantástico como Wright consegue trazer suas idéias à fruição praticamente sem deslizes. Óbvio que não precisam ser perfeitas de cara, tanto é que muitos de seus títulos melhoraram com o tempo. SimCity foi fantástico, mas foi melhorado com louvores em SimCity 2000; The Sims, já um derivado da série, também fez extremamente bonito em sua seqüência (se bem que esquema de venda de expansões pudesse ser abolido, por mais que seja óbvio que a Electronic Arts — assim como toda e absolutamente qualquer outra publisher de jogos — queira mais dinheiro com seus produtos). Faz pouco tempo que falei do próximo projeto do cara: Spore. Pensando em retrospecto, fico imaginando que melhorias um Spore 2 poderia trazer à mesa… e como a história dificilmente se repete, a gente não vai reclamar nem um pouquinho do primeiro, e vai jogá-lo por bastaaaaaante tempo.

Goichi Suda: de uma hora para outra, este designer japonês — cujo apelido foi “Suda 51”, porque “Goichi” soa como “Cinco-Um”… não é “Cinquenta e Um”, hein? — bicou as portas da indústria dos games ao lançar Killer7, título para GameCube (e que com o tempo sairia para o PlayStation 2, apesar de seu estúdio não ter tocado nesta versão, ficando a cargo da distribuidora Capcom). A razão foi apresentar um título que simplesmente desafiava as regrinhas da indústria, chutando pra escanteio as convencionices. A trama era densa, com sobretons políticos, religiosos e psiquiátricos, e apresentada como um jogo de tiro em primeira pessoa que sacrificou a liberdade de movimento em prol da narrativa. Sinceramente, é tão vanguarda que deveria ter saído para o Wii. A obra de Suda é repleta de referências pop variadas — rock inglês (the Smiths, como nos assassinos de K7; No More Heroes, como na música homônima do the Stranglers), cinema alternativo (Alejandro Jodorowsky foi inspiração plena para NMH; e apesar de não ter dito com todas as letras, David Lynch também o é), e a indústria gamer como um todo — e sempre vale dar atenção ao trabalho dele e sua “banda de games” da Grasshopper.

Menções honrosas: Peter Molyneux, Hideo Kojima, Jordan Mechner, Tetsuya Mizuguchi, Tim Schafer, Eric Chahi, Sid Meier, Hironobu Sakaguchi, Roberta Williams, Keiichi Yano, Al Lowe… tem gente demais, como eu disse antes.

Enfim, é isso aí. Agora eu passo a bola pro Budrush e à galera do Hadouken para que dêem suas palas sobre o assunto… mas quem também quiser aderir, é só linkar de volta pra mim e me avisar nos comentários.

[Update, 21:04h] Eu queria ter feito isto mais cedo, mas só deu pra fazer depois do expediente. Seguem os links dos outros posts muito bacanas de quem decidiu participar deste meme DE INTERNET 😉

Gamer Lifestyle – Fábio Santana
Wii Review – Bruno Julião
GoLuck – Lucas Patrício
Games @ Meio Bit – Dori Prata
Hadouken – Alexei Barros
Rodrigo Flausino

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http://www.jigu.com.br/blog/2008/06/29/mentes-criativas-da-industria-dos-games/feed/ 0 85
Gamers adolescentes dos anos 90 chorarão http://www.jigu.com.br/blog/2008/06/01/gamers-adolescentes-dos-anos-90-chorarao/ http://www.jigu.com.br/blog/2008/06/01/gamers-adolescentes-dos-anos-90-chorarao/#respond Sun, 01 Jun 2008 19:00:46 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=76 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Bem, os fãs de jogos de luta ficaram bem felizes quando revelaram a produção de Street Fighter IV. Semana passada, anunciaram que o jogo sai para 360, PS3… e PC, o que fez meu dia porque ainda não tenho os outros consoles. Agora, a covardia suprema foi o comercial de TV para o jogo…

Levando em conta que Street Fighter II é um dos mais icônicos jogos do gênero no começo dos anos 90 — uma fantástica seqüência para um jogo apenas razoável — e que o quarto game da série numerada reunirá o elenco inteiro de SFII… É, Capcom, pode ter certeza de que você fez uma geração de adolescentes dos anos 90 verter uma lágrima com este novo comercial de TV:

[gametrailers 34663]

E como se isso não fosse o suficiente, outro game dos anos 90 que adoro (e que comentei em outro post) está para receber um remake em breve — Final Fantasy IV, o RPG do Super Nintendo — também pintou em um trailer novo, desta vez com a dublagem em Inglês (não que o original tivesse qualquer tipo de voz, mas vocês entenderam…):

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http://www.jigu.com.br/blog/2008/06/01/gamers-adolescentes-dos-anos-90-chorarao/feed/ 0 76
Video Games Live 2007: Eu fui! http://www.jigu.com.br/blog/2007/09/25/video-games-live-2007-eu-fui/ http://www.jigu.com.br/blog/2007/09/25/video-games-live-2007-eu-fui/#respond Tue, 25 Sep 2007 19:00:03 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=27 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

A Video Games Live deste ano foi muito bacana. Mesmo considerando que o evento em si não me provoque o choque do desconhecido por eu ter ido no ano passado e que grande parte das músicas não foram trocadas (o que faz sentido, tirar Mario, Metal Gear Solid ou Final Fantasy VII é papo de começar guerra civil), o evento continua bastante divertido. Ah, sim: o tal DVD anunciado ano passado sairá com filmagens das apresentações deste ano.

Os momentos mágicos foram o concurso de cosplay (o Vivi do Final Fantasy XI foi indiscutivelmente o melhor — meter uma roupa camuflada e fazer o Snake, enquanto louvável, é fácil em comparação), o videoclip da Ms. Pac-Man fugindo dos fantasmas, Tommy Tallarico fazendo a Dança do Siri e a hora em que tocaram os temas de Starcraft II e Beyond Good & Evil. Para termos de comparação, confiram as diferenças dos sets do ano passado:

Saíram:

  • God of War
  • Castlevania
  • Advent Rising
  • Tomb Raider

Entraram:

  • Starcraft II
  • Myst
  • Beyond Good & Evil
  • Tron
  • Medal of Honor
  • medley de Chrono Cross no piano
  • guitarra rock ‘n roll em “One Winged Angel”

(Starcraft II. Desgraçados, o jogo nem tem data pra sair ainda. Assim não vale.)

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http://www.jigu.com.br/blog/2007/09/25/video-games-live-2007-eu-fui/feed/ 0 27
Quando rivais se aliam (Uma breve história dos consoles) http://www.jigu.com.br/blog/2007/03/28/quando-rivais-se-aliam/ http://www.jigu.com.br/blog/2007/03/28/quando-rivais-se-aliam/#respond Wed, 28 Mar 2007 19:00:53 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=9 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Antes de chegar ao assunto deste post, segue abaixo uma breve história da incrível cultura gamer após o quase-colapso do mercado. Afinal de contas, nem todo mundo que lê meu blog curte tanto videogame quanto eu, ou acompanhou isto tão de perto.

1985-1999: Nintendo e Sega, eternas rivais nas arenas dos videogames, dividem as atenções dos entusiastas de joguinhos eletrônicos com seus consoles. Nintendo vs. Master System, Super NES vs. Megadrive, Nintendo 64 vs. Saturn… para alguns, curtir seus respectivos mascotes como Mario ou Sonic era quase como torcer por times futebol diferentes; cada torcida querendo ver a caveira da outra, alardeando o que cada uma tinha de melhor que a outra….

(e como a História demonstrou, uma perda de tempo em potencial, mesmo que fosse uma competição saudável… afinal de contas, cada console tinha sua cota de jogos ótimos.)

2001: Após uma sucessão de más manobras — como o 32X, Sega CD e a rasteira que o Saturn levou do PSone — a Sega anuncia que a produção do Dreamcast se encerraria no mês de março. Dali em diante, ela somente produziria software para sistemas de outras companhias. No mesmo ano, a Nintendo lança o GameCube, finalmente aderindo ao formato em disco — usado pela Sony no PlayStation, aumentando drasticamente sua fatia do mercado por ter produção em massa menos custosa pros desenvolvedores.

(Uma nota interessante: a Sony havia sido contratada para fazer um periférico para o Super NES — um drive de CD. A Big N deu pra trás, e a Sony resolveu pegar parte do produto já feito e criar seu próprio console. Hiroshi Yamauchi, então presidente da Big N, deve estar bastante chateado com esta manobra até hoje)

2003: Nintendo anuncia F-Zero GX e AX, novas versões de seu game de corrida de naves para o GameCube e arcades. A responsável pelo desenvolvimento? Ninguém menos que a Sega, através do estúdio Amusement Vision.

(Se eu voltasse no tempo e dissesse para mim mesmo: “Pedro, eu venho do futuro; a Sega fez um jogo para um sistema da Nintendo, e ainda por cima é uma franquia da própria Nintendo”, o chibi-Giglio diria: “não ferra, vai pro inferno, seu mentiroso dos infernos”)

2007: Hoje, Sega e Nintendo anunciam parceria para a produção de Mario & Sonic Go to the Olympic Games, game licenciado das Olimpíadas de 2008 de Pequim, estrelado pelos pelos personagens das duas séries em uma variedade de atividades esportivas.

(Se eu voltasse no tempo e dissesse para mim mesmo: “Pedro, eu venho do futuro; aqui existe um jogo onde Mario e Sonic estão juntos em um console onde você movimenta as mãos em três dimensões para jogar”, o chibi-Giglio diria: “não ferra, vai pro inferno, seu mentiroso dos infernos — e pare de me perseguir!”)

Mario e Sonic -- no mesmo jogo!

Sério, eu preciso de uma máquina do tempo para me assustar no passado.

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