Arquivo para March, 2010
Este Big Daddy não afunda
10No final da semana passada, tive a oportunidade de zerar BioShock 2, sequência a um dos meus jogos favoritos de 2008. O que achei do jogo? Ótimo – mas comentários mais a fundo (sem trocadilhos com Rapture) virão em um post futuro.
Enfim, trago a você um vídeo onde um japonês fantasiado de Jason recria um Big Daddy. Como? Não quero estragar a surpresa, então assista aí e babe:
Passando o controle: Quem vai ser o perfeccionista de plantão – ou aspirante a morador de Rapture – a reparar qual o único erro desta escultura e citar nos comentários? Eu já vi…
SUP: Concurso Nokia e Hotmail valendo um Xbox 360
4Parece que esta geração de consoles não vai embora tão cedo, né? (Ainda bem.) As fabricantes investiram tanta grana que, a rigor, o ideal é que as melhorias sejam graduais – como novas funcionalidades, controles, e assim por diante – antes de trocar tudo. Portanto, se você comprar um console agora, é bem provável que ele ainda dure alguns bons anos… talvez mais do que nas gerações passadas. E é aquilo, todos têm sua cota de jogos bacanas; particularmente, esta é a primeira vez em que tenho mais de um console da geração atual em casa, tamanha a variedade de jogos e experiências de cada um.
Eis que a divisão brasileira da Nokia e o Hotmail lançaram um concurso valendo um Xbox 360, bastando elaborar uma mensagem bem criativa para você mesmo receber por e-mail daqui a um ano – e se o vencedor mandar sua participação por uma conta do Hotmail, ainda leva um joguinho grátis para o console. É só enviar um email para queroumxbox360@ovi.com, informando nome e dois números de telefone (com DDD) para contato.
Boa pedida para quem ainda não tem o console, não é? Mais detalhes no site oficial da promoção.
(SUP = Serviço de Utilidade Pública, e não uma variação de “wassuuuuuuuup?”)
Passando o controle: E se você ganhar o Xbox 360, quais os jogos para o sistema que você mais gostaria de comprar?
Continuity: Seguido a ordem natural das coisas
0[post originalmente publicado no Kenner Blog]
Se existe um tipo de quebra-cabeças que eu costumo olhar com cara feia, é aquele tipo com o blocos deslizantes e um vazio. Quando pinta um enigma deste tipo em algum jogo para videogame, bate uma irritação daquelas. Não sei se é pela falta de originalidade ou pela minha impaciência quanto a querer resolver logo, mas de qualquer maneira… estes costumam me tirar do sério. Ainda assim, há quem consiga fazer algo interessante em cima disto!
Continuity é um joguinho que mistura este elemento de deslizar peças com o jogo de plataforma tradicional. O jogador controla o personagem em um cenário que precisa ser montado para que tudo siga uma ordem coerente, uma continuidade (sacaram?) de forma que consiga pegar a chave e sair pela porta vermelha. Basta apertar a tecla de espaço para dar aquela embaralhada nas peças que formam seu cenário pensar um pouco e pronto!
por Pedro Giglio
– adora erros de continuidade no cinema
A ascensão dos indie games
2À medida que a tecnologia empregada na criação de videogames se torna mais complexa, os custos de produção dos jogos tendem a se tornarem mais elevados. Uma prova disto está no aumento do preço final ao consumidor: enquanto os títulos de Xbox 360 e PlayStation 3 costumam ter o preço sugerido de US$ 60 no varejo, os jogos para o Wii – que roda seus jogos em definição aprimorada (EDTV) com resolução 480p – continuam na faixa dos US$ 50.
Infelizmente, nem todo estúdio tem bala na agulha para bancar um projeto do calibre de um God of War III, que custou US$ 44 milhões à Sony – ainda mais aqueles que ainda ficam à procura de distribuidoras novas, levando portas na cara até conseguirem; felizmente, nem toda produtora está restrita a criar projetos multimilionários, assim como as novas maneiras de oferecer jogos as ajudaram neste objetivo.
Não é de hoje que joguinhos grátis e independentes têm chamado a atenção das companhias maiores. Alguns exemplos relativamente recentes disto são Every Extend Extra Extreme, Blast Works e flOw. Os três games em questão são releituras de jogos freeware (no caso, Every Extend – que já tinha sido revisitado no PSP -, Tumiki Fighters e, hã, flOw) que acabaram tendo sua chance ao sol por capturar a atenção da Q Entertainment, Majesco e Sony. Fosse por distribuição em disco ou por download, o trabalho de desenvolvedores menores foi reconhecido. Outro exemplo que passa perto disto mas se revelou mais elaborado foi Narbacular Drop, criação de estudantes da universidade DigiPen que garantiu a contratação destes pela Valve para o desenvolvimento de um game inédito baseado no mesmo princípio: Portal.
Outro fator que pesou muito nisto foi a popularização da distribuição digital nos consoles. Jogos vendidos na PlayStation Network, WiiWare e Xbox Live Arcade – valendo notar que esta última também contam com uma área especificamente dedicada aos produtores com a iniciativa Indie Games, que vende jogos de US$1 a US$ 5, passa por fora dos dos órgãos de classificação etária e é gerido pela própria comunidade de game designers associados ao XNA Creators Club… vale notar que até mesmo estúdios estabelecidos, como Arika e Arkedo, também lançam seus jogos lá! – permitiram trazer jogos mais simples, mais baratos e não necessariamente ligados às tendências do que se vê nas prateleiras disputadas a tapa.
Na virada deste mês, vieram à tona duas novas iniciativas para manter este espírito independente unido pela mesma causa – e os dois anúncios vieram em menos de uma semana. A primeira é a Indie Fund, que reúne uma variedade de estúdios indies – que tiveram sucessos como Braid, Flower e World of Goo possibilitados por esta mudança na indústria – em prol de “apoiar o crescimento dos jogos como um meio ao ajudar desenvolvedores independentes a se tornarem financeiramente independentes e continuarem financeiramente independentes” e oferecer um modelo de publicação de jogos diferente do atual. A outra vem do outro lado do Atlântico: no Reino Unido, a iniciativa State of Independence também tem como objetivo apoiar os novos estúdios no processo de captação de recursos, promoção de seus jogos, e como obter o melhor lucro mesmo se com um orçamento apertado.
Outra jogada que achei interessante foi a fundação da Tomorrow Corporation, unindo as forças de integrantes dos estúdios responsáveis por World of Goo e Henry Hatsworth in the Puzzling Adventure… isto é, profissionais da independente 2D Boy e da subdivisão Tiburon da gigante Electronic Arts. Pois é – logo a Tiburon, mais conhecida por seus jogos esportivos, já tinha dado suas cabeçadas em gêneros diferentes como o ação, plataforma e quebra-cabeças.
Voltando à linha Xbox Live Indie Games, pelo menos dois jogos que surgiram como pequenos lançamentos online obtiveram distribuição por companhias externas para o PC: Clover, da Binary Tweed, que foi lançado neste ano em uma versão renovada; e Carneyvale: Showtime, do estúdio cingapurense Team GAMBIT, é o próximo. É o que costumo dizer para quem torce o nariz para os jogos dessa linha XBLIG: há público para todos, mas quem fizer um joguinho mais-ou-menos provavelmente continuará no limbo, e os realmente bons acabam chegando à atenção de todos.
E a lista dos independentes invadindo os consoles e PC continua crescendo: de cabeça e previstos para este ano, temos novas releituras para Cave Story, La-Mulana, Super Meat Boy, Spelunky HD… sem contar as produções totalmente inéditas, como o curioso Fez.
Passando o controle: Tem muito jogo independente legal que poderia ganhar nova versão, como Yume Nikki e Warning Forever… você conhece alguma pérola perdida que podia ganhar nova vida para PC ou consoles?
Coração oito-bits
0Na sexta-feira passada, a Gaijin Games disponibilizou o primeiro trailer de Bit.Trip: Runner, o quarto jogo de CommanderVideo para o WiiWare. A série é conhecida por ter um visual que mistura aqueles gráficos simplérrimos da época do Atari com elementos 3D, muitas cores psicodélicas e uma trilha sonora no estilo chiptune — sabe como é, com aqueles timbres que poderiam muito bem ter sido do Nintendinho ou do Master System. Além de ser a primeira vez em que o personagem é controlado diretamente, o trailer me deixou emocionado – mais uma vez – por conta de mais referências aos clássicos. O que é aquela fase parecendo Pitfall? Com o logotipo da empresa no rodapé, que nem o da Activision na época?
Acho particularmente refrescante ver alguns estúdios honrando o passado e história dos videogames, fugindo (mesmo que, às vezes, apenas tematicamente) para o extremo oposto dos gráficos hiperrealistas que tantos estúdios, como a Crytek e a Epic, têm como meta e cada vez mais se aproximam. Outro exemplo que me divertiu bastante foi Rocket Riot, um joguinho de combate multiplayer para a Xbox Live Arcade onde os elementos destrutíveis se despedaçam em pequenos cubinhos, como se fossem os pixels. E sim, o design dos personagens e cenários também bebem um bocado nos graficos de outrora, mas em 3D.
Agora, se há um jogo que parece misturar tudo isto ao mesmo tempo, é o 3D Dot Game Heroes. Este joguinho da From Software para o PlayStation 3 tem seus personagens e cenários criados como uma mistura dos gráficos quadradões da era 8-bit e os “dot puzzles”, quebra-cabeças vendidos no Japão em que o objetivo é recriar os personagens espetando bloquinho a bloquinho em um tabuleiro na vertical. Não entendeu? É isso aqui:
Não contente do visual ser assim, a jogabilidade em si parece lembrar outros jogos das antigas, como The Legend of Zelda. E não contente com isso, ainda rolam outras referências bem bacanas, como um personagem que lembra o minerador de Spelunker… e as telas de carregamento mostram recriações engraçadinhas das ilustrações de caixas de outros jogos, como este Castlevania:
As novas gerações podem entender a importância e a graça de aparecer algo assim, mas tenho a impressão de que só aquele jogador mais “macaco-velho” (*ahem*) saca como ver essas paradas é legal.
Passando o controle: Qual a sua era favorita dos consoles, e por quê?
Criador de Larry leva outra rasteira da indústria?
9Além de um ídolo da minha infância, Al Lowe foi o primeiro profissional da criação de games que pude entrevistar em minha carreira. O veterano da Sierra On-Line bateu um papo incrível comigo em 2004, e todo aquele nervoso e insegurança que poderia ter batido em mim naquela hora acabou se revelando desnecessário… fosse pelo clima para lá de gentil e engraçado do bonachão criador de Leisure Suit Larry e Freddy Pharkas. Desde então vez por outra troco e-mails com ele, além de assinar sua listinha diária de piadas, a CyberJoke 3000.
Alguns anos passaram e, ao que tudo indicava, a aposentadoria de Lowe seria interrompida por um novo projeto chamado Sam Suede: Undercover Exposure, título de ação e comédia que seria desenvolvido pelo estúdio iBase Entertainment, fundado por Lowe e Ken Wegrzyn. Lembro de ter agendado uma participação no evento para a imprensa onde o jogo seria mostrado pela primeira vez, mas que perdi por conta das complicações no visto para os EUA (ah, a era Bush…).
Infelizmente, a iBase acabou encerrando suas atividades em 2007 pois o dinehiro acabou, não pintaram mais investidores e o título acabou indo para o limbo do vaporware.
Qual não foi minha felicidade ao receber um release de imprensa hoje de manhã afirmando que o jogo de Sam Suede ressurgiu das cinzas? Segundo o informe, a Apogee passa a distribuir o jogo – isso mesmo, o lar de Duke Nukem – que por sua vez passa para as mãos da Icarus Studios e usa seu motor gráfico, o xScape. Wegrzyn é citado como “criador e produtor executivo” do jogo, e não houve nenhuma menção a Lowe…
Será que Al teria levado outra proverbial “bolada nas costas”? Afinal de contas, o que a Vivendi fez com a marca Leisure Suit Larry após sua saída foi revoltante. Nada que mandar dois emails não esclarecesse – um para os assessores de imprensa do game, e outro para Lowe. Até agora, só recebi uma resposta: a de Lowe. Infelizmente, uma verdade triste veio à tona:
“Esta é a primeira vez que ouço falar disso. Que diabos? Acho que é hora de ligar para os advogados.”
É isso aí: Lowe não sabia do assunto, não parece nada feliz com o acontecido, e não me sinto muito bem em ser o portador de más notícias para o cara. Ao que tudo indica, das duas uma: ou temos um processo no ar, ou a justiça será feita e Lowe recuperará seu lugar de direito, ou ao menos o reconhecimento de sua participação no projeto. E sim, também gostaria muito de saber o que o outro lado da história tem a dizer disto.
Passando o controle: A história dos videogames é cheia de pequenas e grandes injustiças. Qual foi a mais memorável delas para você?
Missile Command completa 30 anos e vai virar filme
0[post originalmente publicado no Kenner Blog]
Ah, a época do Atari 2600… lembro com alegria daquelas capinhas com ilustrações maneiríssimas para cada jogo, e que por razões óbvias nunca eram correspondidas na tela! Não que isto fosse um problema, porque o sistema em questão conquistou muita gente, e há quem tenha começado com este console e continua jogando até hoje.
Eis que um dos verdadeiros clássicos do sistema está completando 30 anos: Missile Command. Para quem não conhece, a premissa do jogo é simples: defenda suas cidades de ataques de míssil disparando outros que caem do céu. Mas melhor do que ler como tal jogo era em um texto é poder jogá-lo de graça, certo?
E não é só isso: esta versão grátis online tem várias firulas extras, já que inclui modo multiplayer via Internet, coleta de itens e melhorias que podem ser compradas. Agora, uma curiosidade: você sabia que estão pensando em adaptar Missile Command para o cinema? Só quero ver como isto vai ficar…
por Pedro Giglio
– mal pode esperar pelos filmes de Bobby Is Going Home e H.E.R.O.






























