Brasil – Jigu http://www.jigu.com.br o blog de jogos de Pedro Giglio Thu, 19 Aug 2021 17:33:21 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://i0.wp.com/www.jigu.com.br/wp-content/uploads/2016/09/JiguComBr-Botao-500x500.jpg?fit=32%2C32 Brasil – Jigu http://www.jigu.com.br 32 32 33514019 Jogos que vão além do que se vê http://www.jigu.com.br/blog/2012/06/26/jogos-que-vao-alem-do-que-se-ve/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/06/26/jogos-que-vao-alem-do-que-se-ve/#respond Tue, 26 Jun 2012 12:30:56 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2448
Uma nova geração de game designers

Antes de embarcar na minha nova aventura na Riot, fechei uma matéria para O Globo sobre um projeto bem bacana dos alunos da escola Oi Nave: jogos direcionados para deficientes visuais.

A versão online é mais completa, vai lá ver. 😉

 

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Uma nova missão pela frente http://www.jigu.com.br/blog/2012/06/25/uma-nova-missao-pela-frente/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/06/25/uma-nova-missao-pela-frente/#comments Mon, 25 Jun 2012 13:00:00 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2440

Acabou mais um dos mistérios do blog (mesmo que este tenha sido retroativo): a partir de hoje, sou o coordenador de conteúdo web na Riot Games! Isso mesmo, a produtora e distribuidora de League of Legends, que iniciou suas operações no Brasil oficialmente neste ano e lançará o jogo totalmente localizado para o português… e quem acompanha o blog sabe que eu tenho um carinho todo especial quando o assunto é adaptar os jogos para o nosso idioma, principalmente se o lance fica com aquele “sabor” local.

Se você ainda não testou League of Legends, ou não conhece, dou uma explicada rápida. Este é um representante do gênero MOBA (Multiplayer Online Battle Arena), e aqui os jogadores são divididos em dois times de três ou cinco participantes dependendo do mapa. Escolha um dos mais de 90 heróis – cada um com características, estilos e habilidades diferentes – e destrua a base inimiga usando estratégias de time e individuais, como evoluir seu herói ou heroína (Morgana FTW!) de forma mais eficaz para detonar a concorrência.

Tá, tá, só ler um parágrafo de texto explicando não tem o mesmo apelo. Acho mais negócio você baixar o jogo (acesso e download grátis, olha que beleza) e aprender na prática com a galera. Fique à vontade para me adicionar por lá – como quase sempre, meu nick por lá é Jiguryo. E é bom vocês irem treinando, já que este é um dos jogos que será atração na Brasil Game Show, que rola de 11 a 14 de outubro em São Paulo.

Nos vemos no Summoner’s Rift!
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Voice Studio: ajude a agilizar os comandos em português no Kinect http://www.jigu.com.br/blog/2012/06/02/voice-studio-ajude-a-agilizar-os-comandos-em-portugues-no-kinect/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/06/02/voice-studio-ajude-a-agilizar-os-comandos-em-portugues-no-kinect/#respond Sat, 02 Jun 2012 19:04:20 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2382
Converse um pouco com seu Kinect e ele te entenderá

Quando a Microsoft revelou o Kinect, o esquema de controle de voz parecia algo digno de filme de ficção científica – menos do que a interface por movimento, mas vá lá. O lance é que, mesmo com o lançamento oficial do acessório do Xbox 360 no Brasil, a prometida atualização de sistema que incluiria reconhecimento para o nosso bom e velho português continua na promessa.

No finalzinho de maio, estou eu perambulando pela dashboard do console e vou no Mercado de Aplicativos e vejo um lance chamado “Voice Studio”. Depois de baixar, vejo que é um programa grátis para ajudar a Microsoft a otimizar o reconhecimento de voz em vários idiomas, levando em conta até mesmo o sotaque.

Embora minha configuração do console esteja em inglês, o aplicativo carregou em português, perguntando cidade e até mesmo o sotaque (incluindo “caipira” e “manezinho da Ilha”, ora veja). A parada funciona assim: você cria um perfil (sexo, idade, local, sotaque etc…) e escolhe um de até oito testes diferentes para gravar. Frases e expressões soltas – como nomes de jogos, filmes, artistas, músicos e produtos da MS – devem ser lidos pro Kinect e enviados.

O interessante do Voice Studio é ver que as possibilidades de leituras e pronúncias diferentes é levada em conta. Como você leria “0,5%” em voz alta? “Meio por cento” ou “zero vírgula cinco por cento”? Sem contar os vários verbetes em idiomas que nem todos têm o dever de saber pronunciar direito, como nomes de filme em inglês, empresas chinesas, atores latinos e aí por diante.

Bem, já fiz minha parte gravando todos os testes – e para quem gosta de brindes de avatar e Achievements fáceis de desbloquear, taí um motivo a mais para ajudar o Kinect a entender, finalmente, os seus comandos em português. Quando será que isso chega aos usuários? Tô louco pra ser preguiçoso e dizer, sei lá, “Xbox, Netflix” e “Reproduzir Killer Klowns From Outer Space”. De novo.

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Time Fortaleza 2: na sexta-feira que vem, joguemos TF2 em Português! http://www.jigu.com.br/blog/2012/05/17/time-fortaleza-2-na-sexta-feira-que-vem-joguemos-tf2-em-portugues/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/05/17/time-fortaleza-2-na-sexta-feira-que-vem-joguemos-tf2-em-portugues/#respond Thu, 17 May 2012 17:06:33 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2368

É isso aí, pessoal: na próxima sexta-feira (19 de maio), os jogadores de Team Fortress 2 terão a chance de conhecer a versão do jogo em português. Sim, eu sei, não é de hoje que isto está disponível para todos os jogadores (afinal de contas, lembra daquela matéria que escrevi no começo de abril para o Arena iG?), mas sexta é – como o banner aí de cima já dedurou – o Dia do Team Fortress 2 em Português.

A proposta é promover este trabalho coletivo e conscientizar o jogador brasileiro que, sim, há uma versão no nosso Português – bastando buscar direitinho nas configurações do Steam o idioma correto. Ainda por cima, há uma parceria com o Terra, cujos servidores hospedarão as partidas nas quais integrantes do STS estarão presentes… tanto para entrar em contato com a comunidade quanto para jogar, claro!

Visite a página do evento no Facebook para mais detalhes – e nos vemos nos servidores amanhã. 😉

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Life Defenders: começou a fase open beta http://www.jigu.com.br/blog/2012/04/18/life-defenders-comecou-a-fase-open-beta/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/04/18/life-defenders-comecou-a-fase-open-beta/#respond Wed, 18 Apr 2012 17:38:44 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2359
Salvando o planeta - um bicho de cada vez

No ano passado, comentei aqui no blog minha participação no roteiro de Life Defenders, jogo social criado pelo FinalBoss com um tema bem interessante: cuidados e readequação de animais selvagens ao seu habitat (e com um tanto de simulação de parque, já que você cria sua própria reserva!). Agora você também pode jogá-lo!

É isso aí: a fase de teste open beta começou hoje, e todos podem começar a jogar. Uma bobagenzinha ou outra pode pintar, já que é uma versão de teste; se você reparar em algo que possa ser corrigido, basta entrar em contato com a galera do FB na página oficial do jogo no Facebook.

O lançamento oficial de Life Defenders está previsto para 30 de abril, mas o que você está esperando para jogar agora? Vai lá! 😉

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Jogos da Valve em português têm apoio da comunidade de jogadores http://www.jigu.com.br/blog/2012/04/02/jogos-da-valve-em-portugues-tem-apoio-da-comunidade-de-jogadores/ http://www.jigu.com.br/blog/2012/04/02/jogos-da-valve-em-portugues-tem-apoio-da-comunidade-de-jogadores/#respond Mon, 02 Apr 2012 19:33:17 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2327
Este rapaz aí tem o maior número de intérpretes do mundo

Mesmo levando em consideração a boa vontade das fabricantes, a comunidade parece insatisfeita com certas decisões. Às vezes, dá vontade de entregar o documento completo com o conteúdo escrito de cada game na mão dos jogadores e dizer: “Quer saber? Façam vocês mesmos!”. Brincadeiras à parte, a Valve fez algo que dá margem à capturar o que soa natural à comunidade gamer e usá-los em seu conteúdo: Counter-Strike: Global Offensive e Dota 2 já estão em português para seu lançamento oficial.

É isso aí: tive a oportunidade de entrevistar Bárbara Velho Barreto – representante de tudo relacionado à língua portuguesa na casa de Gordon Freeman e GLaDOS – e Bernardo Lopes, moderador da iniciativa Steam Translation Server no Brasil, para saber mais detalhes dos jogos da Valve traduzidos para o nosso idioma. Leia a matéria completa no Arena iG! [Atualização: Versão na íntegra no link abaixo!]

Passando o controle: Qual a sua opinião quanto a passar a tradução dos jogos pelo crivo dos jogadores?

Versão em português do novo Counter-Strike está quase pronta

Enquanto alguns fãs de videogame têm nos jogos um incentivo extra para aprender um novo idioma, há uma necessidade crescente de games lançados na nossa língua. Ainda que bem menos do que gostaríamos de ver, a demanda tem sido atendida pelas desenvolvedoras: nos últimos anos, tivemos títulos como StarCraft IIWorld of WarcraftKillzone 3 e Uncharted 3: Drake’s Deception adequados ao português, em graus variados de complexidade da tradução.

Mesmo levando em consideração a boa vontade das fabricantes, a comunidade parece insatisfeita com certas decisões. Às vezes, dá vontade de entregar o documento completo com o conteúdo escrito de cada game na mão dos jogadores e dizer: “Quer saber? Façam vocês mesmos!”. Brincadeiras à parte, a Valve fez algo que dá margem à capturar o que soa natural à comunidade gamer e usá-los em seu conteúdo: Counter-Strike: Global Offensive e Dota 2 já estão em português para seu lançamento oficial.

Arena trocou uma ideia com Bárbara Velho Barreto, coordenadora de língua portuguesa na Valve, e Bernardo Lopes, moderador do Steam Translation Server (STS) brasileiro.

Direto da base

Nativa de Recife, Bárbara tem 31 anos, é jornalista e mora em Washington – e é o principal elo entre os tradutores do STS e a produtora de Half-Life e Portal, entre tantos outros. “A localização atualmente é mista”, diz Bárbara. “Parte vem da [empresa de soluções de tradução] SDL, parte é feita in-house e outra parte é por voluntários. Usar a ajuda da comunidade para traduzir Dota 2 e Counter-Strike: Global Offensive fez sentido desta vez, já que os jogos são muito voltados a eles”.

Atualmente, a empresa de Washington tem as traduções de CS:GO, Team Fortress 2 e Dota 2 praticamente concluídas (“ainda estamos com um ou outro texto em inglês, que deve ser traduzido nos próximos dias”), além do cliente Steam e seu ecossistema – isto é, elementos como a loja e comunidade virtuais. Jogos mais antigos, como Half-Life 2, também poderão pintar em português. “Os jogos estão disponíveis no STS para serem traduzidos”, afirma Bárbara.

“Uma vez que os arquivos fiquem completos, é necessário esperar uma atualização do jogo, uns com mais frequências que outros”, afirma. De qualquer forma, mesmo jogos com uma parte ou outra ainda em inglês já podem ser testados em nossa língua, bastando trocar o idioma do Steam para “Português do Brasil” ou equivalente na configuração. Não se deixe enganar pelo “Português”, senão a surpresa com os “ecrãs” e demais termos dos nossos irmãos d’além-mar de Portugal é certa.

Enquanto isso, no Brasil…

Morador do Rio de Janeiro, Lopes é estudante de Ciência da Computação na UFF, participa do Steam Translation Server brasileiro desde novembro de 2010 e se tornou seu moderador em fevereiro de 2011. Lopes e Bárbara mantêm contato direto por email, chat de voz – e, naturalmente, pelo próprio Steam – em reuniões semanais para acompanhar o andamento do projeto voluntário.

“Atualmente temos 215 tradutores no STS brasileiro e sempre estamos recebendo mais candidatos”, afirma Lopes. “A quantidade de tradutores ativos tem oscilado entre 15 e 20 nos últimos dias”. Mas não ache que basta ter força de vontade e os diálogos de GLaDOS cairão no seu colo: para ingressar no grupo, é necessário preencher um formulário de inscrição online e fazer um teste. Todos os integrantes passaram por isso – e se você quiser fazer parte desta iniciativa, você também terá que mostrar sua habilidade.

Quanto a evitar expressões específicas demais a uma região (ou, pior ainda, que sejam ofensivas!), a abordagem tomada é a do uso de neutralidade de termos: “caso a situação não esteja fácil, organizamos uma reunião interna para decidir antes de continuar com a tradução. A equipe ativa do STS Brasil felizmente contém membros de várias partes do País, o que acredito que seja um fator que nos ajuda a detectar e evitar / remover regionalismos”.

Naturalmente, a combinação deste esmero em contornar os regionalismos e as regras de estilo da Valve também requerem uma boa dose de jogo de cintura, improviso e versatilidade. “Uma situação recente foi a da tradução dos itens do Team Fortress 2, cujos nomes muitas vezes fazem referências e/ou usam-se de trocadilhos que não funcionariam no português ou mesmo não fariam sentido para os brasileiros”, conta Lopes.

O moderador dá um exemplo de um dos personagens mais reconhecíveis de TF2: “as luvas do Heavy, cujos nomes abreviados são KGB GRU, o que nos obrigou a alterar os nomes completamente (no caso, de “Killing Gloves of Boxing” para “Kríticos Garantidos no Boxe” e de “Gloves of Running Urgently” para “Geradoras de Rapidez Urgente“, respectivamente) para mantermos as referências intactas.”

E o futuro?

O lançamento do português do Brasil no Steam aconteceu em setembro de 2011, e Bárbara acredita que a adoção ampla do idioma se dá no intervalo entre 1 e 2 anos. Embora o sonho de ver os jogos da Valve dublados em português ainda seja nebuloso (“Os idiomas oferecidos em jogos anteriores – alemão, francês, espanhol, italiano e russo – estão previstos no momento”, diz Bárbara), a empresa não descarta esta possibilidade.

Enquanto isto, as legendas em português seguem firmes e fortes; Lopes acredita que as localizações de Portal 2 e CS:GO para o nosso idioma fiquem prontas em breve. Ele também revela que o primeiro Portal já teve sua tradução concluída, mesmo que esta ainda não tenha sido lançada oficialmente.

Se você ainda acha que pode colaborar com o projeto com sugestões, críticas e, é possível entrar em contato com o STS brasileiro via Twitter. Ou, já que você quer tanto participar, por que não tenta se inscrever no projeto e fazer parte da história da Valve em português do Brasil? A comunidade de jogadores daqui agradece.

Este rapaz aí tem o maior número de intérpretes do mundo

Mesmo levando em consideração a boa vontade das fabricantes, a comunidade parece insatisfeita com certas decisões. Às vezes, dá vontade de entregar o documento completo com o conteúdo escrito de cada game na mão dos jogadores e dizer: “Quer saber? Façam vocês mesmos!”. Brincadeiras à parte, a Valve fez algo que dá margem à capturar o que soa natural à comunidade gamer e usá-los em seu conteúdo: Counter-Strike: Global Offensive e Dota 2 já estão em português para seu lançamento oficial.

É isso aí: tive a oportunidade de entrevistar Bárbara Velho Barreto – representante de tudo relacionado à língua portuguesa na casa de Gordon Freeman e GLaDOS – e Bernardo Lopes, moderador da iniciativa Steam Translation Server no Brasil, para saber mais detalhes dos jogos da Valve traduzidos para o nosso idioma. Leia a matéria completa no Arena iG!

Passando o controle: Qual a sua opinião quanto a passar a tradução dos jogos pelo crivo dos jogadores?

Versão em português do novo Counter-Strike está quase pronta

Enquanto alguns fãs de videogame têm nos jogos um incentivo extra para aprender um novo idioma, há uma necessidade crescente de games lançados na nossa língua. Ainda que bem menos do que gostaríamos de ver, a demanda tem sido atendida pelas desenvolvedoras: nos últimos anos, tivemos títulos como StarCraft IIWorld of WarcraftKillzone 3 e Uncharted 3: Drake’s Deception adequados ao português, em graus variados de complexidade da tradução.

Mesmo levando em consideração a boa vontade das fabricantes, a comunidade parece insatisfeita com certas decisões. Às vezes, dá vontade de entregar o documento completo com o conteúdo escrito de cada game na mão dos jogadores e dizer: “Quer saber? Façam vocês mesmos!”. Brincadeiras à parte, a Valve fez algo que dá margem à capturar o que soa natural à comunidade gamer e usá-los em seu conteúdo: Counter-Strike: Global Offensive e Dota 2 já estão em português para seu lançamento oficial.

Arena trocou uma ideia com Bárbara Velho Barreto, coordenadora de língua portuguesa na Valve, e Bernardo Lopes, moderador do Steam Translation Server (STS) brasileiro.

Direto da base

Nativa de Recife, Bárbara tem 31 anos, é jornalista e mora em Washington – e é o principal elo entre os tradutores do STS e a produtora de Half-Life e Portal, entre tantos outros. “A localização atualmente é mista”, diz Bárbara. “Parte vem da [empresa de soluções de tradução] SDL, parte é feita in-house e outra parte é por voluntários. Usar a ajuda da comunidade para traduzir Dota 2 e Counter-Strike: Global Offensive fez sentido desta vez, já que os jogos são muito voltados a eles”.

Atualmente, a empresa de Washington tem as traduções de CS:GO, Team Fortress 2 e Dota 2 praticamente concluídas (“ainda estamos com um ou outro texto em inglês, que deve ser traduzido nos próximos dias”), além do cliente Steam e seu ecossistema – isto é, elementos como a loja e comunidade virtuais. Jogos mais antigos, como Half-Life 2, também poderão pintar em português. “Os jogos estão disponíveis no STS para serem traduzidos”, afirma Bárbara.

“Uma vez que os arquivos fiquem completos, é necessário esperar uma atualização do jogo, uns com mais frequências que outros”, afirma. De qualquer forma, mesmo jogos com uma parte ou outra ainda em inglês já podem ser testados em nossa língua, bastando trocar o idioma do Steam para “Português do Brasil” ou equivalente na configuração. Não se deixe enganar pelo “Português”, senão a surpresa com os “ecrãs” e demais termos dos nossos irmãos d’além-mar de Portugal é certa.

Enquanto isso, no Brasil…

Morador do Rio de Janeiro, Lopes é estudante de Ciência da Computação na UFF, participa do Steam Translation Server brasileiro desde novembro de 2010 e se tornou seu moderador em fevereiro de 2011. Lopes e Bárbara mantêm contato direto por email, chat de voz – e, naturalmente, pelo próprio Steam – em reuniões semanais para acompanhar o andamento do projeto voluntário.

“Atualmente temos 215 tradutores no STS brasileiro e sempre estamos recebendo mais candidatos”, afirma Lopes. “A quantidade de tradutores ativos tem oscilado entre 15 e 20 nos últimos dias”. Mas não ache que basta ter força de vontade e os diálogos de GLaDOS cairão no seu colo: para ingressar no grupo, é necessário preencher um formulário de inscrição online e fazer um teste. Todos os integrantes passaram por isso – e se você quiser fazer parte desta iniciativa, você também terá que mostrar sua habilidade.

Quanto a evitar expressões específicas demais a uma região (ou, pior ainda, que sejam ofensivas!), a abordagem tomada é a do uso de neutralidade de termos: “caso a situação não esteja fácil, organizamos uma reunião interna para decidir antes de continuar com a tradução. A equipe ativa do STS Brasil felizmente contém membros de várias partes do País, o que acredito que seja um fator que nos ajuda a detectar e evitar / remover regionalismos”.

Naturalmente, a combinação deste esmero em contornar os regionalismos e as regras de estilo da Valve também requerem uma boa dose de jogo de cintura, improviso e versatilidade. “Uma situação recente foi a da tradução dos itens do Team Fortress 2, cujos nomes muitas vezes fazem referências e/ou usam-se de trocadilhos que não funcionariam no português ou mesmo não fariam sentido para os brasileiros”, conta Lopes.

O moderador dá um exemplo de um dos personagens mais reconhecíveis de TF2: “as luvas do Heavy, cujos nomes abreviados são KGB GRU, o que nos obrigou a alterar os nomes completamente (no caso, de “Killing Gloves of Boxing” para “Kríticos Garantidos no Boxe” e de “Gloves of Running Urgently” para “Geradoras de Rapidez Urgente“, respectivamente) para mantermos as referências intactas.”

E o futuro?

O lançamento do português do Brasil no Steam aconteceu em setembro de 2011, e Bárbara acredita que a adoção ampla do idioma se dá no intervalo entre 1 e 2 anos. Embora o sonho de ver os jogos da Valve dublados em português ainda seja nebuloso (“Os idiomas oferecidos em jogos anteriores – alemão, francês, espanhol, italiano e russo – estão previstos no momento”, diz Bárbara), a empresa não descarta esta possibilidade.

Enquanto isto, as legendas em português seguem firmes e fortes; Lopes acredita que as localizações de Portal 2 e CS:GO para o nosso idioma fiquem prontas em breve. Ele também revela que o primeiro Portal já teve sua tradução concluída, mesmo que esta ainda não tenha sido lançada oficialmente.

Se você ainda acha que pode colaborar com o projeto com sugestões, críticas e, é possível entrar em contato com o STS brasileiro via Twitter. Ou, já que você quer tanto participar, por que não tenta se inscrever no projeto e fazer parte da história da Valve em português do Brasil? A comunidade de jogadores daqui agradece.

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Ação de Graças também é aqui – via distribuição digital, claro http://www.jigu.com.br/blog/2011/11/23/acao-de-gracas-tambem-e-aqui-via-distribuicao-digital-claro/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/11/23/acao-de-gracas-tambem-e-aqui-via-distribuicao-digital-claro/#respond Wed, 23 Nov 2011 18:50:16 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=2027

Faça como Philip J. Fry

Você pode reclamar o quanto quiser sobre alguns feriados e tradições “emprestadas” de outros países, mas admita: nunca é demais deixar passar uma boa promoção. Na rebarba da semana de Ação de Graças nos EUA – e a Black Friday, época mais movimentada das lojas, com gente acampando para atacar as pechinchas imperdíveis – temos algumas pedidas incríveis mesmo estando no Brasil varonil.

A primeira veio por parte da Blizzard, que está oferecendo descontos de 50% em sua loja virtual – e a jogada mais bombástica da vez é o upgrade do StarCraft II para a versão de acesso ilimitado por R$ 17. É isso aí: se você comprou a versão nacional que requeria cartões de tempo (ou o upgrade) depois de seis meses, tá aí a sua chance!

Na sequência, o Steam ataca com o Autumn Sale, comemorando o outono e selecionando um bocado de jogos com promoções monstras de jogos selecionados por 24 horas até o dia 27. No primeiro dia, já temos boas pedidas como Portal 2, Orcs Must Die, Duke Nukem Forever (na boa: por US$ 20 já valia, tudo o mais considerado) e o pacotão com as três temporadas de Sam & Max.

Por fim, a Trion Worlds também partiu pra generosidade e oferece RIFT de graça até o dia 28 de novembro – mas com uma condição: esta promoção não inclui aquele mês grátis que costuma vir nestes jogos, hein? Pra baixar o jogo, é necessário assinar um mês que seja. Pra quem curte RPG online, parece uma boa pedida.

“Mas só tem coisa pra PC? E os consoles?” Calma, quem tem console não vai ficar de fora da festa: tanto a Xbox Live quanto a PlayStation Network também lançaram descontos para parte de seu acervo nesta semana – lembrando aí as diferenças no catálogo das lojas online para os EUA e Brasil, naturalmente. De qualquer forma, sua carteira deve ficar vazia em breve. 😉

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Matando saudade da BlizzCon http://www.jigu.com.br/blog/2011/10/20/matando-saudade-da-blizzcon/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/10/20/matando-saudade-da-blizzcon/#comments Thu, 20 Oct 2011 23:06:11 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1936
Flávia Gasi, eu e o Chefe num momento mágico

Nesta sexta-feira e sábado acontecerá a edição deste ano da BlizzCon, conferência que reúne fãs e profissionais da Blizzard para celebrar sua comunidade e mostrar novidades de jogos como World of Warcraft, StarCraft II e Diablo III (aliás, o que teremos de novo neste ano)?

Não pude ir neste ano… e o Rafael “Chefe” me fez sentir uma saudade do evento com o episódio de hoje de seu videolog dedicado a WoW, Los Murlocos. E não é que tanto a capa da derradeira Revista Digital e eu de papagaio de pirata (sem trocadilho) no vídeo da Flávia Gasi pintamos no episódio?

Olho no lance!

É, BlizzCon, espero te ver pessoalmente no ano que vem. 🙂

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O mistério acabou, episódio #2: eu sou um Life Defender! http://www.jigu.com.br/blog/2011/10/16/o-misterio-acabou-episodio-2-eu-sou-um-life-defender/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/10/16/o-misterio-acabou-episodio-2-eu-sou-um-life-defender/#respond Sun, 16 Oct 2011 18:47:45 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1922
Eu falei que o projeto era animal, não falei? 😉

Dando continuidade à fantástica (heheh) sequência de revelações aqui no blog, eis aqui a segunda referenciada naquele post do mês passado: participei na criação do conteúdo de Life Defenders, um jogo para o Facebook que está na reta final de desenvolvimento. A produção é do FinalBoss – sim, a mesma empresa que tantos conhecem pelas análises, artigos e cobertura de notícias sobre videogames não trabalha somente nisso.

A premissa do Life Defenders é bem bacana: o jogador herda uma ilha que serve de lugar para a cura e readaptação de animais selvagens afetados por doenças ou que tenham sido feridos – tanto por outros bichos quanto pelo homem, tanto por ação direta (caçadores) ou indireta (expansão de cidades para o habitat natural). Também há uma área para os visitantes da ilha relaxarem, brincarem e passearem – e até mesmo dar uma voltinha de balão sobre a reserva natural!

Como é de se esperar, há toda uma consciência ecológica no jogo – até as construções são sustentáveis, com placas solares e tudo mais! Além do apoio do IBAMA (e talvez não pare por aí, mas fiquem ligadinhos), o jogo também tem a participação do doutor Thiago Muniz, veterinário especializado em vida selvagem. Veja aí o primeiro teaser trailer do jogo:

“E o que diabos você fez neste jogo, Jigu?”, você pergunta. Baseado em como o jogo foi idealizado, escrevi os textos relacionados à chegada dos animais – no lançamento inicial, está na casa das dezenas – à ilha, as condições em que chegam e uma ficha contando informações e curiosidades sobre cada um deles.

Portanto, já sabem quem xingar quando pintar aquela tirada mais engraçadinha no meio do texto… 😉 Assim que o jogo for ao ar – assim como anúncios oficiais do mesmo até seu lançamento – comentarei por aqui.

[Atualização, 18/10, 12:05] O FinalBoss publicou uma prévia mais detalhada sobre o Life Defenders, vai lá ler!

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LG Live Cinema 3D Game: Entre no campeonato e concorra a prêmios (aqui no blog também!) http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/30/lg-live-cinema-3d-game-entre-no-campeonato-e-concorra-a-premios-aqui-no-blog-tambem/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/30/lg-live-cinema-3d-game-entre-no-campeonato-e-concorra-a-premios-aqui-no-blog-tambem/#respond Fri, 30 Sep 2011 17:06:45 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1881
Esta TV 3D é apenas um dos prêmios do campeonato
Esta TV 3D é apenas um dos prêmios do campeonato

Se você quer mostrar ao mundo que é um fuzileiro espacial digno de fazer parte do esquadrão do Marcus Fenix, a reencarnação do Garrincha (ou seu craque favorito do gramado) ou um discípulo do Sub-Zero e alegria do Lin Kuei, sua chance está chegando. Vem aí o LG Live Cinema 3D Game, o primeiro campeonato de games inteiramente em 3D no Brasil. Continue lendo e você saberá como pode concorrer ao Kinect aqui no blog!

Você se garante em Gears of War 3, FIFA 11 e Mortal Kombat e tem o necessário pra deixar seus rivais comendo poeira? Se você mora ou pode se deslocar com facilidade pro Rio de Janeiro ou São Paulo, se inscrever neste evento é uma grande pedida. As rodadas acontecerão entre os dias 11 e 23 de outubro, e a grande final acontecerá em São Paulo. Vale notar que as inscrições para a fase carioca valem até dia 10 de outubro, e as da fase paulistana vão até 19 de outubro. Você pode ver mais detalhes no regulamento oficial.

Os jogadores concorrem a vários prêmios, como televisores 3D, kits do Xbox 360 com quatro jogos (Forza Motorsport 4, Kinect Sports Season 2, The Gunstringer + Fruit Ninja Kinect e Dance Central 2), celulares Optimus One… e dinheiro, é claro! 🙂 Para ver a lista completa de jogos e prêmios do campeonato, é só visitar o site oficial.

Xbox 360 com Kinect e cinco jogos estão entre os prêmios dos campeões
Xbox 360 com Kinect e cinco jogos estão entre os prêmios dos campeões

Curtiu a ideia? Os brindes não acabaram… a LG lançou a Batalha dos Blogueiros, e se você curte este blog, eis aí a chance de ajudar a mim e a um leitor sortudo (você, talvez?). O blog que garantir mais inscrições para o campeonato ganhará um monitor 3D. Eu quero um monitor 3D e me comprometo a analisá-lo para fins de jogatina aqui no blog.

“Mas e os leitores? Não ganham nada? Seu patife!”, você pergunta. Calma! É claro que você não será esquecido! A LG gentilmente cederá um Microsoft Kinect para sortear entre todos os leitores do blog. É isso aí: se o blog do Jigu ganhar, os leitores ainda podem concorrer a este novo e incrível controle para o Xbox 360, que tem jogos no Brasil a preços bem convidativos.

Você quer um Kinect e vai se inscrever, certo? Então não deixe de citar que o blog do Jigu te indicou no formulário. Então mãos à obra, soldados / futebolistas / lutadores!

Você quer ser o controle, né? Então já sabe...

Que vença o melhor, e boa sorte a todos!

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http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/30/lg-live-cinema-3d-game-entre-no-campeonato-e-concorra-a-premios-aqui-no-blog-tambem/feed/ 0 1881
Jigu também participa da despedida do Gamer.BR http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/16/jigu-tambem-participa-da-despedida-do-gamer-br/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/16/jigu-tambem-participa-da-despedida-do-gamer-br/#respond Fri, 16 Sep 2011 18:00:41 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1810
Momentos como este, só jogando no Brasil mesmo...
Momentos como este, só jogando no Brasil mesmo...

Um dos lances frequentemente mencionados por pessoas que estiveram à beira da morte é a da sensação de ver suas vidas inteiras passando em frente aos olhos como um flash, um filme, e por aí vai. Enquanto não faço a menor questão de descobrir se isso é verdade ou não, me pego imaginando como seria isso se eu pudesse meter um filtro de categoria sobre os momentos ligados ao videogame. E sendo eu brasileiro, talvez isso sirva como reflexão de como as coisas desta indústria mudaram por aqui desde que me entendo por gente.

Pablo Miyazawa, editor da Rolling Stone Brasil e brother supremo, está dando uma despedida em grande estilo ao Gamer.BR, já que este é o último mês de seu blog no iG após cinco anos de parceria. Vários convidados da indústria e mídia dedicada à nossa atividade favorita – antes que você pense em sacanagem, é claro que estou falando de videogames – foram convidados a escreverem um texto sobre o tema “Brasil dos Games“.

É com enorme prazer que eu também aceitei o convite de Miyazawa-sama – e óbvio que eu tinha que armar uma das minhas e trocar para “dos gamers”, mas deixa quieto. Enfim, preferi dar um relato um pouco mais pessoal quanto a como foi a vida de um entusiasta de games no país até agora – de simples fã a alguém que trabalha com isto anos depois.

Clique aqui para ler na íntegra, e não deixe de acompanhar esta série de artigos que vai até o fim deste mês.

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Orcs Must Die! ganha trailer interativo no estilo “livro-jogo” http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/15/orcs-must-die-ganha-trailer-interativo-no-estilo-livro-jogo/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/15/orcs-must-die-ganha-trailer-interativo-no-estilo-livro-jogo/#comments Thu, 15 Sep 2011 20:52:53 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1841
"Só por cima do meu cadáver!"
"Só por cima do meu cadáver!"

Ok, isso é maneiro demais para deixar passar. O estúdio Robot Entertainment – formado por veteranos da extinta Ensemble – usou uma maneira muito bacana para promover sua primeira grande produção, Orcs Must Die!

Vá lá, não é a primeira vez que vejo alguém usar o recurso de links na janela do YouTube apontando para caminhos diferentes – como nos livros-jogos de outrora, tipo A Cidadela do Caos e O Feiticeiro da Montanha de Fogo… “para lutar, vá para a página 25; para fugir, vá para a página 40” – mas o deste jogo deve ter dado um trabaaaaalho… Olho no lance (e deixe as anotações do YouTube ligadas!)

Para quem ainda não conhece, Orcs Must Die! – previsto para outubro no PC e Xbox Live Arcade – mistura ação e tower defense. O jogador controla um herói que deve impedir a invasão pelos orcs, tanto ao preparar defesas no meio do caminho quanto partindo direto para o campo de batalha.

O lance é que este vídeo sempre tem uma opção no final – e se você prestar bastante atenção, verá que os desdobramentos têm a ver com suas escolhas anteriores, formando nada menos do que 30 caminhos diferentes. Taí: é o fator replay aplicado a vídeos na internet, quem diria. 🙂 Se quiser começar do zero, é só visitar a página inicial do trailer-jogo no YouTube.

[Atualização, 16/09, 10h41] E o que era bom ficou melhor: Patrick Hudson, da Robot, me confirmou por email que o jogo foi completamente localizado em português do Brasil. Mais um ponto pra gente, galera! Thanks for the support, Robot Entertainment!

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Uncharted 3: drama da dublagem brasileira bate às portas da Naughty Dog http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/02/uncharted-3-drama-da-dublagem-brasileira-bate-as-portas-da-naughty-dog/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/09/02/uncharted-3-drama-da-dublagem-brasileira-bate-as-portas-da-naughty-dog/#comments Fri, 02 Sep 2011 21:13:00 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1776
Uncharted 3
Nathan, em um quase-facepalm, pergunta o que fizeram de sua voz

Fico muito feliz ao saber que as produtoras de games têm se esforçado para oferecer seus jogos em português do Brasil. Do ano passado pra este, tivemos títulos como StarCraft II: Wings of Liberty, Mortal Kombat, Killzone 2 e inFamous 2 totalmente adaptados ao nosso idioma. Sem contar outros anúncios para o futuro, como o de World of Warcraft e suas expansões e a Nintendo à procura de profissionais de localização (o sistema do 3DS já inclui o nosso português…). Isto é, nada de expressões dos nossos irmãos d’além-mar.

O mais recente anúncio de jogo a receber tal tratamento foi Uncharted 3: Drake’s Deception, da série de ação para o PlayStation 3. O trailer apresentado no blog oficial do PlayStation no Brasil dividiu opiniões: houve quem achasse a voz desanimada e inadequada aos personagens, quem reclamasse da mixagem do áudio, e até mesmo quem não ligasse muito. Eis que a Laura, do Pink Vader, publicou um vídeo que foi dispensado pela Naughty Dog, e a impressão geral foi de um trabalho mais convincente do que o tal “estúdio de Miami” que dubla filmes da TNT e outras paradas menos amigáveis.

Caso você ainda não tenha visto os vídeos, veja-os abaixo (e saiba como reclamar sobre isto):

Estúdio aprovado pela Naughty Dog:

Estúdio rejeitado pela Naughty Dog:

Obviamente, os fãs daqui estão com a macaca e resolveram levar a guerra às portas da Naughty Dog – no caso, o fórum oficial. O assunto já foi reconhecido pelo Arne Meyers, responsável pela comunidade e mídias sociais, que prometeu dar seus telefonemas para ver qual é a da situação. No momento deste post, já eram mais de 30 páginas de comentários revoltados com a decisão da produtora. Se você quiser fazer sua voz ser ouvida (de preferência, de forma inteligente e polida), vá lá e una-se a esta loucura.

Agora… é engraçado imaginar o que teria acontecido se este vídeo de teste da Zeger Studio não tivesse pipocado na internet. Por mais que houvesse reclamações e críticas nos blogs e afins, será que o povo realmente teria subido nas tamancas ao ponto de fazer esta invasão bem-intencionada no fórum da Naughty Dog? Tenho a seguinte impressão: a galera daqui funciona no tranco. Tem que empurrar pra pegar.

Quer outro exemplo? Depois que o pessoal da Acigames comentou a possibilidade da dublagem brasileira de Saint Seiya Senki (novo jogo da série Cavaleiros do Zodíaco produzido pela Namco-Bandai) “se houver manifestação de interesse o suficiente”, pintou até abaixo-assinado criado pelos fãs. Que diabos: até eu, que nunca curti Saint Seiya, assinei a parada. Até agora, já foram pouco mais de 4400 assinaturas.

Sim, sempre vai ter quem diga que “abaixo-assinado nunca funciona” e o típico mimimi. Acredite: não tentar funciona menos ainda.

[Atualização, 18h27] Sabia que tinha esquecido de citar uma possibilidade comentada por uma repórter amiga minha que mora nos EUA, mas vamos lá: será que também pode ser um pepino contratual envolvendo o tal estúdio de Miami? Por mais que a decisão do estúdio tenha sido da Naughty Dog, a distribuidora é a Sony; vai que o estúdio tem um contrato fechado de tantos produtos?

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Music City: Olha o convite pro jogo nacional de Facebook! Quem vai? http://www.jigu.com.br/blog/2011/07/11/music-city-olha-o-convite-pro-jogo-nacional-de-facebook-quem-vai/ http://www.jigu.com.br/blog/2011/07/11/music-city-olha-o-convite-pro-jogo-nacional-de-facebook-quem-vai/#respond Mon, 11 Jul 2011 17:30:21 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=1614 Music City

O sempre alerta Beto Largman mandou a dica, e fui conferir a fase beta do Music City, jogo social da Gazeus para o Facebook. Feito aqui no Brasil, o jogo combina elementos de jogos de ritmo – como bem disse uma amiga minha, “é um Guitar Hero social?” – e customização de personagem, cenário e instrumentos. As músicas são licenciadas, então pode procurar sua favorita para brilhar no palco.

Claro, como é um jogo para o Facebook, contar com a ajuda dos amigos é vital. Eis o lance: a Gazeus liberou 100 convites aqui para o blog. Boa, hein?

Seguinte: se você quer ver qual é a do jogo (e ainda ajudar os desenvolvedores a dar os retoques finais, se for o caso), é simples: site a página do Music City e use a senha jigu321gazeus para jogar. Agora você pode realizar seu sonho de tocar “Adocica” “Enter Sandman” para uma plateia empolgada!

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Talentos.br: Ziro Falcão (Digital Chocolate) http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/09/talentos-br-ziro-falcao-digital-chocolate/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/09/talentos-br-ziro-falcao-digital-chocolate/#respond Thu, 09 Sep 2010 13:00:08 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=945 [Post originalmente publicado no Arcadia, ligado à matéria “Talentos Brasileiros no Exterior” da Revista Digital]

ARCADIA: Há quanto tempo você trabalha no exterior?

FALCÃO: Trabalho em Helsinque, capital da Finlândia, desde abril de 2008.

Como foi feito o contato com a Digital Chocolate?

Um amigo que já trabalhava aqui me indicou para a vaga de Artista de Jogos. Ele me recomendou que eu mandasse meu currículo, eles se interessaram, me entrevistaram por Skype e eu consegui a vaga. A presença de alguém na empresa me recomendando foi crucial para eu conseguir esse emprego. Sem meu “padrinho” Chico fazendo minha frente aqui, seria mais difícil com certeza.

Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar no exterior?

A qualidade de vida em Helsinki é das melhores do mundo. A cidade é muito segura, limpa, tranquila. Nem engarrafamento tem. O fato de ser uma cidade européia também possibilita viajar para outros pontos da Europa a baixo custo, então dá pra conhecer outros países facilmente. Outra vantagem é o contato com outras culturas diferentes da minha, é uma grande experiência de aprendizado.

A desvantagem é a distância da família, dos amigos e da culinária com os quais cresci. Às vezes o choque cultural pode ser muito grande, tudo é muito estranho logo de início e conheço gente que não conseguiu se acostumar com as diferenças. Eu consegui.

Em quais projetos você está envolvido no momento?

Atualmente minha empresa, que originalmente era focada em jogos para telefones celulares e portáteis, está mais concentrada em jogos para Facebook. Já temos cinco jogos publicados e dando um bom retorno: “Millionaire City”, “NanoStar Siege”, “Safari Kingdom”, “NanoStar Castles” e “MMA Pro Fighter”.

Estou trabalhando no sexto jogo a ser publicado logo, mas não posso fornecer mais detalhes ou me deportam de volta pro Brasil (risos).

O que você acha do mercado brasileiro para o seu ramo?

Está crescendo, sempre se adaptando às limitações do país. É difícil competir com as gigantes dos jogos como a EA, Blizzard, Bioware, Ubisoft, e portanto o mercado brasileiro aparenta buscar alternativas em modelos de negócio diferentes: campanhas publicitárias (advergames), jogos educativos e outsourcing (realizando parte dos gráficos de jogos de empresas do exterior).

Mas há também iniciativas como o Zeebo, um console 100% brasileiro lançado pela TecToy que não usa CDs ou cartuchos para evitar a pirataria, tão comum no Brasil. Os jogos para ele só podem ser comprados por download, e a qualidade compara-se a de um PlayStation 2.

Empresas como a Hoplon que desenvolveu o MMORPG “Taikodom”, e as várias empresas pernambucanas como a Meantime, Jynx, Playlore, provam que a mão de obra brasileira é qualificada. Com investimentos coerentes, tenho certeza de que o mercado brasileiro ainda pode crescer muito.

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Talentos.br: Fabrício Torres (Digital Extremes) http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/08/talentos-br-fabricio-torres-digital-extremes/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/08/talentos-br-fabricio-torres-digital-extremes/#respond Wed, 08 Sep 2010 13:00:22 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=952 [Post originalmente publicado no Arcadia, ligado à matéria “Talentos Brasileiros no Exterior” da Revista Digital]

Fabricio Torres

ARCADIA: Há quanto tempo você trabalha no exterior?

TORRES: Dois anos agora em novembro.

Como foi feito o contato com a Digital Extremes?

Trabalhei 3 anos como freelancer para uma empresa chamada Liquid Development. Era uma das maiores (senão a maior) empresa de outsourcing do mercado de games. Através deles pude construir um baita portfólio com diversos títulos grandes. Mas com a crise econômica de 2008, começou a diminuir a quantidade de trabalho que chegava até mim e tive de começar a procurar emprego. Foi através do meu portfólio, e algumas peças adicionais que expus em fóruns online, que recebi convites de empresas interessadas. Dentre elas, a proposta mais interessante veio da Digital Extremes, onde estou desde então.

Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar no exterior?

A vantagens seriam as óbvias qualidade de vida, segurança, respeito ao funcionário e às leis trabalhistas, bons salários e oportunidades profissionais.

Já as desvantagens seriam as, também óbvias, distância da família, cultura e língua, uma barreira bem difícil de superar em certas ocasiões, ainda mais quando dezenas de pessoas trabalham juntas vindas de todos os cantos do globo. E eu acrescentaria ainda, no meu caso, o clima. Afinal, na cidade onde moro aqui no Canadá, enfrentamos um inverno intenso, onde temperaturas caem até -30C. Para mim que vim do Rio de Janeiro, e não sabia nem o que era 0C, foi um baita desafio… (mas ao contrário da mítica popular, existe SIM verão no Canadá, chegando algumas vezes até a 40C :D).

Em quais projetos você está envolvido no momento?

Por ainda não terem sido anunciados, não posso revelar os títulos. 🙁

O que você acha do mercado brasileiro para o seu ramo?

Infelizmente as notícias que tenho é de que tudo continua na mesma: muitas empresas lutando pra conseguir seu lugar ao sol mas ainda longe do que a produção aqui de fora tem a oferecer. É necessário MUITO dinheiro pra produzir um jogo AAA e infelizmente não possuímos tal “vantagem”. A triste verdade é que temos muitos talentos, mas falta estrutura pra segura-los no Brasil. E mais cedo ou mais tarde, estes acabam pelo mesmo caminho que eu e muitos outros seguiram: o de abandonar as raízes e ir tentar a sorte no exterior.

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Talentos.br: Fellipe Martins (Spicy Horse) http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/07/talentos-br-fellipe-martins-spicy-horse/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/07/talentos-br-fellipe-martins-spicy-horse/#respond Tue, 07 Sep 2010 13:00:13 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=968 [Post originalmente publicado no Arcadia, ligado à matéria “Talentos Brasileiros no Exterior” da Revista Digital]

Fellipe Martins

ARCADIA: Há quanto tempo você trabalha no exterior?

MARTINS: “Para” o exterior já somam mais de dois anos com trabalho freelance, agora “no” exterior são apenas 6 meses.

Como foi feito o contato com a Spicy Horse?

Conhecia Ken Wong, diretor de arte no estudio onde trabalho atualmente, há mais de 7 anos através de forums de ilustração na Internet. Quando eu ainda estava na faculdade, ele já estava trabalhando com o American Mcgee num novo projeto, “Grimm”. Um jogo pequeno, episódico e pouco ambicioso que estaria disponível somente para os EUA e Canadá. O tema era contos de fada, e precisavam de um concept artist. Mostrei meu portfolio, e viram que se encaixava. Trabalhei por 6 meses, freelance. Anos depois, precisavam de mim novamente, mas desta vez o projeto era maior, e tinha que estar de corpo presente. Então vim para Xangai.

Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar no exterior?

A maior vantagem talvez seja a maior desvantagem tambem: a cultura. Completamente alienígena, onde tudo é novo. Um dia valerá por 30, e você voltará a se sentir como criança, onde tudo era novidade. Mas se algum problema acontecer, raras as vezes que vc consiga se virar sozinho. A não ser que eu falasse chinês. Ainda não falo.

Em quais projetos você está envolvido no momento?

Estou trabalhando no “Alice: Madness Returns”. Não sei se posso divulgar as especificidades do meu trabalho ainda, mas envolve bastante coisa relacionada com Cinematics.

O que você acha do mercado brasileiro para o seu ramo?

Confesso que não conheço o mercado nacional. Temos a Ubisoft em São Paulo, e alguns estudios pequenos fornecendo outsourcing talvez. Talento não falta no Brasil, em todas as areas. Eu conheci pessoalmente genios em todos os campos, que se juntados, dariam uma equipe perfeita para jogos AAA. Mas falta iniciativa.

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Talentos.br: Pedro Toledo (BioWare) http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/06/talentos-br-pedro-toledo-bioware/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/09/06/talentos-br-pedro-toledo-bioware/#respond Mon, 06 Sep 2010 13:00:37 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=972 [Post originalmente publicado no Arcadia, ligado à matéria “Talentos Brasileiros no Exterior” da Revista Digital]

Pedro Toledo

ARCADIA: Há quanto tempo você trabalha no exterior?

TOLEDO: Comecei há trabalhar na BioWare em novembro de 2007… Já tem quase três anos.

Como foi feito o contato com a BioWare?

Eu vim a saber que eles estavam procurando gente na minha área através do portal de games Gamasutra. Fiz o primeiro contato por e-mail. Depois de vários e-mails, e avaliação do meu portfolio, vieram as entrevistas por telefone e, em seguida, a entrevista ao vivo, aqui no Texas.

Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar no exterior?

A minha área de interesse, modelagem e texturização de personagens para games, ainda tem muito pouco espaço no Brasil. Portanto, eu diria que a primeira grande vantagem é o trabalho em si. Poder trabalhar como Character Artist, num estúdio de renome, em projetos incríveis, é uma realização. Além disso tem toda a maturidade da indústria daqui. A BioWare é uma empresa muito competente, líder no seu gênero de trabalho, o profissionalismo de todos é altíssimo.

O lado financeiro também é melhor. O mercado brasileiro remunera menos. Fora esses fatores diretamente relacionados ao trabalho em si tem também, claro, a experiência de morar fora. Conhecer novas terras, novos costumes. Melhorar o inglês e ampliar os horizontes. É bem divertido.

Em quais projetos você está envolvido no momento?

No momento eu trabalho no “Star Wars: The Old Republic”.

O que você acha do mercado brasileiro para o seu ramo?

O mercado brasileiro tem várias frentes que já se mostram viáveis para a nossa realidade. Aquilo que me interessa, no entanto, ainda é raro aí. Eu não tenho interesse em jogos para celulares, ou para web. O que curto mesmo é fazer parte de jogos AAA, aquelas produções enormes e com muita qualidade gráfica. Essa é uma área em que, no Brasil, ainda se tem poucas oportunidades. Há o outsourcing, claro. Eu mesmo, antes de vir para cá, trabalhava remotamente e participei de jogos como o “Guitar Hero” e “Rock Band”, que são dois títulos incríveis, mas eu queria ver como é trabalhar dentro de uma empresa dessas, e não à distância. Nesse caso depender do mercado nacional é mais complicado.

De qualquer forma, eu acho que novas oportunidades estão aparecendo. A ida da Ubi para o Brasil, com a compra da SouthLogic, mostra que eles querem investir em produção. A abertura do escritório da Blizzard e as traduções e adaptações de seus jogos para o nosso idioma também são um bom sinal. Isso mostra que o mundo já nos vê como uma opção viável.

A qualidade do artista nacional é inegável. No mercado mundial de computação gráfica nós, brasileiros, temos vários notáveis. Artistas tão bons que logo são contratados por grandes empresas de vários países. Se um dia as produções feitas no Brasil forem grandes o suficiente para segurar essa mão de obra talentosa, em território nacional, certamente a qualidade do trabalho será de nível internacional.

Lembrando ainda que, até recentemente, toda essa geração de artistas que foi para fora se educou, na área de computação gráfica, por conta própria, são auto-didatas. Agora, nos últimos anos, o Brasil viu o surgimento de várias escolas com bons cursos voltados à formação de artistas de CG. Alguns, como a Pós Graduação em Arte 3D para Jogos Digitais do CCAA, que ajudo a coordenar, têm como objetivo formar artistas voltados para o mercado mundial, e não apenas nacional.

Eu cruzo os dedos para que todos esses fatores sirvam para aumentar o nosso mercado nacional. Eu adoraria poder trabalhar, naquilo que gosto, em minha terra natal.

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Jogos que falam nossa língua http://www.jigu.com.br/blog/2010/08/02/jogos-que-falam-nossa-lingua/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/08/02/jogos-que-falam-nossa-lingua/#comments Mon, 02 Aug 2010 14:44:09 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=835 Jogando em português (Revista Digital)

Qual não foi minha surpresa quando muitos amigos comentaram, estarrecidos, terem visto um comercial de videogame na TV brasileira? E ainda por cima, em canal aberto e no horário nobre? Pois é: o jogo de estratégia em tempo real “StarCraft II”, lançado mundialmente para PC e Mac terça-feira passada, já chegou no Brasil completamente em português. E não só os textos, caixinha e manual: dublagem completa, dizeres na tela – até mesmo placas, cartazes e pichações estão em nosso idioma.

A edição desta segunda-feira da Revista Digital traz uma matéria minha que certamente deve ser do interesse dos gamers e leitores fieis deste site: jogos localizados em português brasileiro. A versão online pode ser lida na íntegra neste link.

Além disto, também publiquei uma entrevista exclusiva com Steve Huot, diretor da Blizzard para a América Latina, e está lá no Arcadia. E durante a semana, mais entrevistas de figuras que entrevistei para a matéria serão publicadas por lá também — então fique de olho!

Passando o controle: Qual a sua opinião sobre jogos dublados em nosso idioma?

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Viva o projeto Jogo Justo! http://www.jigu.com.br/blog/2010/07/23/viva-o-projeto-jogo-justo/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/07/23/viva-o-projeto-jogo-justo/#comments Fri, 23 Jul 2010 17:08:25 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=827 Na tarde de hoje, começa a campanha para promover o projeto Jogo Justo. Criado por Moacyr Alves (leia minha entrevista com ele no Arcadia), o objetivo deste é reduzir as taxas para jogos eletrônicos. Indo pra frente, podemos ter jogos e consoles mais baratos nas lojas – além de abrir espaço para as empresas virem ao Brasil, aquecendo o mercado e a indústria.

Dê seu apoio visitando o site oficial e ajudando a emplacar a tag #jogojusto no Twitter. 🙂

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Prisoner of Ice: A voz do terror, mas não do jeito que você esperava http://www.jigu.com.br/blog/2010/04/27/prisoner-of-ice-a-voz-do-terror-mas-nao-do-jeito-que-voce-esperava/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/04/27/prisoner-of-ice-a-voz-do-terror-mas-nao-do-jeito-que-voce-esperava/#comments Tue, 27 Apr 2010 12:30:16 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=682 Prisoner of Ice

Gosto de bons livros de terror, e um dos meus autores favoritos é o americano H.P. Lovecraft. Tive a oportunidade de conhecer sua obra ao ser apresentado a Call of Cthulhu — um RPG de papel, caneta e dados que leva o mesmo nome de um de seus contos mais famosos… tanto é que o panteão fictício de divindades malignas, misteriosas e que vão além da compreensão humana se chama, aptamente, “Cthulhu Mythos”. Desde então, comecei a procurar o máximo de material baseado nisto. E não sabia da importância do sujeito na literatura até o momento.

Obviamente, comecei pelos livros reunindo seus contos. Em meio a tantas histórias envolvendo humanos (bem, ao menos alguns são, mwahahaha) esbarrando com o sobrenatural e acabam enlouquecendo, meu interesse se aguçou mais ainda (era ainda melhor que o material mostrado no RPG – afinal de contas, era a fonte!) e eu quis conferir se existiam jogos que se baseavam, diretamente ou não, na obra deste célebre cidadão de Providence, Rhode Island.

Bastou eu bater o olho na capa da revista — salvo engano, CD Expert — ver um nome para sacar a carteira e comprar a edição: Call of Cthulhu: Prisoner of Ice. Seria essa a hora em que eu veria um autêntico jogo inspirado por Lovecraft, e que levava o nome de seu magnum opus?

Prisoner of Ice (CD)

Mal sabia eu que estaria prestes a mergulhar em uma jornada sem volta no reino da loucura… obviamente, pelas razões erradas. Não era pela trama macabra, ou mesmo por uma jogabilidade ruim (na real, era um adventure bastante digno, ou pelo menos é assim que me lembro dele), mas sim sua dublagem nacional pra lá de meia-boca. Se tanto, este é um jogo que serve como prova cabal do quanto o mercado nacional de localização de software melhorou bastante nos últimos quinze anos, apesar de não se fazer tão presente quanto os gamers brasileiros em geral gostariam.

Enquanto certos lançamentos desta década se saíram muito bem com seu trabalho de voz em Português brasileiro, como Halo 3 e o primeiro Viva Piñata (sem contar os jogos de PlayStation 3 que vêm com vozes com um claro sotaque e vocabulário de Portugal…. não consigo jogar Heavy Rain sem imaginar que estou assistindo o programa do Bruno Aleixo), Prisoner of Ice beira o “terrir” em vários momentos. O provável culpado supremo por isto é um mero coadjuvante: o mecânico Stanley, cuja voz e interpretação pareciam uma mistura de algum persongem de música dos Mamonas Assassinas e o Tonho da Lua, da novela Mulheres de Areia.

Seguem abaixo as provas do crime, diretamente de uma longa sequência de vídeos da aventura completa no YouTube (no primeiro vídeo, o infame Stanley aparece aos 5:34; no segundo, aos 2:20):

E isso porque nem entrarei no mérito das indicações de direção no texto — que viraram “Vai dar na ponte”, “Vai dar na casa de máquinas” e afins — porque algumas piadas já nasceram prontas… e quando a melhor interpretação dos primeiros minutos do jogo é a de um cara falando uma frase em uma língua fictícia, já viu…

É óbvio que entendo que são épocas, orçamentos e presença de mercado bem diferentes de lá pra cá, mas não há razão para deixar de olhar para o passado e rir um bocado. Afinal de contas, ainda assim eu joguei o game inteiro e me diverti pacas – só não dá para negar o humor involuntário que o trabalho de dublagem da ocasião garantiu ao jogo, tornando-se para mim um dos momentos mais hilários da localização de games no país.

… e acabou que jamais joguei a edição em Inglês, e ficou por isso mesmo. Só pude jogar um jogo bacana levando o nome Call of Cthulhu quando saiu Dark Corners of the Earth — cuja produção foi, ironias da vida, um terror: o estúdio Headfirst fechando as portas em 2006, e um bravo e diminuto grupo dos funcionários restantes tocando o resto da conversão do Xbox para o PC, assim garantindo seu lançamento. Lovecraft ficaria orgulhoso.

Passando o controle: “Minhas máquinas! Minhas máquinas!!!!” Quais foram as dublagens mais toscas que você já ouviu nos games, seja lá em qual idioma for?

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Esperando o debug http://www.jigu.com.br/blog/2010/04/23/esperando-o-debug/ http://www.jigu.com.br/blog/2010/04/23/esperando-o-debug/#comments Fri, 23 Apr 2010 22:42:33 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=664

(som de vento)
"Mercado Brasileiro de Games" (foto por Simon Short)

Uma pergunta recorrente dos leitores dos sites de videogame é se os resenhista são obrigados a zerarem todos os jogos que analisam. Infelizmente, a resposta é “depende”, e por uma série de fatores – e não, nem sempre é o caso do jogo ser enorme, como um Final Fantasy ou Fallout da vida. A falta de tempo hábil tem origem, pois jornalista de games no Brasil sofre um pouco com o atual estado deste mercado: se as cargas tributárias para os jogos eletrônicos não fossem tão exageradas, talvez esta indústria florescesse por aqui. Afinal de contas, as vantagens não se resumiriam à queda dos preços de consoles, jogos e acessórios…

Se isto melhorasse, poderia se resolver a indisponibilidade de consoles para testes (os kits de debug, que permitem rodar os programas antes de seu estado finalizado; as produtoras têm como enviá-los para testes e prévias) para os veículos de imprensa; além disto, nossa situação atual também impede que desfrutemos de soluções como a PartnerNet, rede alternativa para os kits de debug do Xbox que só atende aos desenvolvedores e jornalistas, que permitiram ver certas produções em primeira mão.

Enfim, estes são apenas dois obstáculos que atrapalham e muito o processo de análise de jogos para consoles; para computador, a coisa é um tanto melhor, dependendo do contato de cada profissional ou empresa com os estúdios que fazem os jogos (e a política interna de cada um). Enquanto nos países onde esta indústria está estabelecida este tipo de situação, na terra brasilis estamos, na maioria do tempo, sujeitos à espera pelos jogos no mercado exterior, o correio, e por aí vai.

É aquilo… o amor à camisa continua, mas sonhar com um futuro onde esta indústria seja levada a sério no país não custa nada. Agora vou ali inspirar e expirar em um saco de papel e já volto.

Passando o controle: Esperança, ceticismo, indiferença… qual a sua opinião sobre os esforços por parte das fabricantes de consoles para entrar no Brasil?

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Jogos baratos para videogame não são um mito http://www.jigu.com.br/blog/2009/10/27/jogos-baratos-para-videogame-nao-sao-um-mito/ http://www.jigu.com.br/blog/2009/10/27/jogos-baratos-para-videogame-nao-sao-um-mito/#comments Tue, 27 Oct 2009 19:00:45 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=138 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

Enquanto eu trabalho daqui de casa, vez por outra pipoca o chat coletivo com os usuários do FinalBoss no MSN. Uma das piadinhas recorrentes quando o assunto é “como comprar jogos originais a um preço decente?” – em oposição a “como comprar jogos originais a preços que não sejam caríssimos?” – é a minha listinha de lojas de confiança na gringa. Já zoei os caras, falando que ia preparar um macro para postar a listinha sempre que perguntassem… Talvez agora eu os indique para este post aqui!

Particularmente, minha favorita é a canadense VideoGamesPlus, que já recomendei antes. A postagem é barata, quase nunca tributam – mesmo porque eles costumam postar a partir de pessoa física – e os preços são condizentes com o mercado. Outras opções bacanas são a eStarland e a CDUniverse (é, eles não vendem música e filmes), mas no caso destas é possível que caia nas graças da tributação aqui, pois as encomendas vêm no nome das lojas… aí já viu: buscar no correio e pagar o valor escolhido pela alfândega para poder retirar sua encomenda.

Também ouço falar muito bem da britânica ShopTo e da asiática HK Offer House; a primeira é em libras, mas se considerarmos que jogos de sistemas como o PlayStation 3, Nintendo DS e PSP não têm bloqueio de região – isto é, jogos comprados em qualquer lugar poderão rodar em qualquer console ou portátil, não importa a região onde foi comprado – eles costumam ter ofertas beeeeem bacanas. Ainda sobre benefícios do region-free, a Play-Asia é outra que costuma realizar boas ofertas – e no caso do Xbox 360, alguns jogos têm todo o conteúdo do ocidente (incluindo os idiomas, né?), há uma tabelinha indicando em que versões do console o jogo roda – e vez por outra a preços ainda mais em conta.

Outra jogada legal é cair dentro dos usados, ainda mais quando vêm em bom estado de conservação… que é o que costumo fazer quando compro na SecondSpin. Não contente em vir relativamente rápido, dificilmente tributam, e ainda por cima eles costumam realizar promoções ocasionais por e-mail e no Twitter. Postagem grátis a partir de certo valor, descontos na quantidade, esse tipo de coisa.

E para fechar a tampa das dicas, o Gamecards 24 x 7 se revelou uma grata surpresa em se tratando de comprar cartões de pontos para os consoles. O preço é bom (pelo menos para o que podemos fazer sem suporte oficial da Xbox Live ou PlayStation Network até agora), e a entrega é imediata no site após o registro.

Portanto, vamos parar com a desculpinha “os jogos estão caros”. É tudo questão de saber onde (e como) comprar. Não tem cartão internacional? De repente você tem um amigo que tenha, e se ele também tiver videogames, passe a bola. Só é bom lembrar de não pedir caixas muito grandes, pois chamam a atenção da galera que tributa… aí, amigos, boa sorte.

[Em um comentário no post original, o leitor Intentor confirmou que a eStarland também envia encomendas como pessoa física a pedido do cliente, assim reduzindo a chance de tributação – além de vir tudo em uma embalagem discreta. Valeu a dica, Intentor!]
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Compre um PS3 Slim, mas respeite seu dinheiro http://www.jigu.com.br/blog/2009/09/11/compre-um-ps3-slim-mas-respeite-seu-dinheiro/ http://www.jigu.com.br/blog/2009/09/11/compre-um-ps3-slim-mas-respeite-seu-dinheiro/#comments Fri, 11 Sep 2009 19:00:18 +0000 http://www.jigu.com.br/?p=132 [Post originalmente publicado no Working Class Anti-Hero]

(eu já estava para escrever este post faz tempo, e me bateu a vontade de escrevê-lo de novo depois de ler a ridícula declaração das lojas daqui aos parceiros do UOL Jogos.)

Quando anunciaram o PlayStation 3 nos Estados Unidos, os US$ 600 foram motivo de piada por um bom tempo. Nem mesmo os fãs mais ferrenhos da marca pensaram em comprá-lo de imediato, ou mesmo no médio prazo – ao menos aqueles que não tentaram tapar o sol com a peneira afirmando coisas como: “ah, mas é um sistema caro”, “ah, o preço é esse mesmo”, “não é pra todo mundo”, e aí por diante. A combinação da gigantesca base instalada do PS2 com a arrogância teve seu preço para a Sony: comer poeira do Wii e do Xbox 360 nas vendas mensais de hardware por muito tempo.

Felizmente, parte da estratégia da empresa mostrou ao que veio com o tempo, seja por razões da própria ou pelas tendências da indústria. A propagação dos televisores em alta definição, a eventual vitória do formato Blu-ray sobre o HD-DVD para os (então) novos discos de alta capacidade, e a esperada redução no custo de fabricação dos componentes… tudo isto fez com que a percepção do PS3 para os gamers tenha melhorado bastante. Isso e os jogos exclusivos de peso, né? “Uncharted: Drake’s Fortune”, “Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots”, “Killzone 2”, os dois “Resistance”… sem contar que os filmes em alta ficam maneiríssimos.

Mas se botarmos na ponta do lápis, o malfadado preço elevado de estreia – como bem disse alguém no NeoGAF, “US$ 600 é a lancheira roxa desta geração, porque esse é o estigma que vai sempre ser lembrado” – já tem quase três anos. Vários modelos novos do PS3 apareceram, tirando a retrocompatibilidade (o que acho um senhor equívoco, mas isto fica pra outro post, quem sabe um dia…), trocando os tamanhos do HD, a troca do controle Sixaxis para o DualShock 3 e os jogos que vêm de fábrica… até que em agosto de 2009, veio o tão desejado corte de preço. Tanto o modelo antigo quanto o novo – mais compacto e econômico – custam US$ 299. Isto é, metade do preço original… no que pensei: “agora, sim, vai”.

PS3 Slim

Pouco antes do preço ser revelado, certas lojas online brasileiras – tipo Submarino e Americanas – tinham cortado o preço do anterior para R$ 1.300, R$ 1.200. Ainda bem que não sou de comprar no impulso! Daí do topo da minha inocência questionei se o preço do novo modelo seria razoável, já que o valor “derrubado” se aplicava aos modelos vendidos nos Estados Unidos por US$ 400…

Uma ova. Mesmo mais barato, mais leve e menos volumoso, o aparelho custa R$ 2.000 nestas lojas. Acho que é seguro dizer que importá-lo diretamente é mais negócio do que comprar neles.

Assim que anunciaram o preço, fui conferir na VideoGamesPlus – loja no Canadá onde compro meus jogos desde 2004 – quanto sairia pra comprar o aparelho e enviá-lo para o Brasil. Serei bem pessimista e arredondarei valores redondos pra cima e o dólar a R$ 2. Com a conversão do dólar canadense, o console caiu para US$ 263… e a postagem fica em US$ 175, pois eles só mandam hardware pela DHL, chegando em 2-4 dias úteis. Estes dois valores ficam no seu cartão de crédito internacional; ao receber na sua casa, tem que pagar em reais os 60% de importação e o ICMS (não sei ao certo se é 17% ou 18%, chutemos no valor mais alto) sobre o valor do produto, a postagem fica fora deste cálculo. A importação sairia por R$ 315, e o ICMS por R$ 96.

Comprando nesta loja canadense que falei, com o console um pouco mais barato que nos EUA, tudo junto sai por R$ 1.287 (sendo que R$ 411 disto você paga na porta da sua casa, o resto vem no cartão). Se você não vai comprar na loja que falei e achar alguma nos EUA que envie pra cá, beleza: refazendo as contas para o valor americano de US$ 300 – e usando o mesmo valor e serviço de postagem, porque este eu não descobri com facilidade – este total muda para R$ 1.418, e embutido neste valor estão os R$ 468 você pagaria ao receber na sua casa, sem ter que buscar nada em lugar nenhum.

No fim das contas, depende do consumidor decidir se a diferença que flutua de 500 a 700 reais vale o esforço, considerando que a parada chega na sua casa em menos de uma semana útil. Enquanto aqui rola dividir no cartão a perder de vista (ma non troppo) e a garantia local caso quebre, a dor no bolso é bem mais sensível… é aquilo: quero um player de Blu-ray, quero alguns exclusivos do PS3 – como “Heavy Rain” – mas meu dinheiro não dá em árvore. E mesmo se desse…

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